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Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

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Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por Kristy123 em Qua Out 18 2017, 13:26

Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Circulação de uma triste notícia do suicídio de uma jovem de 23 anos no norte de Portugal, mais concretamente da região do Porto.

Segundo a informação recebida, esta jovem mulher já havia descoberto que as Testemunhas de Jeová são de facto uma seita e havia comunicado aos seus pais (com quem vivia), de que não queria mais permanecer nela.

Após esta tomada de atitude, os pais convidaram-na a sair de casa, sendo pressionados pelos anciãos, que inclusivamente aconselharam-nos a incentivá-la a expressar a sua posição por escrito numa carta de dissociação. Esta pressão para uma desvinculação formal durou cerca de 4 meses, tanto por parte dos pais como depois dos próprios anciãos.

De salientar que os pais cortaram os laços com a sua filha após a terem posto fora de casa.

No fim-de-semana passado, a jovem entregou a carta de dissociação e de segunda para terça-feira suicidou-se.

Agora vem o mais irónico:

Ontem foi anunciado na congregação a que ela pertencia a sua dissociação, ou seja, APÓS O SEU SUICÍDIO, foi anunciado que ela não era mais Testemunha de Jeová.

Ainda nem o corpo arrefeceu e os fariseus da Torre de Vigia apressaram-se a anunciar que ela não mais era uma Testemunha de Jeová, promovendo assim o seu ostracismo mesmo depois da sua morte.

Para quem não sabe, as Testemunhas de Jeová muito provavelmente não estarão presentes no funeral de alguém que se dissociou ou foi desassociado da congregação e muito menos haverá discurso fúnebre feito a tal pessoa.

Mais uma vítima desta seita destrutiva!

Fonte: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=670513296480044&id=387642241433819&ref=m_notif¬if_t=group_activity


Última edição por Kristy123 em Qua Out 18 2017, 19:03, editado 1 vez(es)
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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por TJ esclarecido em Qua Out 18 2017, 18:22

Olá Kristy,
Que triste e lamentável história!
Tens alguma fonte desta notícia?


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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por Kristy123 em Qua Out 18 2017, 19:13

Olá TJ esclarecido,

A fonte foi agora colocada por mim, na parte final do tópico, conforme solicitado e devido.
Estou muito triste com esta notícia é infelizmente tenho lido outros casos idênticos que têm acontecido pelo mundo fora.
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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por EdenOne em Qui Out 19 2017, 10:21

Kristy, esta informação devia chegar á Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, que tem a tutela sobre a aplicação da Lei da Liberdade Religiosa, ao cuidado do deputado Dr. Pedro Bacelar de Vasconcelos.


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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por TJ esclarecido em Qui Out 19 2017, 13:06

A confirmar-se esta notícia, o Carlos Fernandes que todos conhecemos e que a colocou no seu Blog, Facebook e Fórum brasileiro não irá seguramente ficar quieto e tendo ele a fonte de informação é a pessoa indicada para o fazer.


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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por Altar em Qui Out 19 2017, 15:37

como podem fazer isto a uma filha ( ou filho ) ??




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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por vshappy34 em Qui Out 19 2017, 23:26

@Kristy123 escreveu:Olá TJ esclarecido,

A fonte foi agora colocada por mim, na parte final do tópico, conforme solicitado e devido.
Estou muito triste com esta notícia é infelizmente tenho lido outros casos idênticos que têm acontecido pelo mundo fora.

Olá amiguitos,
Tenho informações a acrescentar a esta noticia. A jovem é residente entre Porto e Espinho e o seu nome era Raquel Granja. Facilmente a podem encontrar no facebook. Qualquer coisa, poderei tambem disponibilizar o link. Confirmo o suicidio e a sua desassociação nesta mesma semana.

Final triste, agora alcançou a sua paz Silêncio pena nao poder ter sido evitado, onde isto irá parar.... Evil or Very Mad


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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por Índigo em Sex Out 20 2017, 09:42

@vshappy34 escreveu:
@Kristy123 escreveu:Olá TJ esclarecido,

A fonte foi agora colocada por mim, na parte final do tópico, conforme solicitado e devido.
Estou muito triste com esta notícia é infelizmente tenho lido outros casos idênticos que têm acontecido pelo mundo fora.

Olá amiguitos,
Tenho informações a acrescentar a esta noticia. A jovem é residente entre Porto e Espinho e o seu nome era Raquel Granja. Facilmente a podem encontrar no facebook. Qualquer coisa, poderei tambem disponibilizar o link. Confirmo o suicidio e a sua desassociação nesta mesma semana.

Final triste, agora alcançou a sua paz Silêncio  pena nao poder ter sido evitado, onde isto irá parar.... Evil or Very Mad

Podes nos dizer qual era a nome da congregação a que pertencia?

Para o Carlos Fernandes poder tomar medidas ...


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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por Índigo em Sex Out 20 2017, 11:13

O funeral é hoje em Espinho pelas 15h?

Há alguém interessado em estar presente?


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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por EstudanteCurioso em Sex Out 20 2017, 12:17

Não há palavras para descrever a revolta.....a identidade desses anciãos devia ser exposta nas redes sociais para que fossem envergonhados da m**** que fizeram.

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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por vshappy34 em Sex Out 20 2017, 12:48


Neste momento não sei precisar a que congregação pertencia mas talvez amanha consiga essa informação se for realmente importante.
Deixo aqui o link do Facebook dela, talvez alguem saiba mais informações. Pelo que vi, a mãe é cabeleireira. Se houver foristas do centro do porto, talvez a reconheçam e saibam mais.

https://www.facebook.com/raquel972007

Quanto ao funeral, será no salao do reino?

Beijinhos I love you


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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por Kristy123 em Sex Out 20 2017, 13:42

Segundo informação no FB do site Desperta, o funeral realiza-se hoje pelas 15 horas em Espinho.


Deixo aqui uma carta aberta bem comovente:


Carta aberta sobre o suicídio da jovem de 20 anos no Porto

Ao tomar conhecimento da trágica ocorrência do suicídio de uma jovem no Porto, com a tenra idade de 20 anos, o turbilhão de emoções que me passa pela mente e pelo coração é brutal, indescritível e devastador.

No entanto, não conheço essa jovem. Nem sei o nome dela. Não faço a mínima ideia de quem seja. Acredito que se a tivesse conhecido, tudo seria mais complicado e intenso para mim. Assim como deverá ser para quem com ela lidou de mais perto. Apenas sei uma coisa: tratava-se de uma vida preciosa. Era alguém que tinha a vida pela frente para poder realizar tantos projectos pessoais, tentar encontrar o seu caminho na vida e perpetuar a linhagem da sua família.

​Infelizmente, com 20 aninhos, tudo isso abruptamente acabou, como se uma linda melodia sinfónica que estivesse a ser interpretada fosse subitamente interrompida deixando apenas um ensurdecedor silêncio a pairar no ar. Olha-se para os músicos e percebe-se que nos seus rostos apenas transparece dor, sofrimento e incredulidade; os olhos deles estão vazios … apenas marejados de lágrimas que não param de jorrar e cair pelos seus rostos. Alguns desses “músicos” conheciam-na muito bem; outros … nem tanto. Outros ainda … nem um pouco. Eu faço parte deste último grupo. Mas, nem por isso, o meu coração deixa de sangrar lágrimas de tristeza, estupefacção, frustração e … de raiva. Mas todos, juntos com ela, tocávamos esta sinfonia interativa que é a “Vida”.

Como eu disse, eu não a conhecia, mas eu sofro pela morte tão trágica e dramática de uma menina que optou por terminar o seu percurso de vida por que não aguentou o sofrimento e a tortura em que se transformou a sua existência.
É verdade que, para já, não se conhecem muitos detalhes acerca desta tragédia. Provavelmente, saber mais pormenores ajudar-nos-ia a ter um quadro mais completo de todo este drama. Mas não consigo deixar de imaginar alguns anciãos da congregação a que esta jovem esteve associada a procurar justificar e sacudir a sua parte de culpa colectiva dizendo que “esta jovem estava envolvida em muitos problemas e complicações e que os seus pais estavam a passar um mau momento devido à irreverência e rebeldia da sua filha. Infelizmente, o seu suicídio foi o resultado direto da sua própria decisão e dos seus atos”. O rebanho (leia-se: congregação) vai ouvir novamente a famosa expressão “panacéia”, a saber:

“Não nos devemos apressar a criticar os anciãos. Os irmãos da congregação não sabem de todos os pormenores!”


Infelizmente, e por experiência pessoal, aprendi que esta expressão, não obstante poder ser válida em alguns casos, noutras situações significa algo do género: “nós (anciãos) fizemos borrada mas não se atrevam a criticar-nos. Por que nós, o Superintendente de Circuito e a Filial, é que mandamos. Quanto a vós (os que falam e contestam-nos): calem-se! Senão vão ser convocados para uma comissão judicativa e poderão ser desassociados por rebeldia!”

Chama-se a isso “tiques de poder absoluto”. Volto a repetir: não conhecia esta jovem nem as circunstâncias que levaram à sua morte. O mesmo vale por muitos de nós que tomamos conhecimento deste trágico evento através do Facebook ou do site Desperta.
Mas imaginemos que esta jovem, não obstante hipotéticas complicações que tivesse criado aos pais, não se tivesse baptizado. Tratava-se da mesma pessoa, com tudo o que de bom e mau isso significava em termos de personalidade e comportamento. O que haveria de diferente?

Tudo!


Significava que se ela simplesmente decidisse nunca mais querer por os pés num Salão do Reino e contestar o que ela tinha aprendido enquanto esteve associada à organização das Testemunhas de Jeová, estaria livre de o fazer sem recear ser lançada no deserto do ostracismo e do isolamento torturante, cínico e frio resultante da desassociação ou, como aconteceu no seu caso, dissociação. Os seus pais poderiam continuar a falar e interagir normalmente com ela e, inclusive, ser cumprimentada na rua pelos outros membros da congregação com beijinhos e abraços e até convidada a assistir ao Memorial e ouvir as célebres frases:

“Temos sentido tantas saudades tuas! Que bom ver-te! Jeová ama-te muito e a porta, por enquanto, ainda está aberta. Aproveita enquanto é tempo!”.


Infelizmente, esta jovem, provavelmente na idade da adolescência, com as hormonas ao rubro e em perpétua busca de identidade própria, cheia de dúvidas e altamente influenciável e fragilizada, decidiu “dedicar a sua vida a Jeová e simbolizar essa dedicação pelo baptismo em água.” Nesse dia recebeu uma chuva de abraços, parabéns e “love bombing”. Os seus pais estavam tão orgulhosos e radiantes. Todavia, só Deus e a própria sabiam o que ia no seu coração quanto aos verdadeiros motivos do seu baptismo. Até pode ter sido por desejo pessoal e genuíno. Isso, provavelmente, nunca saberemos. Mas, sem saber, nesse dia essa jovem assinou a sua pré-sentença de morte que viria a consumar-se anos depois, num desfecho que ninguém imaginava.

Algumas semanas atrás foi exibido nas congregações o vídeo apresentado nos Congressos Regionais de 2016 em que uma jovem é desassociada, compelida a sair de casa e cuja mãe nem sequer atende uma chamada telefónica dela. Essa jovem irá passar muitos anos até voltar à organização. Vários pormenores são perturbadores nesse vídeo como por exemplo:

Se, quando a jovem ligou para a mãe, ela estivesse numa emergência, em perigo de vida ou tentando o suicídio?

Será que essa jovem no Porto tentou ligar para a sua mãe, ou contactá-la a qual, recordando o vídeo, decidiu cumprir à letra o que viu?


Se o vídeo exibido nas congregações do mundo inteiro retratasse o suicídio da jovem em vez do seu feliz regresso à congregação, como encarariam e reagiriam os mais de 8 milhões de testemunhas de Jeová perante os resultados da desassociação/dissociação quando estivessem envolvidos os seus próprios familiares?

No vídeo argumenta-se que os pais da jovens também sofreram muito por culpa dela (pois é: ela é que era a única culpada e a má da fita) e que foi o relato de Arão (Jeová matou dois dos seus filhos por comportamento indigno e foi ordenado ao pai não chorar as suas mortes) que lhes permitiu manterem-se firmes na sua determinação em não ter qualquer contacto com a filha desassociada. Mas afinal pergunta-se:

Os cristãos hoje estão debaixo da Lei mosaica ou debaixo da Lei de Cristo?


E se levam à letra o comportamento de Arão como modelo para os dias atuais, então por que não continuam também a guardar o Sábado, sacrificar animais, não comer carne de porco ou lebre, nem marisco (proibido pela Lei), etc.? Mas, considerando, com toda a certeza, que estamos debaixo da Lei de Cristo, não conseguimos imaginar por um segundo sequer o próprio Jesus agir assim. De facto, a parábola do filho pródigo ensina-nos muita coisa que deveria moldar os nossos sentimentos e comportamentos de uma forma compassiva e amorosa. Afinal, a ostracização praticada pelos pais de jovens que são desassociados ou se dissociam mais não é do que uma versão moderna do que dizia Deuteronómio 21: 18-21 que ordenava aos pais que tivessem um filho rebelde, obstinado, desobediente, glutão e beberrão que o levassem aos anciãos para ser apedrejado até à morte.

Por muito que se tente, é difícil imaginar o que sentem, neste momento, os pais desta jovem que tirou a sua própria vida. Para eles, o corte radical com ela era uma forma de disciplina amorosa destinada a ajudar a sua filha a cair em si e fazê-la retornar à organização. Eu sei que é difícil aceitar e digerir este tipo de argumento. Mas para os envolvidos é uma tentativa de resgatar o familiar desassociado/dissociado do estado de desaprovação divina de forma a que possa regressar ao favor de Deus antes que ele traga o Armagedom que, aí sim, significará morte eterna para os rebeldes.

Mas pensemos um pouco: quando alguém sofre o ostracismo da família, por estar desassociado/dissociado, qual é a motivação base para a fazer voltar à organização das TJ? O amor por Deus e o desejo de agradá-lo de coração? Ou o desejo de voltar a usufruir o convívio, amor e afetos dos familiares? Tudo isso posto, mais parece estarmos perante uma experiência de psicologia de um qualquer reflexo condicionado. Estamos perante chantagem afectiva. E ninguém gosta de se ver no papel de um animal de circo que faz habilidades só para receber um pedaço de carne ou um peixe como recompensa. Se não se comportar bem, não recebe nada.

Não tenho meio de saber como se sentem os pais desta jovem mas parecem estar perante um dilema impossível:

– não chorar a morte de uma filha rebelde que se encontrava numa situação de desaprovação divina e que eles tinham expulso das suas vidas, imaginando que ela, provavelmente, não voltará à ressurreição. E isto implicará desligar o interruptor das suas emoções mais íntimas. E aí, por favor, expliquem-me como isso se faz, por que eu não sei. A alternativa é a pessoa transformar-se em zombie programado, frio e desapiedado. Espero que nenhuma TJ tenha a fabulosa ideia de lhes recordar o episódio da vida de Arão, referido atrás, a quem foi dito para não chorar a morte dos seus dois filhos caídos em desgraça perante Deus.

– ou chorar a sua morte, e dar a devida vazão ao seu sofrimento, pondo em causa tudo que aprenderam e aceitaram durante décadas das suas vidas, sabendo o que poderá significar para eles e assim perder o seu chão, viver uma vida de sofrimento e remorso perpétuo, vivenciando um pouco da tortura que a sua filha experimentou durante o tempo em que sofreu o desdém e afastamento intencional dos seus próprios pais.


De facto não sei como se sentem esses pais. Só sei uma coisa: não queria estar no lugar deles. Só desejo que, do mal que advém desta tragédia, pelo menos lhes sirva para abrir os seus olhos e corações e consigam encontrar um outro caminho nas suas vidas, fundamentado numa esperança mais próxima do que é o verdadeiro amor divino.

E o que é caricato ao mesmo tempo é que, e caso essa jovem não se tivesse suicidado, e mais tarde os seus pais estivessem idosos e a necessitar de cuidados acrescidos, os anciãos não teriam qualquer problema em dizer que a responsabilidade em cuidar deles pertencia à essa filha. Caricato para não dizer patético.

Por último, os meus pensamentos voltam-se para esta jovem – que volto o dizer: não conheci – e procuro imaginar, por um momento que seja, a amplitude e alcance do sofrimento a que esteve sujeita. Nem conheço tampouco os seus pais. Não sei que relação ou grau de afetos e proximidade existia entre os membros dessa família. Mas como qualquer ser humano, procuro transmitir nas palavras que escrevo a expressão da minha própria experiência de vida.

Procuro imaginar como seria, para mim, voltar a casa, todos os dias, após um dia de trabalho cansativo, toldado pelo peso omnipresente do ostracismo a que estou condenado – não por vontade própria - e encontrar uma casa vazia em que o telefone não toca para ouvir as vozes dos meus pais para perguntar-me como estou e como correu o meu dia. Procuro imaginar como seria olhar para as famílias passearem ao fim de semana juntas, tomando uma refeição em alegre convívio e sentir-me solitário e abandonado, privado dos abraços dos meus pais ou tão-somente do som das suas vozes.

Procuro perceber a sensação de me sentir em permanente castigo, privado tão-somente de um “olá, precisas de alguma coisa?”. Tento imaginar como é sentir-me praticamente sozinho no mundo, sem ter alguém que sequer se importa comigo e com quem possa partilhar meus medos, minhas inseguranças ou meus sucessos e alegrias. Tento imaginar o meu mundo sem amor, sem afetos, sem carinho; até os animais ressentem-se disso e adoecem pela ausência de expressões benignas, quanto mais um ser humano. E procuro imaginar viver assim um dia, uma semana, um mês, um ano e mais. Não é por nada que um dos piores castigos que aplicam a um recluso indisciplinado é o isolamento. Isto leva à loucura e quebra completa do indivíduo por dentro. É uma forma de dominar o “animal” que temos dentro de nós.

Já observaram animais presos numa jaula? Já observaram bem os seus olhos? Falta-lhes folgo; falta-lhes vida. Por uma razão: a sua liberdade foi-lhe roubada. Vivem em privação. Para quem nasceu em cativeiro, outro modo de vida não faz sentido. Mas para quem aspira à liberdade, falta-lhe as competências e meios necessários para aprender a sobreviver. Soltem um animal nascido em cativeiro na selva e não demorará muito a se sentir perdido e ser tragado por um ambiente que lhe é hostil. Na verdade, a minha capacidade de imaginação tem limites. E por muito que tento, não consigo imaginar a plenitude e os pormenores cruéis do sofrimento desta jovem. E o que mais faz aumentar o meu desconforto e angústia é que, infelizmente, esta jovem não é caso único.

Soube algum tempo atrás de uma jovem em Angola que se suicidou, atirando-se do alto de um prédio, por que suplicou aos anciãos que não a desassociassem apesar de se mostrar arrependida após ter tido relações sexuais com um rapaz. No funeral desta jovem, a própria mãe – também ela TJ – não aguentando a dor, expulsou as TJ do cortejo fúnebre e do cemitério. E não é para menos. É caricato que, quando vimos na rua pais a castigarem cruelmente uma criança - de forma desmedida e desproporcional – dificilmente nos contemos. E se soubermos que os maus tratos perpetuam-se em casa, sentimo-nos impulsionados a denunciar a situação às autoridades competentes. Mas perante situações semelhantes, em que um familiar TJ é posto de castigo (leia-se: ostracismo) por simplesmente não concordar mais com os ensinos de uma organização religiosa, ou por alguma infracção de princípios julgados por uma comissão judicativa, essa mesma crueldade é racionalizada e até julgada necessária.

Já tenho ouvido aberrações argumentativas que se resumiam a isso: “a própria pessoa desassociada reconheceu que foi a melhor coisa que lhe aconteceu e que era isso mesmo que ela precisava para se endireitar”. Curiosamente, os psicopatas e abusadores também raciocinam assim nos seus devaneios psicóticos. Como pessoas – ditas “normais” – possam pensar assim, e ainda acreditar que isso agrada a Deus, é para mim um enigma. Pelos vistos a inquisição repete-se mas em formato século XXI.

Obviamente que há gente para tudo e pessoalmente concordo que algumas merecem a desassociação. Por exemplo concordo plenamente que pedófilos tenham de ser afastados do convívio de pessoas sãs. Contudo, e pateticamente, um pedófilo ”arrependido” pode ter a benesse de não ser desassociado, se conseguir provar que está arrependido, e nem sequer ser denunciado às autoridades se os pais da criança abusada optarem por não fazer a denúncia, e assim escapar tanto à desassociação como à prisão.

Tenho atrás de mim décadas como Testemunha de Jeová. Felizmente consegui fazer o “reset” e sinto-me feliz por adorar – hoje - a Deus em espírito e verdade em sintonia com a minha própria consciência e não com as imposições empresariais de uma qualquer organização religiosa que – tenho a certeza – terá um dia de prestar contas a Deus.

Nessas palavras pretendo prestar homenagem a esta jovem que acabou com a sua própria vida – e a muitos outros que o fizeram antes dela e a quem se aplica tudo o que escrevi atrás.

Imagino-a neste momento nos braços de Deus e de Cristo, afagada e mimada. Quem a recebeu nos domínios celestiais assegura-lhe constantemente que ela é amada e preciosa para eles.

Que onde ela está, o sofrimento e a dor já não a acometerão nunca mais e que ela passará a experimentar e viver, para a eternidade, a essência do amor.

Que ela viverá aliviada do fardo das imposições de homens imperfeitos e que do seu coração brotará felicidade, tranquilidade e alegria perpétuas de que ela foi privada nos seus últimos meses de vida nesta terra.

É claro que outras pessoas terão o direito de discordar de mim em relação ao que nos aguarda após a morte. Mas sei que tais terão a capacidade de me respeitar assim como os respeito a eles todos. Infelizmente, disso não foram capazes aqueles que expulsaram esta jovem das suas vidas e, de alguma maneira, são co-responsáveis pelo fim trágico da sua vida.

Em jeito de conclusão, e podendo fazer alguma citação bíblica, contudo apraz-me mais terminar este texto por citar as palavras da célebre canção “Somewhere Over the rainbow” (Em algum lugar para além do Arco-íris) e imaginar esta jovem – e muitos outros antes dela – no cenário descrito nas seguintes palavras (versão traduzida para português que eu encontrei na net) :

Em algum lugar além do arco-íris, bem lá em cima
Existe uma terra sobre a qual ouvi falar
Uma vez em uma canção de embalar
Em algum lugar além do arco-íris, os céus são azuis
E os sonhos que você ousa sonhar
Realmente se tornam realidade
Um dia, vou desejar a uma estrela
E acordar onde as nuvens estão longe de mim
Onde os problemas derreteram como rebuçados de limão
Muito acima do topo das chaminés
É lá que você vai me achar
Em algum lugar além do arco-íris, pássaros azuis voam
Pássaros voam por cima do arco-íris
Então por que eu não posso?
Se pequenos e felizes pássaros azuis voam
Acima do arco-íris
Por que eu não posso?

Estêvão Bereano

FONTE: http://desperta.weebly.com/reflexotildees/carta-aberta-sobre-o-suicidio-da-jovem-de-20-anos-no-porto
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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por Índigo em Sex Out 20 2017, 15:59

Mais um depoimento no post da funerária:

"Só digo isto, sou amigo pessoal da vítima de em causa, e só digo isto, é deprimente deturpar a história toda de alguém que morreu, para poder dar força à sua causa fútil... Eu podia estar a explicar tudo, mas nem me vou dar ao trabalho, deixa quem sofre estar em paz! E também lhe digo, sou testemunha de Jeová é amanhã, estarei lá presente no funeral."

Isto porque no post anunciar o dia do funeral, estão algumas pessoas a comentar que ela morreu de ataque de glicemia...


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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por EdenOne em Sex Out 20 2017, 17:04

Está oficialmente confirmado que a morte da jovem foi suicídio?



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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por Índigo em Sex Out 20 2017, 23:15

@EdenOne escreveu:Está oficialmente confirmado que a morte da jovem foi suicídio?


Só se quiseres um relatório do óbito da polícia ...


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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por EdenOne em Sex Out 20 2017, 23:24

O motivo da pergunta é este: se este caso for incluído num relatório que chegue ás autoridades competentes, seria imperativo que houvesse confirmação inequívoca que se tratou de um caso de suicidio e não apenas uma alegação sem corroboração.

Esta organização criminosa merece que lhe seja negado o reconhecimento oficial.


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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por Índigo em Sab Out 21 2017, 00:20

@EdenOne escreveu:O motivo da pergunta é este: se este caso for incluído num relatório que chegue ás autoridades competentes, seria imperativo que houvesse confirmação inequívoca que se tratou de um caso de suicidio e não apenas uma alegação sem corroboração.

Esta organização criminosa merece que lhe seja negado o reconhecimento oficial.

Pois mas isso só iremos saber se houver um relatório público mas isso dificilmente se saberá.

Até porque por respeito á família da vítima, em caso de suicídio, nunca se dá essa informação publicamente.

Agora que alguns amigos da Raquel confirmam o suicídio por não ter aguentado a pressão, isso é público!


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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por EdenOne em Sab Out 21 2017, 12:37

Não sei se a família da vítima que a colocou fora de casa me merece algum respeito ...



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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por HALDYS em Sab Out 21 2017, 17:09

Muito triste noticia.
Muito tocante o texto longo do Estevão Bereano postado pela Krity.
Apetece-me dizer a todos os jovens que sofrem em silencio por estarem a viver um dilema interior devido às crenças religiosas em conflito com a sua mente, para não se suicidarem. Tudo tem um fim, é frase feita mas para tudo há uma solução.
não desejo paz a alma da Raquel pois não acredito em almas mas desejo que os pais da Raquel caiam em si.Não vale a pena tratar os desassociados como criminosos da pior espécie.
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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por vshappy34 em Sab Out 21 2017, 21:13

INFORMAÇÃO ATUALIZADA E FIDEDIGNA


Nada se confirma a respeito do suicídio.
Raquel Granja pertencia à congregação do Carvalhido- Porto desde há 1 ano. Anteriormente era de Espinho.
A sua desassociação foi anunciada esta semana, apos a sua morte.
Ela estava a viver sozinha e o motivo todos nós sabemos.
Não apareceu durante 2 dias ao trabalho e ao ser dado o alerta do seu desaparecimento, a sua irmã, que nao é TJ, foi encontrá-la morta no seu apartamento.Foi encontrada na terça-feira mas já estaria morta desde domingo. Sofria de diabetes e teve um ataque de hipoglicemia. Não tinha ninguem para a socorrer e faleceu sozinha.

Agora na minha mente fica a questão:
Será que ela propria nao provocou este ataque?
O facto de estar sozinha poderá ter feito com que se descuida-se com alimentação, etc.....o desanimo e solidão por vezes tira-nos a vontade de tudo.
Seja como for, a meu ver as TJ's continuam como sendo em parte responsaveis por isto. Não tivesse ela sido expulsa de casa por causa duma lei ridicula, e hoje, possivelmente, estaria ainda entre nos.

Beijinhos


"A espécie de felicidade de que preciso não é fazer o que quero, mas não fazer o que não quero."
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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por Kristy123 em Seg Out 23 2017, 18:34

Eu lamento muito a perda desta jovem, que ainda tinha tanto para descobrir e viver! Sem querer desrespeitar o luto dos familiares e amigos, também partilho o mesmo pensamento da vshappy34. O que eu acho mesmo muito bizarro, é ainda terem a coragem de anunciar a desassociaçao de um falecido!
Estará aqui a escarpar-me algo? Quem me consegue justificar isto? Eu lá tenho as minhas ideias sobre este “modus operandi”, mas não me atrevo de o dizer.  

Pelos que eu depreendo pelo FB, a Raquel Granja tinha pelo menos duas irmãs: Sandra Granja e Claudia Granja

Deixo-vos aqui alguns comentarios de familiares e amigos:

Claudia Granja: E mais uma situaçao, é k não sou testemunha de jeova e mesmo assim agradeço a todos eles k estiveram presentes muito atenciosos e carinhosos com toda a nossa familia. Apesar de crenças diferentes das nossas obrigada as testemunhas de jeova pelo apoio

Claudia Granja: Infelizmente correm muitos boatos! Muitas pessoas insignificantes k não valem nada estao a deturpar toda a historia da morte da minha irmã. Estudem sobre a doença diabetes! Uma doença silenciosa! Tenham vergonha de falarem k a minha irma se suicidou. Essas pessoas nao valem nada sao pura m****! Tenham vergonha de ter chorado no funeral e gritado sem sequer a conhecerem. Falsas! Pensem no sofrimento dos pais. Eu conhecia muito bem minha irma....Obrigada a todos k me deram apoio sincero e aqueles k estao a deturpar o falecimento da minha irama k vao a m****! E k vao para inferno! Por favor partilhem


Ana Marques:  Não há certezas de nada, sabemos que teve uma crise de diabetes por falta de inssolina!

Luis Miguel Godinho: Dizem isso porque o funeral foi na capela mortuária, e não no salão do reino.

Joana Silva: Por favor parem com esse tipo de comentários. Ela faleceu por causa dos diabetes. Falta de insulina.

Joana Silva: É mais ela não foi desassociada. Ela é que se desassociou. Mas também que interessa isso agora?  Não ofenda a família basta o sofrimento da sua perda

Joana Silva: Hoje é um dia que penso muito em ti. Muitas recordações veem a memória. Quando eras pequenina trepaste pela a minha mãe acima por causa do meu cãozinho. Quando o meu pai gaguejava e tu não paravas de rir. Parece q ainda ouço o teu riso....  Quando saíamos juntas ou em passeio ou em praia, sempre ia te deixar em casa dos teus pais ou avós. Lembro me de te ver sempre com um riso na cara. Depois lá foste para França e a distancia aumentou... Mas quando viestes de férias ainda me lembro de teres ido lá dormir e emprestei te uma blusa. É mesmo no Salão do reino, isto já em cortegaça, enfiamo nos na casa de banho e eu empresteite a camisola pq estava a morrer de calor...  A última vez que te vi foi há cerca de um mês, um sábado por volta do meio dia foste comer ao mc donalds e trocamos umas palavras....
É um sentimento muito avassalador saber que tu já não estás para eu continuar a contar a história , pq queria que fosses muito feliz e queria continuar a poder ver te para saber que estavas bem...  Quero te abraçar um dia. Que sejas uma das minhas forças para nos encontrarmos no Paraíso . De qualquer das formas envio te um xi- coração apertado e um beijinho de saudade

Se a própria irmã, Claudia, que não é TJ, soubesse o que na realidade significa uma desassociação/dissociação/ostratrizção/isolamento, talvez seria mais assertiva na defesa da sua irmã falecida.
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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por Maer em Seg Out 23 2017, 19:04

Apesar de estar registrado neste site eu sou uma testemunha de Jeová ativa. Gostaria de dizer-lhes que fico muito triste com o ocorrido. Longe de querer defender alguém, mas como a coisa está colocada causa-me estranhamento. Começo pelo anúncio de que a pessoa não é mais tj, isso porque para as tj não há mais diferença entre dissociação e desassociação. Apenas se anuncia : "Fulano não é mais testemunha de Jeová". Mas o meu foco não é nesta questão etimológica e sim no objetivo do anúncio. Anuncia-se de que a pessoa não é mais tj para impedir a associação dela com outros e vice versa. Neste caso especificamente isso não era preciso, pois a menina já se encontrava morta. Os anciãos deveriam contatar o escritório das tj e pedir orientação. Mas também vamos nos lembrar de que nas decisões referentes à desassociações os anciãos são autônomos, ou seja, eles não precisam pedir ajuda ao escritório. Dúvido muito que o escritório, orientaria a darem o anúncio. Neste caso, acredito que os anciãos foram de uma insensibilidade tremenda, e cometeram um erro brutal. Também gostaria de chamar atenção para a atitude dos pais. Para mim eles são os principais responsáveis. Embora haja vídeo indicando a que filhos desassociados não devem morar na casa dos pais. Os pais , são os únicos que conhecem seus filhos. Eles é que sabem do estado psicológico de seus filhos e se têm condições de morar sozinhos ou não. Portanto, a decisão final cabe aos pais. É claro que no caso dos quem têm privilégios, o privilégio será reavaliado. Mas caramba! dane-se os privilégios! Pais que dão mais importância a privilégios do que a seus filhos, não são bons pais. Saibam que pais que deixam os filhos desassociados morarem no seu lar, não são desassociados por isso. Apenas deixam de ser exemplo, mas em um caso como este , que se dane o exemplo!. O mais importante é Deus e a família.
Não quero com isso, isentar alguma dianteira tj de responsabilidade. Apenas quero salientar que os pais devem cuidar da sua família. Com relação ao caso acima eu acho que não deve ter acontecido dessa forma, mas aguardemos mais informações.



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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por TJ esclarecido em Seg Out 23 2017, 20:06

@Maer escreveu:(...) Anuncia-se de que a pessoa não é mais tj para impedir a associação dela com outros e vice versa. Neste caso especificamente isso não era preciso, pois a menina já se encontrava morta. Os anciãos deveriam contatar o escritório das tj e pedir orientação. (...)
Dúvido muito que o escritório, orientaria a darem o anúncio. Neste caso, acredito que os anciãos foram de uma insensibilidade tremenda, e cometeram um erro brutal. (...)
Concordo. Acho isto tudo até surreal.

@Maer escreveu:(...) atitude dos pais. Para mim eles são os principais responsáveis. Embora haja vídeo indicando a que filhos desassociados não devem morar na casa dos pais. Os pais , são os únicos que conhecem seus filhos. Eles é que sabem do estado psicológico de seus filhos e se têm condições de morar sozinhos ou não. Portanto, a decisão final cabe aos pais.
Maer, o problema é que a forma como a Organização mostra a situação tal como no vídeo em questão apresentado no congresso no qual os progenitores convidam a filha desassociada a sair de casa, leva os pais TJs a estas atitudes extremistas.

@Maer escreveu:É claro que no caso dos quem têm privilégios, o privilégio será reavaliado. Mas caramba! dane-se os privilégios! Pais que dão mais importância a privilégios do que a seus filhos, não são bons pais. Saibam que pais que deixam os filhos desassociados morarem no seu lar, não são desassociados por isso. Apenas deixam de ser exemplo, mas em um caso como este , que se dane o exemplo!. O mais importante é Deus e a família. (...)
Tu pensas assim e eu também mas há muitos que cedem à formatação a que são sujeitos nas escolas de anciãos e passam a ter mais amor aos cargos e posições que ocupam na Organização do que a pessoas que são carne da sua carne e sangue do seu sangue.


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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por EdenOne em Qui Out 26 2017, 20:30

Acho que há aqui algumas coisas na linha temporal que não batem certo. Eu avisei que a história de suicídio poderia não se confirmar.
De qualquer modo, a desassociação e o ser empurrada para fora de casa podem ter levado a que a jovem se tenha desorientado e descuidado com a medicação, resultando na crise de hipoglicemia.

EM VEZ DE SE CONCENTRAREM NA TESE DE SUICIDIO, pensem em como o facto de a jovem ter sido expulsa de casa em razão da desassociação / dissociação conduziu a uma situação de isolamento em que ela, confrontada com uma situação de doença aguda, (condição essa que era do conhecimento dos pais da jovem) não tinha ninguém junto de si que a pudesse socorrer, ao passo que, se estivesse em casa, poderia ter sido socorrida.

Mais um pormenor que vale a pena pensar [a confirmar-se a narrativa que a jovem foi posta fora de casa pelos pais]: A desassociação / dissociação só se torna efectiva APÓS o anúncio á congregação. Ora, se a jovem morreu antes de o anúncio ter sido dado á congregação, significa isto que os pais da jovem correram com ela de casa antes ainda de a sua desvinculação se ter tornado efectiva? Não podiam esperar? Que raio de pais / família é esta?


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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

Mensagem por carla pereira em Ter Out 31 2017, 10:56

@vshappy34 escreveu:INFORMAÇÃO ATUALIZADA E FIDEDIGNA


Nada se confirma a respeito do suicídio.
Raquel Granja pertencia à congregação do Carvalhido- Porto desde há 1 ano. Anteriormente era de Espinho.
A sua desassociação foi anunciada esta semana, apos a sua morte.
Ela estava a viver sozinha e o motivo todos nós sabemos.
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Agora na minha mente fica a questão:
Será que ela propria nao provocou este ataque?
O facto de estar sozinha poderá ter feito com que se descuida-se com alimentação, etc.....o desanimo e solidão por vezes tira-nos a vontade de tudo.
Seja como for, a meu ver as TJ's continuam como sendo em parte responsaveis por isto. Não tivesse ela sido expulsa de casa por causa duma lei ridicula, e hoje, possivelmente, estaria ainda entre nos.

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Apenas esclarecer, que não vivia sozinha por ter sido expulsa.Vivia sozinha,porque queria. Seus pais são emigrantes, e ela queria viver em Portugal.Apenas isso.
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Re: Jovem de 23 anos suicida-se em Portugal após entregar carta de dissociação

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