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Alteração legislativa sobre cuidados médicos

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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por Investigando a Torre em Dom Jun 29 2014, 12:33

@TJ Curioso escreveu:Expresso de ontem (28/06/2014)


Não lhes falta qualquer espécie de VERGONHA nem pudor!

IT


Vamos trabalhar juntos para manter neste fórum um ambiente limpo e amigável. Bons comentários!

"Quem alberga a Verdade no seu coração, não deve temer que lhe falte força na língua e persuasão"
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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por River raid em Dom Jun 29 2014, 13:24

Até a Bíblia condena esse tipo de atitudes:

A conversa do insensato traz a vara para as suas costas, mas os lábios dos sábios os protegem.
Provérbios 14:3

Nenhuma TJ sabe se amanhã virá a necessitar de uma transfusão, tampouco para seus filhos. São treinadas pelos americanos do Corpo Governante e por peritos em psicologia comportamental e fazedores de opinião (que são os mesmos que escrevem as Sentinelas e Despertais) para "não pensar nisso", que sua morte agradaria a Deus e teria bilhete directo para o Paraíso.

A testemunha sincera não engana, mas a falsa transborda em mentiras.
Provérbios 14:5

A liderança das TJ (Corpo Governante e seu séquito) todos os anos têm "Novas Luzes" de modo a alimentar a esperança de milhões de vítimas que são como Jesus disse "Adorais o que não sabeis". A verdade é imutável, uma coisa é descobrir algo novo e divulgar outra bem diferente é adaptar as doutrinas em proveito da Organização.

Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte.
Provérbios 14:12

Nem precisa de explicação... tomara que esta nova lei não abra caminho para que alguns fanáticos desinformados assassinem indirectamente centenas de crianças portuguesas.

O inexperiente acredita em qualquer coisa, mas o homem prudente vê bem onde pisa.
Provérbios 14:15


Também eu, antigamente, acreditava em QUALQUER COISA que o CG proferisse, para mim, era a lei de Deus na Terra. Até que percebi que era uma empresa, nada mais do que uma empresa do ramo religioso norte-americano.
Deus é muito superior às religiões, quanto mais o é perante meia dúzia de gananciosos americanos com doutrinas que não fariam lembrar nem ao Diabo. Por exemplo, que mal vem ao mundo por dar um beijo ou um postal no "Dia da Mãe" ou que mal tem dar um presente ou assistir a um aniversário?
________________

Isto é só uma pequena amostra. Não sou erudito nem nada disso mas basta pegar na Bíblia e ler com olhos de ver que imediatamente encontraremos muitas incongruências que em nada abonam a Torre de Vigia.

Recordo que tirei estas conclusões num único capítulo de Provérbios. Se eu procedesse igual para toda a Bíblia este forum não teria megabytes que aguentassem...

Para quem nos visita e acredita em Deus, dou um pequeno conselho: leiam a Bíblia sozinhos, sem Sentinelas nem outras "muletas" - de preferência uma versão mais antiga - e chegarão a algumas conclusões, por exemplo (apesar de eu ser heterossexual) reparei que Jesus nunca condenou o homossexualismo - aliás, raramente falou de sexo - mas condenou 6 vezes o divórcio. Jesus disse claramente que muitas dessas leis rígidas foram dadas aos judeus por causa da dureza de coração.

Não compreendo mais porque um pai deixaria morrer um filho devido ao sangue.

Sabem o que eu faria? Se meu filho fosse menor e não houvesse outro meio de lhe salvar a vida eu assumiria perante Deus a responsabilidade e autorizaria a transfusão. Portanto, o pecado recairia sobre mim e não no meu filho.


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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por Sara Mel em Dom Jun 29 2014, 13:31

@mjp escreveu:Sim, mas a preocupação a esse respeito parace ser mais, e muitíssimo compreensivelmente, com a possibilidade dos pais poderem redigir o documento em nome dos filhos menores.

estive a ler a lei e não me parece possível que os pais possam fazer isso para os filhos. Trata-se de um documento individual e intransmissível ... É preciso ser-se maior e estar no pleno das suas faculdades.

em termos práticos não me parece que altere muito com as testemunhas de jeová, porque afinal elas já declaram que não querem o sangue e o médico é obrigado a respeitar. Julgo que será apenas mais um instrumento que lhes é dado em que reforçam a sua posição. Os filhos terão que ser maiores e fazer cada um o seu documento. Não se pode fazer um documento destes a dispor da vontade de um terceiro!

Eu considero este tipo de leis interessantes, agora obviamente quando usadas com racionalidade e objectividade. O caso das TJ, são um caso especial em que não há racionalidade ou lógica, já que se trata de fé!
A minha mãe teve há muito pouco um problema grave de saúde e foi terrível para mim lidar com a posição dela em relação ao sangue.... o médico declarou objecção de consciência e não a quis operar.... complicado? Muito. o que fiz? berrei, gritei, zanguei-me. No fim o que aconteceu? calei-me e respeitei a contra gosto e correu tudo bem! é a vida como dizia o outro!


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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por TJ Curioso em Dom Jun 29 2014, 17:20




Testemunhas de Jeová com 50 mil testamentos contra uso de sangue
Declarações antecipadas sobre os cuidados de saúde a receber quando se estiver incapaz de expressar essa vontade vão poder ser registadas no Serviço Nacional de Saúde a partir de terça-feira. A comunidade Jeová promete aderir de imediato
TEXTO VERA LÚCIA ARREIGOSO

A partir de terça-feira os portugueses podem deixar escrito para todas as unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) o tipo de assistência que autorizam durante uma urgência, cirurgia, doença incurável ou em estados vegetativos ou terminais. As declarações antecipadas dos utentes podem ser ‘depositadas’ no Registo Nacional do Testamento Vital (RENTEV), garantindo assim que a equipa clínica é informada quando o doente estiver incapaz de comunicar a sua vontade de forma consciente e autónoma. A lei está no papel há cerca de dois anos, mas só agora o Governo disponibilizou os recursos, técnicos e humanos, para a garantir na prática.

Qualquer cidadão nacional, estrangeiro ou apátrida residente em Portugal, maior de idade, sem anomalia psíquica e capaz de dar o seu consentimento consciente, livre e esclarecido pode fazer um testamento vital. No entanto, sabe-se já que a maior e mais imediata adesão será da comunidade Jeová. “Esta provisão legal poderá revelar-se mais eficaz na defesa do direito constitucional de uma Testemunha de Jeová ter um médico que respeite a sua consciência”, explica o porta-voz da Associação das Testemunhas de Jeová, Pedro Candeias.

"O tratamento médico sem sangue é uma vertente da vida a que se dá muita importância para obedecer a um princípio bíblico"
PEDRO CANDEIAS

E o sangue é a principal preocupação. “Muito provavelmente, será uma melhor defesa do direito à dignidade, à vida, à saúde e à integridade moral e física dos tratamentos médicos sem transfusões de sangue solicitados naqueles momentos.” Pedro Candeias não tem dúvidas: “Poderemos calcular, com alguma razoabilidade, que os registos de Testemunhas de Jeová atinjam um pouco mais de 40 mil. No entanto, entre maiores e menores de idade portadores de documentos particulares com declarações antecipadas de vontade e nomeações de procuradores de cuidados de saúde, o número atual deve andar um pouco por cima dos 50 mil”. E não é de agora.

“Nos arquivos da ex-PIDE/DGS, na Torre do Tombo, existem documentos que comprovam que já desde o final dos anos 60 as Testemunhas de Jeová portavam documentos onde constava a sua vontade em matéria de cuidados de saúde e designadamente o tratamento médico sem sangue. Esta é uma vertente da vida a que se dá muita importância para obedecer a um princípio bíblico”, afirma Pedro Candeias.


CATÓLICOS
Igreja apoia testamento vital, porque “o doente tem o direito de morrer com calma”.

Para a Igreja Católica o testamento vital também é importante, sobretudo no fim de vida e não interfere com ‘a vontade de Deus’. “Já em 1994, em Madrid, um grupo de bispos defendia a importância do testamento vital para evitar o encarniçamento terapêutico. A Igreja não recusa esta perspetiva e inclusivamente o Papa João Paulo II disse que o doente tem o direito de morrer com calma”, afirma o padre Vítor Feytor Pinto, coordenador nacional da Pastoral da Saúde.

Ainda assim são precisas cautelas. “O doente tem de equilibrar a sua resposta com o respeito absoluto pela vida, porque o testamento vital não pode ser nunca uma eutanásia encapotada.”
O padre salienta que “o doente tem sempre direito à recusa de tratamento, daí a existência do consentimento informado, embora a Igreja defenda o alívio do sofrimento, por exemplo através de cuidados paliativos”. Mas confessa: “Conheci altas figuras da Igreja que recusaram ir para os cuidados finais”.


MÉDICO TEM DIREITO À OBJEÇÃO DE CONSCIÊNCIA
E se o doente tem direito a negar tratamentos, o médico tem direito à objeção de consciência para não ser ele a recusá-los. “A própria lei (do testamento vital) admite o estatuto de objetor de consciência eventualmente seletivo, isto é, caso a caso”, explica o presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, Miguel Oliveira da Silva.


COMO SE FAZ O REGISTO
1. Entrada e registo no Portal do Utente, introduzindo o número de utente do SNS

2. Descarregar o modelo de declaração antecipada de vontade

3. Preenchimento

4. Entrega presencial no Agrupamento de Centros de Saúde da área de residência

5. Verificação, no local, pelos funcionários do Registo Nacional do Testamento Vital (RENTEV)

6. Assinatura presencial ou previamente reconhecida no notário

7. Transcrição do formulário, por funcionários do Registo, para o sistema informático do RENTEV

8. Digitalização e anexação

9. Arquivamento do documento em papel e entrega de cópia ao titular

10. Validação pelo diretor clínico do Agrupamento de Centros de Saúde da área de residência

11. Informação, dias depois, ao utente de que o testamento vital está ativo

A legislação permite ainda que o cidadão expresse a sua vontade sem consultar um profissional de saúde, preenchendo apenas o modelo disponibilizado e “altamente recomendado, uma vez que guarda a informação de forma estruturada, facilitando o processo de criação da declaração antecipada de vontade pelo utente e o processo de consulta pelo médico”, lê-se num documento de esclarecimento à população publicado esta semana pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) - responsável pelo funcionamento do RENTEV.


VONTADE EXPRESSA POR CRUZ
No formulário predefinido disponibilizado basta uma cruz para o titular expressar os cuidados quer receber ou recusar. Por exemplo, reanimação, alimentação artificial ou a presença de um religioso no leito da morte ou no momento em que os meios artificiais de vida são interrompidos. E o registo nacional no SNS, para ativar o testamento, pretende ser igualmente facilitado. Tem início com a entrada no Portal do Utente, inserindo o número de beneficiário do SNS; passa pela validação do diretor clínico do Agrupamento de Centros de Saúde - cada um com dois funcionários, sobretudo juristas, preparados para operacionalizar o RENTEV -, da área de residência e termina com uma informação ao titular de que o testamento vital está ativo e será válido durante cinco anos, reiniciados após qualquer alteração, possível em qualquer momento.

Terminado este processo, o testamento vital passa a constar do perfil do cidadão no SNS com um ícone visível sempre que qualquer profissional de saúde insere o número daquele utente, nem que seja só para passar uma receita. De qualquer forma, sempre que algum médico ou enfermeiro consultar a declaração antecipada de vontade de um doente, o sistema envia um aviso dando conhecimento desse acesso e por quem. Quem não registar o testamento vital não beneficiará deste controlo, embora a vontade expressa tenha de ser igualmente respeitada pelos clínicos.


DEONTOLOGIA MÉDICA JÁ PROÍBE DISTANÁSIA
“Vejo o RENTEV como um projeto que obriga o SNS a estar mais disponível para ‘ouvir’, neste caso a ler, os cidadãos e a explicar melhor quais são as alternativas terapêuticas possíveis”, afirma o médico e presidente da entidade responsável pelo Registo (SPMS), Henrique Martins. Na sua opinião, “a lei do testamento vital vem disciplinar, porque o direito à recusa de tratamento já existia mas era pouco respeitado”.


TESTAMENTO VITAL
Exemplos do que os cidadãos podem recusar


1. Reanimação cardiorrespiratória

2. Meios invasivos de suporte artificial de funções vitais

3. Medidas de alimentação e hidratação artificiais apenas para retardar o processo natural de morte

4. Estudos em fase experimental

5. Tratamentos experimentais

6. Participação em programas de investigação científica ou ensaios clínicos

7. Administração de sangue ou derivados


Exemplos do que podem exigir

1. Interrupção de tratamentos em fase experimental ou a participação em programas de investigação científica ou ensaios clínicos com consentimento prévio

2. Medidas paliativas, hidratação oral mínima ou subcutânea

3. Fármacos para controlar, com efetividade, dores e outros sintomas que possam causar padecimento, angústia ou molestar

4. Assistência religiosa quando se decida interromper meios artificiais de vida

5. Ter junto a si, por tempo adequado e quando se decida interromper meios artificiais de vida, a pessoa que designa

O bastonário da Ordem dos Médicos pensa o mesmo. “O objetivo principal do testamento vital é evitar a distanásia — encarniçamento terapêutico — , que já é condenável pelo código deontológico dos médicos. Portanto, serve para tranquilizar o doente e os próprios familiares, por ser mais reconfortante saber que o seu familiar não quer manter a vida quando esta deixa de o ser”, explica José Manuel Silva.

Com o registo central no SNS a partir da próxima semana, o testamento vital passará a ser mais uma forma de declaração antecipada de vontade disponível no país. Vai juntar-se aos registos para doar medula, com 342.076 inscritos, e para não doar órgãos, com 37.580 inscrições, 0,36% da população portuguesa.

Fonte: http://leitor.expresso.pt/#library/expressodiario/26-06-2014/caderno-1/temas-principais/03_tp-saude

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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por hocosi em Dom Jun 29 2014, 18:27

Caducidade

Será bom saber que o testamento vital deve ser renovado de cinco em cinco anos e pode ser alterado a qualquer hora, bastando para tal uma mera declaração oral do titular.

Casos em que os médicos não são obrigados a respeitar o documento.

-Em caso de urgência ou perigo imediato para a vida do doente.

-Quando se verifique desatualização da vontade expressa no documento face aos progressos dos meios terapêuticos verificados entretanto.

-Se forem postas em causa as leis do país e as boas práticas médicas.

-A lei prevê também a objeção de consciência da parte dos médicos.



"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro. A real tragédia da vida são os adultos que têm medo da luz" . Platão

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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por Ana Cláudia em Dom Jun 29 2014, 22:10

E nós ficamos quietinhos no nosso canto, né?
Ainda bem.

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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por Sara Mel em Dom Jun 29 2014, 22:19

Atena escreveu:E nós ficamos quietinhos no nosso canto, né?
Ainda bem.

francamente não sei o que se pode fazer... é uma decisão individual feita por adultos a dispor de algo que está na esfera privada de cada um....

os pais não podem dispor para os filhos.... mas mesmo assim pouco ou nada importa pq numa urgência é a decisão dos pais no imediato que conta! só se o médico decidir desobedecer à vontade dos pais e meter o sangue!


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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por TJ Curioso em Dom Jun 29 2014, 22:24

O que ocorre quando há menores envolvidos é que o hospital imediatamente entra em contacto com o tribunal de menores e é accionado a suspensão de poder parental naquela situação (por ordem de um juiz).

É por isso que raramente se houve falar que um menor morreu por falta de tratamento médico envolvendo transfusões de sangue.

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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por Sara Mel em Dom Jun 29 2014, 22:31

@TJ Curioso escreveu:O que ocorre quando há menores envolvidos é que o hospital imediatamente entra em contacto com o tribunal de menores e é accionado a suspensão de poder parental naquela situação (por ordem de um juiz).

É por isso que raramente se houve falar que um menor morreu por falta de tratamento médico envolvendo transfusões de sangue.

se houver tempo para isso e se não for ás 3 da matina.... porque se for fora de horas, e numa urgência não me parece que haja suspensão das responsabilidades parentais....


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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por estudante eterno em Seg Jun 30 2014, 13:43

@TJ Curioso escreveu:O que ocorre quando há menores envolvidos é que o hospital imediatamente entra em contacto com o tribunal de menores e é accionado a suspensão de poder parental naquela situação (por ordem de um juiz).

É por isso que raramente se houve falar que um menor morreu por falta de tratamento médico envolvendo transfusões de sangue.


Atenção TJ Curioso, isso não funciona lá muito bem como explicaste. Apesar de estar legislado, temos de entender que a porcentagem de menores que estão envolvidos nessas situações ditas de "limite" são ainda residuais. Felizmente, a esmagadora maioria não passa por situações onde existe uma luta entre um tratamento em que poderá salvar a vida de um menor e as regras inventadas por uma religião.

Mas apesar de serem residuais, não quer dizer que ninguém se preocupe com essas crianças. De facto, é possível o hospital entrar em contacto com o tribunal de menores e accionar a suspensão dopoder parental. Sim, é possível. Mas das duas uma: ou o médico tem muito bons conhecimentos e realmente quer avançar com as coisas, ou então entramos numa lenga lenga, que é commum à justiça portuguesa. Posso te dizer que, no único caso que conheço pessoalmente, levou 9 meses para que o assunto fosse resolvido em tribunal, e nem sequer aí os pais perderam o poder parental. A criança recuperou, foi feita uma averiguação às condições em que a criança vivia, e a queixa não deu em nada.

Posso te afirmar que o médico em questão não gostava (e não gosta) das testemunhas de Jeová, tinha bons conhecimentos com juízes e advogados, e mesmo assim não pôde fazer nada. As coisas, na esmagadora maioria das vezes, não são acionadas assim,com um clique.

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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por TJ Curioso em Seg Jun 30 2014, 13:55

Creio que quando existe um risco real e eminente de morte, o processo seja quase imediato.

É provável que noutros casos se arraste.

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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por Sara Mel em Seg Jun 30 2014, 14:12

@TJ Curioso escreveu:Creio que quando existe um risco real e eminente de morte, o processo seja quase imediato.

É provável que noutros casos se arraste.

não quero ter nenhum braço de ferro, mas se o risco for eminente e a decisão tiver que ser tomada, a palavra é dos pais... se houver tempo então podem recorrer aos tribunais, e sim é como dizem uma via sacra.
mas duvido muito, mas mesmo muito, que numa urgência em que haja risco de vida, ás 4 da manhã, haja um juiz a diferir seja o que for! mas....


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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por estudante eterno em Seg Jun 30 2014, 14:38

@TJ Curioso escreveu:Creio que quando existe um risco real e eminente de morte, o processo seja quase imediato.

É provável que noutros casos se arraste.

Se existir um risco real,eminente de morte, em que seja preciso decidirno espaço de minutos, é como te digo: ou existem de antemão uma boa preparação para estes casos, ou existem cunhas e bons conhecimentos, ou então nada feito. Como disse a Sara Mel, não estou a ver um juiz decidir às 4 da manhã retirar, de um segundo para outro, o poder paternal aos pais perante uma situação critica.

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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por TJ Curioso em Seg Jun 30 2014, 14:52

Quem me disse isso foi o meu professor de neurobiologia, que por acaso é neurocirúrgião num dos grandes hospitais de Lisboa.

Mas tudo bem. O importante é que ocorram o menos número possível de casos destes. Sad

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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por Crixus em Seg Jun 30 2014, 16:35

Bem segundo uma pessoa que conheço que é casado com uma medica. Em muitos desses casos os medicos ate administram a tranfusão e os pais nem sabem. (quem diz a menores diz a adultos)




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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por TJ Curioso em Seg Jun 30 2014, 16:49

@Crixus escreveu:Bem segundo uma pessoa que conheço que é casado com uma medica. Em muitos desses casos os medicos ate administram a tranfusão e os pais nem sabem. (quem diz a menores diz a adultos)

Sim. Ele também disse isso. Muitas TJ nem sabem que são transfundidas...
No caso dos adultos discordo porque acredito que deve-se respeitar a opinião consciente da pessoa. No caso de crianças, o caso muda de figura.

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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por River raid em Seg Jun 30 2014, 17:54

TJC,

Acredito 100% nas tuas palavras até porque o melhor que pode acontecer a uma TJ que receba transfusão sem conhecimento. Resulta para os dois lados, seja medico ou o paciente:

-para a TJ porque não há questões de "consciência";

- para o medico, que cumpriu seu dever;

Se eu fosse médico faria o mesmo porque em primeiro lugar está o Juramento de Hipócrates.

Quando a ética não funciona, há que salvar vidas, principalmente de crianças.



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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por estudante eterno em Seg Jun 30 2014, 18:38

Numa urgência, em que a vida de um menor esteja em risco, o mais comum é realmente fazer a transfusão. Porém, e isto está na lei, o utente tem o direito a recusar qualquer tipo de tratamento, mesmo que a sua vida esteja em perigo. No caso de menores, voltamos ao direito paternal...

Pessoalmente, não concordo com o facto de se esconder o tratamento. O utente tem todo o direito de entender que a obrigação do médico é salvar vidas. Em todos os casos. Afinal, o papel dele é decidir que tratamento administrar num utente caramba! E imagina que, mesmo com a transfusão de sangue, o menor falece? É que muita gente pensa na transfusão como uma salvação garantida... Mas olha que às vezes não é bem assim.

Mas infelizmente TJ Curioso, tenho de te dizer que na maioria dos casos, não acontece aquilo que o teu professor disse. Afinal, gostavas de ser juiz e ser acordado às 4 da matina para na hora, retirar o poder paternal a uns TJ's que não conheces de lado nenhum? Very Happy Very Happy

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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por Kristy123 em Seg Jun 30 2014, 19:25

River raid,

Bem visto e concordo.

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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por Ana Cláudia em Seg Jun 30 2014, 20:47

@TJ Curioso escreveu: O importante é que ocorram o menos número possível de casos destes.  Sad
O importante é que não ocorra nenhum caso destes!

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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por TJ Curioso em Seg Jun 30 2014, 20:55

@estudante eterno escreveu:E imagina que, mesmo com a transfusão de sangue, o menor falece? É que muita gente pensa na transfusão como uma salvação garantida... Mas olha que às vezes não é bem assim.

Mas infelizmente TJ Curioso, tenho de te dizer que na maioria dos casos, não acontece aquilo que o teu professor disse. Afinal, gostavas de ser juiz e ser acordado às 4 da matina para na hora, retirar o poder paternal a uns TJ's que não conheces de lado nenhum? Very Happy Very Happy

Toda a gente sabe que uma transfusão não é garantia de salvação. Mas às vezes é a única boa hipótese para tal. Por isso, entre NADA e uma BOA HIPÓTESE não há muito por onde escolher, certo? E com respeito à questão do tribunal, penso que estamos a fazer finca pé numa coisa que nem sequer sabemos ao certo como se processa em termos de tempo.

Ainda estou em crer que a justiça NESTES CASOS tem meios de dar uma resposta bastante mais rápida que o normal.

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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por TJ Curioso em Seg Jun 30 2014, 20:56

Atena escreveu:
@TJ Curioso escreveu: O importante é que ocorram o menos número possível de casos destes.  Sad
O importante é que não ocorra nenhum caso destes!

Concordo em absoluto, embora saibamos que na vida real não é assim.

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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por estudante eterno em Seg Jun 30 2014, 21:02

@TJ Curioso escreveu:
@estudante eterno escreveu:E imagina que, mesmo com a transfusão de sangue, o menor falece? É que muita gente pensa na transfusão como uma salvação garantida... Mas olha que às vezes não é bem assim.

Mas infelizmente TJ Curioso, tenho de te dizer que na maioria dos casos, não acontece aquilo que o teu professor disse. Afinal, gostavas de ser juiz e ser acordado às 4 da matina para na hora, retirar o poder paternal a uns TJ's que não conheces de lado nenhum? Very Happy Very Happy

Toda a gente sabe que uma transfusão não é garantia de salvação. Mas às vezes é a única boa hipótese para tal. Por isso, entre NADA e uma BOA HIPÓTESE não há muito por onde escolher, certo? E com respeito à questão do tribunal, penso que estamos a fazer finca pé numa coisa que nem sequer sabemos ao certo como se processa em termos de tempo.

Ainda estou em crer que a justiça NESTES CASOS tem meios de dar uma resposta bastante mais rápida que o normal.


Eu quero acreditar que sim, mas sabes muito bem que entre a própria classe médica não existe consenso. O que um acha bem o outro acha mal e assim sucessivamente... Portanto, perante um mesmo caso, as opiniões serão, em muitas das vezes, diferentes. Daí a atuação, ou não , do tribunal, isto no caso de ele realmente atuar regularmente em casos assim.


No que diz respeito às transfusões, eu próprio sei que elas são uma ajuda preciosa em muitos casos. Mas repito que não tirei crédito às mesmas, apenas afirmei que quem não percebe nada de saúde, das reações do nosso corpo ao sangue de estranhos (mesmo com o mesmo tipo de sangue, pode acontecer, mas isso é outro assunto de conversa) pode tentar julgar tudo pela mesma medida... " eu bem disse, aquele miudo TJ morreu porque não levou sangue e se levasse vivia!" Aquilo que quis dizer é que nem sempre salvam, apenas isso.

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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

Mensagem por TJ Curioso em Seg Jun 30 2014, 22:11

@estudante eterno escreveu:
@TJ Curioso escreveu:
@estudante eterno escreveu:E imagina que, mesmo com a transfusão de sangue, o menor falece? É que muita gente pensa na transfusão como uma salvação garantida... Mas olha que às vezes não é bem assim.

Mas infelizmente TJ Curioso, tenho de te dizer que na maioria dos casos, não acontece aquilo que o teu professor disse. Afinal, gostavas de ser juiz e ser acordado às 4 da matina para na hora, retirar o poder paternal a uns TJ's que não conheces de lado nenhum? Very Happy Very Happy

Toda a gente sabe que uma transfusão não é garantia de salvação. Mas às vezes é a única boa hipótese para tal. Por isso, entre NADA e uma BOA HIPÓTESE não há muito por onde escolher, certo? E com respeito à questão do tribunal, penso que estamos a fazer finca pé numa coisa que nem sequer sabemos ao certo como se processa em termos de tempo.

Ainda estou em crer que a justiça NESTES CASOS tem meios de dar uma resposta bastante mais rápida que o normal.


Eu quero acreditar que sim, mas sabes muito bem que entre a própria classe médica não existe consenso. O que um acha bem o outro acha mal e assim sucessivamente... Portanto, perante um mesmo caso, as opiniões serão, em muitas das vezes, diferentes. Daí a atuação, ou não , do tribunal, isto no caso de ele realmente atuar regularmente em casos assim.


No que diz respeito às transfusões, eu próprio sei que elas são uma ajuda preciosa em muitos casos. Mas repito que não tirei crédito às mesmas, apenas afirmei que quem não percebe nada de saúde, das reações do nosso corpo ao sangue de estranhos (mesmo com o mesmo tipo de sangue, pode acontecer, mas isso é outro assunto de conversa) pode tentar julgar tudo pela mesma medida... " eu bem disse, aquele miudo TJ morreu porque não levou sangue e se levasse vivia!" Aquilo que quis dizer é que nem sempre salvam, apenas isso.

Concordo!  Smile

Mas o inverso também ocorre quando as TJ são levadas a crer que o uso de alternativas sempre são suficientes para substituir as transfusões de sangue. Quer de um lado, quer de outro existem estes exageros e idéias erradas. Uns pecam por excesso e os outros por falta.

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Re: Alteração legislativa sobre cuidados médicos

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