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"Quando aceitamos tudo o que a Organização diz sem verificar, mostramos confiança na Organização. Mas, se mantivermos um espírito atento e examinarmos 'quanto a se estas coisas são realmente assim' (Atos 17:11), então, mostramos zelo para com Jeová. Para quem você mostra zelo?"

Raymond Franz: Davi e a autoridade da Organização de Deus

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Re: Raymond Franz: Davi e a autoridade da Organização de Deus

Mensagem por Dream5 em Sab Jul 26 2014, 20:16

Caro amigo, e acha que é realmente isso que Deus quer das pessoas? ou é o Corpo Desenvergonhado que debita cá para fora como se fosse fonte Divina, esse Corpo fez alguma coisa pelos irmãos do Ruanda? Ou limitou-se a encolher os ombros e a virar costas,,,,foi esse o mandamento de Deus??? Porque é que no Mexico não se podia ser TJ ? a carteira e o Dinheiro falam mais alto, não ademira que o dinheiro é a raís de toda a sorte de coisas, você parece ser tão inteligente e ainda não reparou que a Torre de vigia é mais uma Empresa Americana do ramo religioso e imobiliário, estilo á AMERICANA gerida pelos velhos do tempo da guerra fria.




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Re: Raymond Franz: Davi e a autoridade da Organização de Deus

Mensagem por River raid em Sab Jul 26 2014, 21:47

William,

Dá para ver que você é homem inteligente e espiritual. Não deixe que nada o defina como pessoa, menos ainda líderes duma religião que têm sangue nas mãos.
Grande parte do esquema da Torre baseia-se num conjunto de maquinações promovidas por homens cujo objectivo é Poder e Dinheiro.

Na mente deles (Corpo Governante e accionistas) és tu o devedor duma conta que nunca poderás pagar. Eles querem sempre mais e mais, nunca estarão satisfeitos.

Conforme notou, os foristas estão interessados em si. Abra sua mente e desabafe, por exemplo, situações nos quais você foi injustiçado como TJ ou doutrinas das quais você duvide (o "click").
________________

Franz foi uma vítima duma luta desleal. Os livros escritos por ele denunciaram os capangas por detrás da empresa religiosa.
Se fosse comigo, seria bem pior, nem quero imaginar os segredos que esse homem levou para o túmulo!





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Re: Raymond Franz: Davi e a autoridade da Organização de Deus

Mensagem por Investigando a Torre em Sab Jul 26 2014, 21:57

@Wiliam Done escreveu:[E pode ter mais coisa que ele não conta no livro. ... É complexo, mas acho que tem coisas importantes que ele não contou no livro.

Prezado amigo, permita-me acrescentar ao muito que já foi escrito aqui e no fórum brasileiro, que não tenho a mínima dúvida de que, de facto ficou muita coisa por ser escrita por Raymond Franz em tudo o que escreveu depois de ter sido expulso da Watchtower.

Tal aconteceu não por falta de tempo, mas por vergonha por ter ajudado esta Organização a enganar tanta gente, e por respeito àqueles que por lá ficaram e que ele ainda considerava como amigos.

IT


Vamos trabalhar juntos para manter neste fórum um ambiente limpo e amigável. Bons comentários!

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Re: Raymond Franz: Davi e a autoridade da Organização de Deus

Mensagem por TJ Curioso em Dom Jul 27 2014, 08:11

@Wiliam Done escreveu:Por exemplo no capitulo de Casa em Casa o Liberdade Cristã. Entre outras coisas e além de falar de aspectos técnicos de tradução do grego para tentar comprovar se ir de casa em casa´era bíblico... ele diferencia entre dar testemunho e o ir de casa em casa como 2 coisas independentes. E ai cita a experiência duma senhora chinesa que aprendera dum Missionario TJ as boas novas que elas pregam.
Ela era dedicar e fervorosamente sincera. Era mãe de família. E amava pregar de casa em casa. Porém o Pais dela proibiu sob pena de prisão essa prática de dar testemunho de casda em casa.

Essa senhora chinesa mesmo assim insistiu em pregar de casa em casa. Em resultado disso ela passou nada menos que 20 anos na cadeia e não viu seus filhos crescere.
E ai Raymond Franz faz os seus comentários e interpretações sobre se era necessário ela sofre aquilo tudo. E Raimond Franz pinta um quadro de que foi um grande desperdício essa senhora sofre assim. Que ela se sacrificou por algo que não está na bíblia: o pregar de casa em casa.

Aoora leia na Sentinela a biografia dela e veja o contraste do tom,. Se é triste e frustrada que ela aparenta na revista. É disso que falo

William Done, o que Raymond Franz analisa não é o sentimento da senhora! 

Aliás, ele descreve muito bem o que o artigo refere como tendo sido a disposição leal da senhora que, segundo a interpretação da Organização, estava sendo leal a Deus ao continuar a pregar de porta em porta, como se aquele método fosse o único aprovado por Deus.

Ele diz:

"Ela acreditava firmemente que a lealdade a Deus exigia que fosse de porta em porta apesar da lei que proibia, não pregar, mas pregar por esse método. Sua crença vinha claramente do que aprendera nas publicações da Torre de Vigia."

"Isto nos traz de volta à verdadeira questão: É verdadeira esta crença? Se for, então todo o sofrimento que acarretou para Nancy Yuen e o sofrimento que outros suportaram por razões similares, pode ser visto corretamente como parte do “sofrimento por Cristo”, um sacrifício necessário e de pouca conseqüência em comparação com ser leal a Deus e fiel à sua Palavra. Nesse caso, toda a responsabilidade pelo sofrimento suportado recai totalmente sobre as autoridades governamentais que tomaram tais medidas severas e repressivas.
Se, por outro lado, o ponto de vista incutido na mente e no coração de Nancy Yuen e na outra mãe de quatro filhos e nas outras Testemunhas chinesas ― bem como nas mentes e corações de muitos outros em outros países ― não for clara e inequivocamente ensinado na Bíblia, se for, em vez disso, resultado de uma norma organizacional baseada em raciocínios humanos, levantam-se então sérias questões quanto ao grau de responsabilidade que cabe à fonte desse ensino."



Sim, ele tem toda a razão em questionar o sofrimento de dezenas de anos desta mulher, assim como de muitas outras Testemunhas, por estas sofrerem devido a uma diretiva organizacional não-bíblica ser encarada como sendo a vontade de Deus!

Assim como se pode questionar as milhares de vidas perdidas pela recusa do uso do sangue não-aprovado pela Organização e que tem conduzido ao martírio de homens, mulheres e crianças ao longo dos anos. Não importa se estas pessoas morreram acreditando que estavam a fazer a vontade de Deus. Importa sim, avaliar a culpabilidade e a responsabilidade de quem implementou tais regras como sendo bíblicas, divinas, e permitiu tais sacrifícios humanos.

Se as Testemunhas de Jeová gostam tanto de apontar o seu dedo às outras religiões pela culpa de sangue nas matanças causadas pelas guerras abençoadas pelos clérigos religiosos, pelas históricas cruzadas e inquisição em nome de Deus (apesar de todas estas terem sido realizadas na perspetiva que Deus exigia tais sacrifícios), porque não podemos nós apontar o dedo acusador a uma religião que tem causado desnecessário sofrimento físico, dor emocional e perdas irreparáveis de vida, quer na morte física, quer na morte social (desassociação)?

Só porque a Organização, igual a muitas outras religiões, distorce a Bíblia de modo a fazê-la dizer coisas que estão de acordo com a sua própria interpretação e cujo único objetivo, desde o começo, foi separar as TJ das demais religiões e destacá-las como diferentes em todos os aspetos?

Mais uma vez William, é preciso ter o quadro geral e não apenas apegar-nos a pequenas coisas tentando desmerecê-las, como fazes neste caso. Lendo o texto em questão, percebe-se claramente o que Raymond Franz estava dizendo e o alcance das suas palavras permanece até aos dias de hoje.

Como homem imperfeito, ele tinha certamente as suas falhas e também nem tudo o que escreveu exige que estejamos de acordo com ele. Ele deu a sua opinião sobre o assunto não exigindo, ao contrário da religião das Testemunhas de Jeová, que concordássemos com ele.

Mas aquilo que ele escreveu deve ser lido com ponderação e mentalidade espiritual, porque exige de nós sentido crítico e uma abertura de espírito que, enquanto TJ, vai contra a formatação que recebemos. E é preciso coragem para o fazer.

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Re: Raymond Franz: Davi e a autoridade da Organização de Deus

Mensagem por Dream5 em Dom Jul 27 2014, 21:47

Fogo TJC estás mesmo de parabens,se fosses o Castelo Branco ate te dava um beijo na boca só por este post. lol! 




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Re: Raymond Franz: Davi e a autoridade da Organização de Deus

Mensagem por Wiliam Done em Sex Ago 01 2014, 05:25

Obrigado IT e alguns pela educação. Mas para evitar que o tópico se desvie demais do que é proposto eu vou postar novamente minha analise em questão mais detalhadamente.
Numa sequencia de assunto Raymond no seu libro Liberdade (capitulo "uma promessa atraente não cumprida) ele entra no assunto de amizades na organização das TJS. Talvez ele tenha provado seus pontos em outros lugares.´MAs aqui coloco um retrato de um momento que para mim pode ser é um exemplar do modo dele argumentar e a honestidade do que ele escreve. As letras em tamanho grande e negritadas são as palavras de Ray Franz.

Mais uma vez não estou tentando convencer ninguém só "gostava" de saber como seria o modo de pensar dos apostatas referente a estes e mais uns poucos pontos de minha leituras de RF.
Infelizmente tenho que repetir que não acho que foi Ray Franz o inventor da apostasia, que sem ele não há apostasia, ou que não existam argumentos verdadeiros e fatos apontados pelos apostatas.

Se alguém quiser comentar os pontos que abordei e discordar fique a vontade. Senão entenderei.... obrigado.


**************************
De seu livro Liberdade Cristã pagina 713:
"
Na literatura da Torre de Vigia cita-se muito a amizade de Davi e
Jonatã como exemplo da unidade leal que deve haver na congregação
de Deus.76 A lealdade de Jonatã a Davi, porém, faz pleno contraste com
a amizade que geralmente se vê na organização das Testemunhas. "


Ray faz afirma que as amizades TJs e a amizade entre Davi e Jonatã são contraditórias entre si.
Esse é o telhado da casa. A seguir ele pretende dar a sustentação disso.

" Davi viu-se subitamente em situação de completo desfavor diante daquilo
que constituía a estrutura organizacional da nação de Israel, tendo à
frente seu cabeça visível, ‘teocraticamente designado’, o rei Saul. "



Ray sutilmente aqui introduz a indução ao pensamento de que a Estrutura organizacional Israelita e o Rei Saul são sinónimos.
Ele diz que Davi estava em desfavor diante do que constitui uma Estrutura que tem uma cabeça. A Organização Teocrática de Israel com Saul como seu cabeça. Ou seja Davi era desaprovado pela Organização..

Ora, o que que constitui a Estrutura Organizacional Israelita?
Não pode ser somente “sua cabeça visível” o Rei Saul, pois a cabeça é uma parte do corpo e não o corpo.
O que é estrutura?
É um todo composto de partes que se relacionam entre si. E as leis que regem essa relação dessas partes entre si trazem a existência esse todo. São as partes e a configuração das relações entre estas partes. E a cabeça da estrutura é Saul.
Porém, Davi não estava com um problema com a “estrutura organizacional da nação de Israel”.
O problema de Davi era com Saul, a cabeça visível, que embora teocraticamente designado no passado, naquela altura era teocraticamente rechaçado rei.


"Era visto como inimigo por este líder organizacional ungido foi forçado a
viver como “desassociado” ou “excomungado”."77

Ele aproxima em dizeres semelhantes o “líder organizacional” e “estrutura organizacional” da outra frase.
Diz que desfavor diante do Líder é o mesmo que desfavor diante dessa Estrutura.
Porém Saul não tinha poder para, nem conseguiu colocar a Estrutura Organizacional Teocrática contra Davi.

Rei Saul e a “estrutura organizacional de Israel” não são sinônimos.
Não era possível Saul usar a Organização para seus objetivos particulares. Seu poder não era absoluto mas era controlado e fiscalizado, estando o Rei sujeito a sanções. O Rei estava sujeito Livro da Lei, ou a Lei Mosaica sendo esta parte nobre dessa “estrutura organizacional”.
O Rei Saul não tinha autoridade absoluta nem quando era fiel. Ele não desacatava o Profeta Samuel cuja autoridade era temida pelo povo como mostra o relato de seu livro. Esses Profetas eram tidos em alta estima e ocupavam uma posição chave naquele sistema teocrático.
Os Reis inclusive Salomão eram dependentes destes Profetas para orientações e saberem se o governo estava sendo abençoado.
Vejam o caso em que Samuel designava uma missão ao Rei Saul para exterminar Amaleque.
Saul desobedeceu e tentou justificar-se por não matar o Rei Agague de Amaleque.
Samuel fiscalizou seus atos, Saul prestava-lhe explicações. Samuel contrariou/anulou a decisão do Rei retalhando Agague. Veja atitude de Saul diante da autoridade de Samuel.
Entre outras partes da estrutura da organização havia a realeza e o sacerdócio que eram separados, separação esta que constituía um equilíbrio de poderes e uma salvaguarda contra a tirania.

*Uma afirmação da autoridade de Samuel perante o povo: 1 Samuel 12:11-19.


Os atos do Rei Saul contra Davi tinham alguma similaridade com a desassociaçao praticada entre as TJs?[/
b]

A desassociação entre as TJs nunca pode ser executada por um Ancião somente.
Há regras precisas. Tem um programa processual e formalidades a serem seguidas como uma Comissão Judicativa, levantamento de provas, audição de testemunhos, deliberação e finalmente uma formalização publica da desassociação.

Já o que Saul fez contra Davi:
Saul não queria proscrever, exilar, banir, afugentar, excomungar, DESASSOCIAR, Davi.
Muuuito pelo contrário. Saul queria Davi bem perto dele, sentadinho na mesa de jantar. Porque ai sim ele poderia executar o seu propósito. Saul queria assassinar Davi. Assassinar é diferente de pena de morte prescrita na Lei. Precisa de Juiz, Lei e executor. O Rei Agague, apesar da negação de Saul, sofreu essa pena capital.

Para o Homicídio é só ter motivos e meios limitados apenas por sua consciência. O Rei que também estava sujeito a Lei Mosaica não estava livre para prática homicídios.

Saul tinha como acusação contra Davi apenas o ciúme de que “Davi é o herdeiro do trono em lugar de meu filho”.
A prova?
A já conhecida unção por parte de Samuel.
A testemunha?
Jonatã e o próprio Samuel, aquele que fiscalizava se os atos de Saul eram de acordo com a Lei e ordens diretas de seu deus. E estes também testemunhavam mais essa nova transgressão de Saul: Impedir a vontade formalmente expressa de Jeová por meio de Samuel e tentativa de homicídio.
(1 Samuel 20:30-34)
Eis as palavra do dialogo entre Saul e Davi, proferido a céu aberto em alta voz aos ouvidos de muitos homens:
(1 Samuel 24:16-22)

A pena? Só se for pena de galinha.
Não havia um tribunal deliberativo ou algo parecido com Comissão Judicativa.
Nem havia um tribunal teocrático nem um processo em andamento contra Davi. Saul utilizava sua ainda remanescente autoridade(como uma cabeça que segundos após ser decapitada ainda tem algumas reações) para comandar seus guerreiros e seu aparato como Rei para caçar Davi. Sua autoridade como demonstrei tinha limites e era condicionada a Lei e a fiscalização de Samuel. Rei Saul e sua autoridade não são sinônimos de Organização Teocrática de Israel, ou Estado Teocrático de Israel. A cabeça não e o corpo, a parte não é o todo.

Não houve nada do tipo um decreto proibindo os indivíduos daquela Organização a ter associação com Davi, Não houve nenhum decreto ou formalização publica ou particular. Só as expressões de vontade casuais da boca de Saul, semelhante a um animal que rosna, dizendo de que Davi quer matar Davi.
.
Resumindo:
Saul não queria nem decretou o exilio de Davi. Ao contrário, Saul queria Davi bem perto se associando e sentado na mesa de jantar para que ele o traspassasse com sua lança.

Tentativas de homicido praticadas não pela Organização Teocratica mas pelo Rei apostata Saul.


"Davi chegou a esconder-se por algum tempo em Gate, entre os filisteus pagãos, povo que no final causou a morte de Saul, e também colocou seus pais sob a proteção do rei de Moabe.78

Se Jonatã tivesse vivido segundo o conceito da Torre de Vigia, de absoluta obrigação de sustentar e acatar todas as ações e práticas organizacionais, ele teria imediatamente cortado toda a associação com Davi. "
O que Ray diz aqui é FALSO.
Qual “o conceito da Torre de Vigia” conforme a definição enfática dada por Ray Franz?
Apoio total a Organização.
Qual a consequência de se dar apoio total a Organização?
Raymond diz que seria cortar toda associação com o inocente e homem aprovado por Jeová, seu amigo Davi.
Isso é pura é simples mentira ardilosa de Ray Franz. Nem o conceito que ele define da Torre de Vigia nem o apoio de Jonatã àquela “estrutura Organizacional de Israel” implicariam em ele cortar relações com Davi.

Raymond fala da Organização em questão como se esta fosse sinônima de Rei Saul. Rei Saul=Estrutura Organizacional de Israel. Mas Saul e Organização não são sinônimos. Portanto dar apoio total aquela Organização não implica ser contra Davi. E Ray Franz sabe distinguir entre os 2: Saul e a Organização.
Há outra distorção embutida aqui. Saul não queria que Jonatã cortasse relações com Davi. Mas ao contrário queria que Jonatã usasse sua amizade para tê-lo no seu meio. Pois só assim Saul poderia mata-lo.


Mas alguém pode dizer que Davi não matou Saul por respeito a sua autoridade de Rei ungido. Isso não significa que Davi estava respeitando o ungido como se fosse sinônimo da Organização. Era respeito pelo principio da Lei Mosaica sobre o assunto. A mesma Lei que era um dos fatores limitadores do poder de Saul.

Quando Davi por 2 vezes poupou a vida do Rei Saul, era porque ele além de deixar a vingança com seu Deus, ele levava a sério o mandamento de que não se deve afrontar um maioral do povo. E ele expressou isso em palavras semelhantes ao homem que queria traspassar Saul com a lança.

(Êxodo 22:28) 28 “... nem amaldiçoar um maioral entre o teu povo.”


“” 9 No entanto, Davi disse a Abisai: “Não o arruínes, pois, quem é que estendeu a sua mão contra o ungido de Jeová e ficou inocente?”

Isso se refere a atentar contra a vida do ungido. Não significava acatar os atos de iniquidade do Rei que transgrediam a Lei Mosaica e agrediam o restante da estrutura organizacional. Há uma diferença entre não matar o Rei iniquo e acatar seus atos iníquos.

Aquela organização não era uma AUTOCRACIA.
Ser rebelde contra a Organização Teocrática, como por exemplo, os soldados que foram caçar Davi ou concordar em os 85 Sacerdotes que são outra parte da Organização.

Então ao contrário do que diz Ray Franz, não havia uma escolha entre dar apoio total a Organização teocrática e em ser leal amigo de Jonatã.
Ambas decisões não são excludentes, mas são sim complementares e até aquele momento indissociáveis. Apoio total aquela Organização Teocratica incluía lealdade a Davi, que era inculpe e cuja a amizade era baseada não em sentimentalismo, mas em princípios.
Jonatã aplicando o conceito da Torre de Vigia faria exatamente o que ele fez. Daria apoio a Davi, Samuel e esperaria ser menor que Davi na Organização e não endossaria os atos de Saul que fossem ilegais, apesar de não atentar contra a vida de seu pai.


"Muito pelo contrário,"
Contrário ao que?

"embora sabendo que a mais alta autoridade da organização nacional considerava aquele homem como inimigo, ele continuou a encontrar-se com Davi e a agir em seu favor, até mesmo falando em defesa deste homem condenado e exilado, perante a autoridade organizacional ungida, teocraticamente designada."

Parcialmente verdadeiro.

O que Ray Franz quer dizer com a mais alta autoridade?
Saul tinha mais autoridade que a Lei Mosaica?
Podia legitimamente não cumprir a ordem de matar Agague?
Podia ele tomar a autoridade dos Sacerdotes em ensinar a Lei, ou alterar a Lei Mosaica?
Lembrando que Saul não exilou propositalmente Davi, seu objetivo era tê-lo perto para mata-lo. E se ele foi condenado não foi por um tribunal ou comissão, foi só pelos rugidos de ciúme de Saul.
Jonatã falava em favor de um inculpe, com quem tinha amizade baseada em princípios e que além disso era ninguém menos que o designado sucessor do trono. Tanto que que Jonatã concluiu um pacto com Davi, e fez Davi prometer que preservaria sua descendência e dizia que ele mesmo seria o 2º depois de Davi.

Nas palavras do próprio Jonatã:
(1 Samuel 23:16-18)
16 Jonatã, filho de Saul, levantou-se então e foi ter com Davi em Horesa, para fortalecer-lhe a mão com respeito a Deus. 17 E foi dizer-lhe: “Não fiques com medo; pois a mão de Saul, meu pai, não te achará, e tu mesmo serás rei sobre Israel, e eu mesmo me tornarei o segundo depois de ti; e Saul, meu pai, também tem conhecimento disso.” 18 Os dois concluíram então um pacto perante Jeová; e Davi ficou morando em Horesa, e quanto a Jonatã, foi para o seu próprio lar.



"Fez isso por crer que Davi era abençoado por Jeová, apesar da rejeição organizacional que sofria.79 "

VERDADE+ARDILOSA FALSIDADE NA MESMA FRASE.
A consciência de Jonatã dizia baseada em evidencia e na comunicação formalizada por Samuel que Davi era abençoado e o escolhido para o trono.

Mas é mentira ardilosa e mau construída de Ray dizer que Jonatã apoiou Davi “apesar da rejeição organizacional que sofria”.
Aqui bem claramente Ray se refere a Saul como sinônimo de Organização.
Pelo contrário, tirando o cabeça, a “estrutura organizacional teocrática” acolhia Davi.
Repetindo, os Reis não eram monarcas absolutos, visto que o sacerdócio era separado e independente da realeza. Os Reis eram sujeitos a Lei e também a disciplina através daquele que ocupava a posição do Profeta de Jeová.



"A lealdade de Jonatã não dependia da organização e nem era controlada pela aceitação e aprovação desta.."
A PREMISSA FALSA EM QUE SE BASEIA ESSA DECLARAÇÃO É QUE A ORGANIZAÇÃO E SAUL SÃO SINONIMOS.
Lealdade tem a ver com princípios, não com sentimentalismos.
Jonatã era parte da “estrutura organizacional” e dava apoio a ela. Essa Organização Teocrática era composta entre outras coisas por lei e um sistema de instrução de princípios teocráticos dessa lei. E não era o Rei o responsável pelo ensino, mas sim os Sacerdotes, outra parte vital nessa organização.
Jonatã aprendeu esses princípios e baseava sua lealdade nestes. Um dos motivos pelos quais fica óbvio que ele amou Davi foi ver que este tinha coragem derivada de fé em Jeová. E que tomou atitude de defender a soberania de seu deus diante de Golias. Isso era algo parecido com os feitos de Jonatã. Eles tinham algo muito forte em comum apesar de terem idades para serem pai e filho.

"Tinha uma base bem mais elevada."

Aqui Ray conclui que consegui provar seu ponto(amizades TJs x Davi e Jonatã) dizendo o conceito de Jonatã não só era avesso a Organização, mas muito mais elevado. E dai ele segue com o outros temas desse capitulo de seu livro.



Davi nesse relato de 1Samuel ser comparado á um desassociado é descabido. Dizer quer Jonatã era contra o conceito de apoio a organização teocrática e era rebelde é estapafúrdio, BIZARRO. Exceto que Ray Franz esteja falando de outro Jonathan de alguma lenda urbana. Ou talvez ele tenha provado esse ponto sobre amizades TJs nos capítulos documentados sobre Critérios Duplos....

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Re: Raymond Franz: Davi e a autoridade da Organização de Deus

Mensagem por TJ Curioso em Sex Ago 01 2014, 08:17

William, na minha modesta opinião estás a procurar "pêlo em casca de ovo".

Apenas te digo isto, não querendo entrar na discussão deste tema que segundo a minha opinião está ser bem explanada no fórum brasileiro e cujo este último texto também colocaste lá:

http://extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?f=11&t=15652&start=50


Apenas te digo isto:

Israel era uma TEOCRACIA.

O que a Organização hoje afirma ser? Uma TEOCRACIA.

Quem era o representante de Jeová naquela época na TEOCRACIA israelense? O Rei humano, que era a representação visível e incorporava a autoridade do Rei Celestial.

Quem hoje na Terra é a representação visível e incorpora a autoridade do Rei Celestial? A Organização, através do Corpo Governante (do ponto vista da religião das TJ).

Está tudo dito da minha parte.


E já agora, gostava de saber sobre a tua opinião sobre a minha resposta anterior, que muito inteligentemente passaste por alto, ignorando-a.

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Re: Raymond Franz: Davi e a autoridade da Organização de Deus

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