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TJ's versus Igrejas - Crítica ou Perseguição Intolerante?

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TJ's versus Igrejas - Crítica ou Perseguição Intolerante?

Mensagem por Kristy123 em Seg Mar 09 2015, 17:34

Crítica ou Perseguição Intolerante?

As Testemunhas de Jeová gostam de pensar em si mesmas como sendo intransigentes quando se trata da verdade. Durante a sua história elas têm usado literalmente quilômetros e quilômetros de artigos expondo os "erros" de todas as igrejas cristãs. A citação seguinte explica muito bem o modo como elas gostariam que todas as outras pessoas vissem a crítica incessante que as Testemunhas de Jeová fazem a todas as outras religiões:

"Sim, a mensagem que proclamam expõe realmente o erro, mas, assim como o apóstolo Paulo, elas perguntam: 'Tornamo-nos seus inimigos porque estamos falando a verdade?' (Gálatas 4:16)"
(A Sentinela, 1. de março de 1985, p. 8 )


Mas será que é essa a atitude que elas adotam quando a Sociedade Torre de Vigia é sujeita a críticas? Será que elas consideram como inimigos as pessoas que lhes dizem a verdade sobre a organização delas? Vejamos. Algumas organizações parecem não poder existir sem um arqui-inimigo, um oponente, sobre o qual possam lançar desdém e culpa por todo o mal que acontece no mundo. Alguém que possam demonizar, julgar e condenar, criando um contraste em relação a si mesmas para se evidenciarem como melhores. Isto é geralmente conseguido focando-se nos piores aspectos dos inimigos e ao mesmo tempo envolvendo-se em auto-elogios, demonstrando assim os fortes contrastes entre a religião "falsa" e a "verdadeira".

A Sociedade Torre de Vigia escolheu a Igreja Católica como seu arqui-inimigo. (Actualmente, os assim chamados "apóstatas" parecem ter substituído a Igreja Católica nesse papel.) A Torre de Vigia ao longo dos anos tem diabolizado e desdenhado a Igreja Católica a um ponto que dificilmente se julgaria possível. A Igreja tem sido culpada por praticamente todas as coisas más que aconteceram no mundo durante os últimos 1800 anos. Ao mesmo tempo a Torre de Vigia tem-se envolvido na auto-glorificação mais desavergonhada que é possível imaginar. A megalomania dela parece não ter quaisquer limites. Por exemplo, ela está "tomando conta dos interesses de Deus na terra". O mero pensamento de que Deus precisaria de uma organização humana completamente insignificante para tomar conta dos seus interesses é evidentemente tanto ridículo como presunçoso.

Quando se trata de artigos atacando os católicos, a literatura da Torre de Vigia é uma fonte e extremamente rica. Durante mais de cem anos eles têm escrito sobre a horrível intolerância e abuso praticados pela Igreja durante a Idade Média. Eles têm de falar sobre a Idade Média evidentemente ignorar as mudanças por que a Igreja passou desde então. O que é incrível é eles criticarem até mesmo a Igreja por ter abandonado uma das suas práticas da Idade Média.

Algo que parece irritar a Torre de Vigia mais do que tudo o resto é o dogma do Papa ser o Representante de Cristo, e que ninguém pode ser salvo se não pertencer à Igreja (soa familiar, não acha?). Devido a esta afirmação da Igreja, a Torre de Vigia muito justamente diz que qualquer pessoa que faça tais asserções peremptórias tem de aceitar ser esmiuçada e tem de estar preparada para ser criticada.

"A Igreja Católica ocupa posição muitíssimo significativa no mundo, e afirma ser o caminho da salvação para centenas de milhões de pessoas. Qualquer organização que assuma tal posição deve estar disposta a ser esmiuçada e criticada."
(Despertai!, 22 de dezembro de 1984, p. 28)


Nenhuma pessoa com um senso de justiça levantaria objecções a esse argumento. Claro que é razoável que alguém que faz afirmações como essa tem de aceitar o escrutínio e a crítica.

Conforme sabemos, a Torre de Vigia faz uma afirmação quase idêntica:

"Em primeiro lugar, os seguidores ungidos de Jesus, que fazem parte da organização terrestre de Jeová, são "embaixadores, substituindo a Cristo". […] Note bem que eles não são embaixadores e enviados dum mero governo humano e de governantes pecaminosos. Representam a Jeová, seu enaltecido rei espiritual Jesus Cristo e o poderoso reino de Deus. Que privilégio inestimável! Naturalmente, para se servir e louvar o Soberano Universal, é preciso associar-se com a organização das testemunhas cristãs de Jeová. Considere também que só a organização de Jeová, em toda a terra, é dirigida pelo espírito santo ou a força ativa de Deus. (Zac. 4:6) Apenas esta organização funciona para o propósito de Jeová e para o seu louvor. Ela é a única para a qual a Palavra Sagrada de Deus, a Bíblia, não é um livro lacrado."
(A Sentinela, 1. de janeiro de 1974, pp. 17, 18, §3, 4)


Conforme podemos ver, os líderes das Testemunhas de Jeová afirmam que "Representam a Jeová" e a Cristo, tal como o Papa afirma. Eles também são os únicos conduzidos pelo espírito santo e os únicos que compreendem a Bíblia. Afirmações muito substanciais, e se fossem verdadeiras, uma organização dessas evidentemente receberia bem o escrutínio e as investigações, claro que eles não teriam nada a temer, tendo o Todo-Poderoso do seu lado.

Antigamente, esse imenso poder e privilégio estava até nas mãos de uma pessoa. Imagine só, o velho Zé "bêbado" Rutherford, esse sujeito estava realmente cheio de "espírito":

"A Teocracia é a prometida administração dos assuntos da terra por Jeová Deus [...] Essa Teocracia está agora a funcionar na terra. A Teocracia é presentemente administrada pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados da qual o Juiz Rutherford é o presidente e administrador geral."
(Consolation [Consolação], 4 de setembro de 1940, s. 25 [em inglês])


Não admira que a Torre de Vigia esteja tão preocupada com a Igreja Católica; eles realmente são a única "concorrência". Mas lembre-se do princípio, que foi expresso de forma tão excelente na Despertai!, de que qualquer pessoa ou organização que faça tais afirmações "deve estar disposta a ser esmiuçada e criticada".

Conforme documentado, a Sociedade Torre de Vigia afirma ser o único meio de salvação para todos os seres humanos hoje. No entanto, de algum modo eles não estão dispostos de maneira nenhuma a submeterem-se a escrutínio e crítica. Esta "regra" simplesmente não se aplica a eles. Pelo contrário, é muito errado criticar a Sociedade Torre de Vigia. É ainda pior!

É rebelião contra Deus. Que raciocínio estranho.

"Quão importante é que nunca levantemos a voz para criticar amargamente a organização do Senhor ou seus representantes designados. Jeová é o Juiz omnisciente a quem se deverá prestar contas por tais tipos de declarações e outras, sem proveito. -- Mateus 12:36, 37; Levítico 19:16; Judas 8. Entre os que desprezam o ensino de Jeová há indivíduos que criticam a organização limpa de Jeová e suas regras que mantêm a paz e a boa ordem. Pouca diferença separa tais indivíduos dos categoricamente rebeldes."
(A Sentinela, 15 de novembro de 1984, p. 17, §13, 14)


Por vezes a incrível paranóia e mentalidade de sítio da Sociedade Torre de Vigia é exibida em termos nada incertos quando eles nos deixam ver o seu mundo a preto e branco, onde a grande conspiração universal se está a revelar:

"A fé das Testemunhas de Jeová sofre ataques de todos os lados -- do clero da cristandade que odeia a mensagem do Reino que levamos de casa em casa, de apóstatas que colaboram com o clero da cristandade, de autoridades médicas que querem impor transfusões de sangue a nós e a nossos filhos, de cientistas ateus que rejeitam a crença em Deus e na criação, e daqueles que tentam obrigar-nos a violar a nossa neutralidade. Toda essa oposição é orquestrada por Satanás".
(A Sentinela, 1 de dezembro de 1989, p. 12, §9)


Como de costume, somos obrigados a concluir que todos estes princípios só se aplicam aos outros, não se aplicam à própria Torre de Vigia. Outras igrejas devem submeter-se às críticas da Torre de Vigia, porém, é completamente impróprio que qualquer outra pessoa espere o mesmo deles. Só a obediência cega é aceitável para Brooklyn:

"Por vezes são ouvidas de alguns imaturos observações ligeiras, conversa descuidada ou críticas abertas às operações da Sociedade. Isso é crassa falta de respeito pelos meios que Jeová está usando de maneira notável para realizar a sua vontade neste tempo antes do Armagedom. Realmente a Sociedade, sendo dirigida pelo Espírito Santo de Deus, merece o nosso mais profundo respeito e obediência de todo o coração."
(The Watchtower [A Sentinela], 15 de julho de 1960, p. 444 [em inglês])


Quando alguém critica a Sociedade Torre de Vigia, isto pode convenientemente ser chamado outra coisa qualquer. Soa muito melhor. A palavra mágica é perseguição. Se a crítica for sinônimo de perseguição, então a Sociedade Torre de Vigia deve ter perseguido horrivelmente a Igreja Católica já por mais de cem anos. É claro que não. Quando a Sociedade Torre de Vigia faz isso, não se chama perseguição, nessas alturas o termo correto é crítica.

Sente-se confuso?

Bem, vejamos como a Sentinela explica isto de maneira tão elegante:

"Daí suscitou a pergunta: "É a exposição de falsas religiões uma perseguição dos seus aderentes? É isso intolerância anticristã?" A resposta foi: "Não; de outro modo Jesus Cristo teria sido perseguidor intolerante dos judeus [...] Isto não significa atacar pessoas, mas sim o sistema que as escraviza."
(A Sentinela, 1.o de abril de 1988, p. 24, 25, §15, 16)


Quando a Torre de Vigia persegue, oops, critica as Igrejas, isto é ditado pelos melhores motivos:

"Sentimos interesse bondoso e amoroso pelas pessoas de todas as religiões, mas, quando as crenças e práticas religiosas delas são falsas e merecem a desaprovação de Deus, trazer isto à atenção delas, por expor a falsidade, significa mostrar amor a elas. [...] Seguimos as pisadas de Jesus por trazer à atenção aquilo que a Palavra de Deus diz, o que pode resultar no benefício eterno daqueles que derem ouvidos."
(Despertai!, 8 de julho de 1988, p. 28)


Bem, agora já sabemos. Se você está convencido de que está a lidar com uma religião falsa, então está tudo bem. Mas agora também sabemos que todas as críticas feitas à Torre de Vigia são perseguição rancorosa feita por pessoas iníquas e que o Diabo está por detrás disso, o que evidentemente está em nítido contraste com a preocupação amorosa que a Torre de Vigia mostra quando está expondo as falsidades das Igrejas. Pode-se dizer o que se quiser, mas os sujeitos de Brooklyn realmente sabem como manipular a linguagem.

No início mencionei as acusações da Torre de Vigia contra a Igreja Católica devido à intolerância desta contra pessoas de pensamento independente durante a Idade Média. Vejamos como isto é feito na literatura da Torre de Vigia neste exemplo:

"Intolerância Católica"
"A lei canônica católica declara: "Sustente mui firmemente, e de nenhum modo duvide, que todo herético ou cismático há de ter parte com o Diabo e seus anjos nas chamas do fogo eterno, a menos que, antes do fim da vida, se incorpore, e seja restaurado, à Igreja Católica.""
(Despertai!, 8 de maio de 1984, pp. 4, 5)


Agora compare essa declaração da lei católica, que a revista Despertai! identifica de forma clara e justa como intolerante, com esta declaração:

"Os apóstatas dos dias dos apóstolos e seus correspondentes modernos não são representados pelo "joio". Mas, a Bíblia indica que tais apóstatas 'não são dos nossos', têm a desaprovação de Deus e devem ser evitados pelos cristãos leais. Todo aquele que apostatar e não se arrepender até o fim deste sistema de coisas sofrerá o mesmo destino que o "joio", sendo "queimado no fogo", ou seja,
completamente destruído."
(A Sentinela, 1.o de setembro de 1984, p. 31)


Quando a Igreja Católica declarou que todas as pessoas que morrerem sem pertencerem à Igreja estão condenadas, isto é intolerância. Mas não vemos esse termo usado em parte alguma quando a "lei das Testemunhas de Jeová" declara exactamente o mesmo. Porquê?

Por vezes esta incrível duplicidade de critérios e este ilusionismo com palavras torna-se quase
inacreditável, como neste próximo exemplo:

"Ninguém tinha a liberdade de adorar como desejasse, ou de emitir opiniões que conflitassem com as do clero. Tal intolerância clerical gerou um clima de medo em toda a Europa."
(A Sentinela, 1.o de setembro de 1989, p. 3)


De forma muito correta, a Torre de Vigia declara que numa situação em que é proibido expressar opiniões conflitantes com as dos líderes religiosos como o clero, isto é uma manifestação clara de intolerância!

Agora leia isto:

"Acautele-se dos que procuram apresentar suas próprias opiniões contrárias."
(A Sentinela, 15 de março de 1986, p. 17)

"EVITE IDÉIAS INDEPENDENTES".
(A Sentinela, 15 de julho de 1983, p. 22)

"Como se manifestam tais idéias independentes? Um modo comum é questionar o conselho provido pela organização visível de Deus."
(A Sentinela, 15 de julho de 1983, p. 22, §21)

"LUTE CONTRA IDÉIAS INDEPENDENTES".
(A Sentinela, 15 de julho de 1983, p. 27)


Por que criticam a Igreja Católica por algo que ela praticou na Idade Média, quando a Sociedade Torre de Vigia na realidade pratica exatamente a mesma intolerância nos nossos dias?

Por que era intolerância quando o clero da Idade Média negava às pessoas o direito de expressar opiniões contrárias às do clero, mas é correto ordenar às Testemunhas de Jeová hoje que evitem o pensamento independente, sim, que lutem contra o pensamento independente? Por que é necessário "acautelar-se" dos que têm "opiniões contrárias"?

Qual é a diferença? Por que é intolerância quando os católicos e outros fazem isso? Por que é aparentemente correto quando a Sociedade Torre de Vigia faz o mesmo? Será que a razão por que a Torre de Vigia odeia tanto a maioria das igrejas é que estas pararam de aterrorizar e perseguir as pessoas que pensam independentemente? Onde, senão entre as Testemunhas de Jeová, encontramos hoje tal pensamento da Idade Média?

"Na Idade Média, o domínio clerical significou a destruição das liberdades pessoais."
(A Sentinela, 1.de setembro de 1989, p. 3)


Infelizmente, no ano 2000 as Testemunhas de Jeová que participam no fórum de discussão H2O ainda têm de esconder a sua identidade devido à intolerância do "clero" da Sociedade Torre de Vigia. Em 2000 significa perda e destruição das liberdade individuais, sim – mesmo da vida, devido à intolerância da Sociedade Torre de Vigia. Exatamente como na Idade Média, a Sociedade tenta:

"eliminar indivíduos que ousassem sustentar conceitos diferentes."
(A Sentinela, 1. de setembro de 1989, p. 3)


A revista Despertai! pergunta:

"'Mas certamente o mundo já se livrou de tal intolerância', alguns talvez raciocinem."
(Despertai!, 8 de maio de 1984, p. 4)

Sim, de fato, o que nos mostra a história agora no ano 2000? Será que o mundo já se livrou de tal intolerância no nosso tempo? Existe realmente uma organização religiosa hoje onde é proibido ter opiniões diferentes das opiniões dos líderes, onde as pessoas são sujeitas a tribunais à porta fechada, são expulsas e evitadas pelos anteriores amigos? Existem realmente sociedades religiosas hoje nas quais os líderes têm tanto medo de críticas, que os membros são proibidos de ler certa literatura e de falar com certas pessoas? Será que tal intolerância flagrante ainda existe hoje? Oh sim, existe. Uma dessas sociedades é conhecida como Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados e os seus membros são conhecidos como Testemunhas de Jeová.


Texto escrito por : Norman Hovland
Controle da Mente e Controle de Informação na Torre de Vigia
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Re: TJ's versus Igrejas - Crítica ou Perseguição Intolerante?

Mensagem por Altar em Seg Mar 09 2015, 18:11

@Kristy123 escreveu:

Algo que parece irritar a Torre de Vigia mais do que tudo o resto é o dogma do Papa ser o Representante de Cristo, e que ninguém pode ser salvo se não pertencer à Igreja (soa familiar, não acha?). Devido a esta afirmação da Igreja, a Torre de Vigia muito justamente diz que qualquer pessoa que faça tais asserções peremptórias tem de aceitar ser esmiuçada e tem de estar preparada para ser criticada.

"A Igreja Católica ocupa posição muitíssimo significativa no mundo, e afirma ser o caminho da salvação para centenas de milhões de pessoas. Qualquer organização que assuma tal posição deve estar disposta a ser esmiuçada e criticada."
(Despertai!, 22 de dezembro de 1984, p. 28)



não é bem assim, já tive oportunidade de explicar




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