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Até que ponto pode ser confundido o amor?

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Ana Cláudia em Qua Jul 16 2014, 21:44

Parabéns á tua filhota Kristy!

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Kristy123 em Qui Jul 17 2014, 18:24

Muito obrigada, a todos, pelos parabéns.
Eu também só falei nisso, porque se proporcionou e por estar relacionado com este tema.  De outra maneira, eventualmente não teria falado delas.  Embarassed 



IT,

Agradeço-te o envio dos dois vídeos, muito bem escolhidos....  Morrer a rir  Morrer a rir 

E, como eu sou sempre a burra, fui mostrar às minhas filhas e disse:

“Foi o tio IT que lhe enviou! Porque nós somos manos….

E elas responderam: “Pronto, agora é que esta já está…..”

E depois não disseram mais nada, porque depois pegaram em mim e levaram-me para um sítio, que eu agora não sei onde é e não sei onde estou! Ainda consegui ver um letreiro à entrada que dizia: “Vale do delírio”.
Pois é, IT, tu só me sabes meter em caldeiradas!    

Agora estou aqui numa sala sozinha, sentada num cadeirão fuleiro e só com uma televisão à minha frente, e puseram-me a ver um filme do Steven Spielberg com um extra-terrestre. Acho que este extra-terrestre consegue ser mais feio, que o teu caniche.  

Agora está a passar no filme uma cena do extra-terrestre, que sempre me comoveu, em que ele está deitado na casa de banho e quando ele diz: “Mammi – I will go home”

Mas eu não quero estar aqui…. Eu quero voltar para o Vale Encantado, porque é lá que eu me encontro….

Há pouco, quando eu queria sair da sala, reparei que ela estava fechada á chave e comecei a gritar e a bater à porta. Depois deram-me uns comprimidos. Na embalagem dizia “toma juízo”.
E agora o que é que eu faço?

Também já tentei abrir as janelas para fugir. Mas elas estão todas trancadas e têm grandes à frente.
E foi aí que eu comecei a pensar no ellipsis... Tu não me digas, que foi ele que lhes falou deste Vale?!
Pensando bem, é ele o principal responsável por isto tudo.
Quando eu sair daqui, se é que eu conseguir sair, ele vai levar tantas, que até vai ver estrelas e cometas e passa a ser chamados pelo eclipses.

Agora vou ter que me lembrar o que os jovens me contavam e como é que eles faziam, para arranjar aqui um esquema infalível para enganar estes enfermeiros que chegam aqui e não dizem nada.
Tenho mesmo que fazer de conta que me porto sempre muito bem e que faço tudo o que eles me disserem,  porque eles não gostam que eu me levante do cadeirão e só querem que eu seja obediente! Mais nada. Então, se é assim que eles querem, eles vão ver….
E agora o que é que eu faço?
O filme está quase a acabar e agora está a passar a cena dos meninos a voar numa bicicleta.
Linda cena! Bonito serviço! Tou feita ao bife! Bife? Carne? Peixe?
Ahhhh, a minha caldeirada que ficou ao lume…..  affraid 
E agora o que é que eu faço?
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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Kristy123 em Qua Dez 31 2014, 17:59

Olá Atena
 
Sabes, a última vez que falei aqui neste tópico, eu acabei, a dizer o seguinte:
 
Ainda não acabei  affraid  affraid
Morrer a rir  Morrer a rir
 
Entretanto, o tempo passou a correr e eu até poderia dar este tema como esquecido e não dizer mais nada, mas achei que deveria dizer alguma coisa, ainda neste último dia deste ano.
Sim, a minha caldeirada do fim do ano!
E se eu não dissese mais nada, também não seria a mesma coisa....  Morrer a rir  Morrer a rir

É como uma anedota conhecida que diz: fala, fala, fala e não diz nada...  affraid
Mas se alguém for recapitular este tópico desde início, penso que até já falei “bué” e vou tentar resumir...

Eu continuo a achar, que ainda não te respondi concretamente à tua questão
 
"Os Pais são pais, não são amigos da escola"
 
Sabes, Atena, apesar de eu saber, que somos mesmo muito diferentes, em vários aspectos e pontos de vista, posso dizer-te que desde o primeiro momento em que eu estou aqui no forum, tenho uma grande admiração por ti e considero-te uma mulher muito forte e lutadora!
Se eu tentasse classificar-nos por uma fruta, eu diria que tu és uma pêra rocha, rija e fresca, acabada de ser apanhada do pomar e eu então acho que seria mais uma chiquita banana,
um pouco mole, que ficou esquecida na fruteira, por baixo das outras frutas.
 
No entanto, tudo o que escreveste da última vez sobre este tema, posso dizer que compreendo perfeitamente o teu ponto de vista e penso muitas vezes da mesma forma e no fundo queremos mesmo sempre o melhor para os nossos filhos.

Subscrevo aquilo que escreveste e eu só alteraria uma coisinha:

Quando dizes: “Recuso-me a ser apenas amiga das minhas filhas, eu tenho de ser uma figura de autoridade, não sou o equivalente em ponto grande ás amigas da escola, mas quando há problemas sou a primeira a chegar e a dar-lhes o meu ombro e a minha compreensão.”
 
Se fosse eu a escrever, a minha frase seria: “Recuso-me a ser apenas figura de autoridade, eu tenho de ser amiga das minhas filhas, e sou o equivalente em ponto grande ás amigas da escola, mas quando há problemas sou a primeira a chegar e a dar-lhes o meu ombro e a minha compreensão."

E digo-te mais: eu gostava tanto de ir para a escola e estar no lugar delas!
E também gostava muito de te ter lá e provavelmente seriamos as duas as melhores amigas e seria uma festa, se nós as duas lá estivessemo …  Tu até me conseguirias desafiar para ir para as traseiras da escola, para te fazer companhia a fumares um cigarro e quando as minhas filhas fossem à minha procura, porque elas achariam que me teriam que vigiar a todo a hora e a tomar conta de mim, para verem e ouvirem com quem estaria a falar e o que estaria a fazer, elas diriam para mim: “mãe, tu só nos envergonhas” e eu simplesmente poderia responder: “calem-se; já estou farta de vos ouvir”

As tuas filhas têm uma diferença de idades, iguais ás minhas, os seja, quase 3 anos.
Quando a minha primeira filha tinha +/- dois anos, eu fiquei grávida da segunda.
Foi ai que começou a minha grande odisseia.

Eu tinha o meu emprego e sempre fui muito responsável e mesmo durante a minha gravidez nunca deixei de trabalhar.... até ao último dia, tanto da primeira vez, como da segunda vez. Alíás, a minha segunda filha decidiu nascer com 8 meses e nessa noite, eu só dizia: “mas não pode ser agora, que eu tenho que ir trabalhar amanhã”  Quando penso nisso, eu interrogo-me do seguinte: fui uma pessoa responsável ou terei sido irresponsável?    

E à medida que elas iam crescendo e eu verificando que as personalidades de cada uma eram completamente diferente uma da outra, comecei a pensar, que a minha tarefa de facto não era nada fácil, até porque ambas as minhas filhas tinham uma energia e vivacidade fora do comum, que falavam com toda a gente e também nunca foram daquelas crianças, que ficavam sentadinhas numa cadeira. Havia de ser bonito, ter por hábito frequentar com elas ambientes fechados, por exemplo, um salão do reino, em que elas dicidiam subir ao palco e andar à volta das pernas dum possivel pai, que estivesse a discursar e acharem que também poderiam estar ali e decidirem saltar para cima das costas dele, para andar às cavalitas. E eu fazer figura de mãe incompetente, que não conseguia disciplinar os seus filhos e ir buscá-las do palco, tropeçar em cima do orador, cair em cima dele e ficar com as cuecas à mostra.   No

E quando chegávamos em casa e elas iam as duas tomas banho na banheira cheia de água, que mais parecia o alto mar e nos entretantos, enquanto fazia o jantar, conseguia ver a água a escorrer pelo corredor fora... era uma alegria.... porque até conseguia acabar o jantar a tempo e a horas....
e quando chegava a hora de dormir, por volta das 10 da noite, a maus velha, dormia que nem uma pedra e a mais nova despertava, como se tivesse posto os dedos na ficha eléctrica e ficava com os seus olhos muito aberto a olhar para o tecto e a fazer-me perguntas e mais perguntas, até que ela se deixasse dormir, já passava muito depois da meia noite....  
Sim, a minha mais nova, é muito “enigmática” e dizem que ela tem um aura muito especial!
Eu não tenho nenhumas faculdades de conseguir ver auras, mas há quem consiga!
Eu só consigo ver o cabelo todo despenteado.

Sim, não foi fácil e nunca havia muito sossego. Os mais sossegados eram mesmo os meus pratos e as minhas panelas. Eu dizia para os meus pratos: “Agora ficam aqui quietinhos e não se mexem”. E eles lá ficavam muito sossegadinhos e obedientes à minha espera....
Que espectáculo!  Morrer a rir  Morrer a rir

Sabes, Atena, tu como mulher poderás compreender muito bem, o que significa cuidar de uma casa, ter 2 filhas com uma energia fora do comum, e ter que ser ao mesmo tempo uma boa profissional, uma boa amante para o marido, uma boa dona de casa e conseguir fazer mais que uma coisa ao mesmo tempo. E quando nós somos um pouco perfeccionistas, a coisa complica-se um pouco, porque exigimos sempre muito mais de nós próprios e queremos ser sempre boas em tudoe achamos que até poderiam fazer ainda melhor...

E eu começei a pensar.... Tenho que fazer alguma coisa...
Então meditei, reflecti, pensei e concluí e tomei a seguinte decisão: vou comprar uma camioneta!
Sim, porque como diz um ditado português: “isto já é muita areia para a minha camioneta”.
Então fui à procura de uma camineta, mas não encontrei nenhuma  que fosse adequada para as circunstâncias da minha vida, até que resolvi fazer uma à medida das minhas necessidades, em altura, largura e profundidade, onde houvesse espaço suficiente para eu conseguir colocar lá toda a areia necessária. A bem dizer, acho que não tenho uma mera camioneta... é mais um camião, que consegue suportar muita areia. E para isso tudo, até tive que ir tirar a carta de pesados, para conseguir aprender a conduzir melhor. O condutor habitual sou eu mesma, mas habitualmente tenho sempre alguém invisível ao meu lado, o qual eu chamo de “meu anjo da guarda”.
Um dia qualquer, também irei falar dele...

Sabes, Atena, muitas das vezes, quando ouvimos por aí alguém a perguntar: “quem é a tua melhor amiga?” Os filhos muitas das vezes, dizem “A melhor amiga é a minha mãe”. Mas muitas das vezes, não é bem assim e estas “frases bonitas” são ditas, para os filhos ficaram bem na fotografia...

Na maior parte das vezes, os filhos não se sentem completamente à vontade para falarem com os seus pais sobre os seus problemas e por vezes contam mais rapidamente algum problema aos amigos, do que propriamente à mãe deles.
Vocês lembram-se da vossa infância ou juventude? Não era assim, que a maior parte fazia??
Havia sempre coisas, que a mãe nunca podia saber!

Posso-te dizer, que no meu caso, a minha postura para com elas sempre foi muito aberta e não havia grandes segredos entre nós e sempre tentei adaptar-me às personalidades delas e elas habituaram-se a falar comigo sobre tudo e independentemente do tema que fosse, eu respondia de uma forma muito imparcial, directa e franca com elas. Elas até podiam falar com outras pessoas, para terem outra opinião e de certa forma receberem da outra parte o aval das suas próprias atitudes, mas antes ou depois  vinham sempre ter comigo e elas sabiam que era mesmo eu que iria responder de forma muito directa e elas sabiam perfeitamente, que a minha opinião sobre a questão, seria sempre a mais ponderada e sem favoritismos e imparcial.
Muitas vezes elas diziam: “És muito má para nós e não nos defendes e estás sempre contra nós e a favor dos outros”. E eu dizia: “Pois é, eu sou muito má... Mas tu própria tens que ver as coisas de uma forma muito imparcial e transparente e se tu procedeste daquela maneira ou disseste aquilo, então fizeste muito mal e eu vou-te tentar explicar exactamente porquê, para não voltares a fazer asneira....”  

E essa consciencialização constante, ajudou-as a conseguirem falar comigo sobre tudo o que elas precisassem de falar. Elas próprias sabem perfeitamente que, de todas as outras pessoas na vida delas, eu sou mesmo aquela que lhes diz as coisas frontalmente e sem rodeios, mesmo que elas na maior parte das vezes, não gostem de ouvir as respostas, elas sabem que as minhas conclusões são sempre as mais acertadas para elas.  
Hoje em dia, ainda é assim. E é por isso que quase todos os dias, o meu camião leva com mais baldinhos de areia em cima e está cheia de areia. E cabe sempre lá mais.
E como tudo na vida, tudo tem prós e contras. Fui eu que escolhi comprar este camião porque me fez falta, porque assim consigo guardar e suportar a minha própria areia e também a dos outros. E teria sido muito mais fácil para mim, ter-me descartado de muitas coisas e nem sequer ter adquirido este camião, porque muita areia, pesa muito e que me coloca sempre em desvantagem e numa situação menos favorável...  
Mas tinha que ser assim.
Ás vezes vou para cima do camião e no meio de tanta areia, há dias que me apetece pôr a cabeça na areia. Mas depois começo a pensar, que isso também não seria uma boa ideia, até porque nessa posição, podia ficar ainda menos favorável.  Morrer a rir  Morrer a rir
E depois fico em pé, em cima da areia e dou uns pulinhos em cima dela e eis que com isso ainda consigo ajeitar a areia e arranjar mais espaço, para ainda caber ainda mais um bocadinho de areia...  bounce

Hoje em dia, as minhas filhas dizem-me: “Não sei o que tu fizeste connosco, mas tu deste-nos uma muito boa educação sexual” - “As minhas amigas nunca falam com as mães sobre isto” - “As mães das minhas amigas nem sonham o que a filha dela anda a fazer” - “tu és a única pessoa que eu conheço, que me diz as coisas como elas são” - “A minha amiga está com um problema e fala lá com ela” - “A minha amiga perguntou-me: O quê...estás maluca, tu contaste isto à tua mãe e como é que tu consegues contar estas coisas a ela?
E os colegas ficam mesmo muito espantados com tudo isto e admiram-se muito quando elas dizem frontalmente que conseguem falar comigo sobre todos os assuntos.

E é nestas alturas, que eu própria consigo perceber, que este camião com esta areia toda, terá sido muito necessária. Eu prefiro saber as coisas, mesmo que me custe, do que fazer o papel de “encarregada de educação” que com tanta disciplina até consegue afastar os filhos a partilharem os seus problemas e nunca criei muros e barreiras, com o pretexto de poder dizer, que há coisas dos quais não se fala ou então noutra altura, para depois me fazer esquecida e poder-me esquivar das situações.
   
E muitas vezes, os pais não estabelecem diálogos com os seus filhos, porque existem assuntos e temas mais complicados e difíceis de explicar, dos quais a maior parte de desvia e evita falar deles.
E quanto mais for a autoridade exercida, de uma forma mais rígida, menos os filhos conseguem estabelecer uma abertura para conversas francas e abertas, sem preconceitos e repreensões.
Existem sempre muitas barreiras e altos muros de comunicação, na maior parte das vezes.

Apesar de haver hoje em dia muita informação para os jovens, não é desculpa para os pais de achar que agora não precisam de serem eles a explicar todas as coisas, que para muitos pode ser constrangedor. Sim, é mais fácil assim e fecha-se os olhos a muita coisa e faz-se de conta que afinal o filho do vizinho não presta e que o nosso filho é que é um anjinho!  Errado!

Existem sempre ideias destorçidas e mal interpretadas, sobre variados assuntos mais delicados como por exemplo sobre sexo, droga, álcool, sentimentos, etc.  E naturalmente, muitos pais evitam ir a fundo com conversas mais profundas, até porque muitas questões dos pais também não estão bem resolvidas...

Lamento que os jovens de hoje em dia, se sintam perdidos....
Vejo muito resignação, falta de amor, egoísmo, deinteresse, falta de compreensão, familias disfuncionais, muita frustração, falta de objectivos e metas.
Esta sociedade é imensamente frustrante para a maior parte dos jovens.

Vivemos numa sociedade de anomia !!!!

Gostava que fizessem uma experiência: Um dia, à hora de almoço, vão a uma escola e colocam-se junto ao portão de saída da escola. Fiquem lá, somente a observar os jovens a saír da escola e ouçam o que eles dizem e vejam o que eles fazem. Acho que meia hora chega!
E depois pensem um pouco sobre os vossos próprios filhos e onde eles estão durante a maior parte do seu tempo e pensem naquilo que vos tenho vindo a dizer!

E apesar dos progressos a nível tecnológico, estamos a perder todos os valores básicos e falta cada vez mais, aquilo que menos existe e que para mim é o principal: Esperança, Fé, e AMOR !!!!!

Bem sei, que muitos não concordam comigo, mas este é o meu ponto de vista e eu consigo guardar ainda muitos baldinhos de areia na minha camioneta.
Quem me conhece diz: “eu não sei mesmo, como é que tu tens tanta calma e paciência”
E eu penso: “Se calhar, é o “meu anjo da guarda” que me dá um xanax, sem eu saber”  Morrer a rir  Morrer a rir

Uma das minhas filhas começou a dizer com 16 anos que gostava de pôr um piecing.
Eu pessoalmente não gosto nada de piecings, mas os gostos não se discutem...
Ela fez-me ver, que seria principalmente nestas idades que ela iria gostar de usar um piecing e que mais tarde, ela talvez não iria usar nenhum. Consegui “adiar” a sua vontade durante quase dois anos e ela não queria mesmo fazer à revelia, sem dizer aos pais, como muitos filhos o fazem.
Eu tinha mesmo que concordar minimamente e só eu é que podia ir com ela.
Sim, eu normalmente tenho que estar sempre presente em muita coisa.
Até que um dia, quase com 18 anos, lá tive que me resolver e lá foi a bela da Kristy acompanhá-la e eu fiquei lá sentada ao pé dela e punha a mão à frente da cara, mas com os dedos abertos, para espreitar um bocadinho.
E quando cheguei a casa, levei um grande raspanete, principalmente da minha outra filha...  pale
“Que horror” - “como é que é possivel tu teres deixado fazer uma coisas destas” - “alguma vez, eu ia deixar a minha filha  fazer isto” - “Eu se fosse a mãe dela, não teria deixado e havia de ser comigo” etc. etc.
Depois eu disse-lhe: “olha, se continuas a falar assim, ainda vou fazer um também”.  tongue

Na minha opinião, não vale a pena, estar a contrariar alguém, porque mais tarde ou mais cedo, fazem-no à mesmo e por vezes, os resultados podem ser ainda piores. Eu prefiro assim, do que fazerem qualquer coisa às escondidas e temos que aprender a respeitar os gostos e opiniões dos outros...   tass bem
Também sempre as deixei ir a todo o lado e desde que eu soubesse com quem iam, como iam e para onde iam, estava tudo esclarecido. Por exemplo, quando chegavam ao local da festa, tinham que telefonar e também tinham que telefonar novamente, quando chegassem a casa da amiga, para dizer que já tinham chegado. Seja à hora que for, elas fazem isso ainda hoje.  tass bem
Ás vezes, uma delas dizia, que o local da festa era no sítio “A”, mas na realidade eu sabia mesmo por ela, que afinal até era no síto “B”, para que a outra irmã não soubesse pormenores.
Muitos filhos não dizem nada disso...  Sleep

Toma lá mais um baldinho de areia...

E eu sempre, desde pequenas, deixei-as fazer quase de tudo o que elas gostassem e tentei sempre de não as limitar em nada e incentivar o seu desenvolvimento intelectual e a conseguirem pensar mesmo por elas, pelas minhas orientações.
Gosto que elas sejam livres de pensamento e que consigam desenvolver de uma forma saudável, ponderada e pensada tudo o que lhes vier parar à frente, na vida delas. E elas sabem disso e hoje em dia, elas conseguem ter um excelente raciocinio, são muito espertas e conseguem conviver e estabelecer conversas com qualquer tipo de pessoa. Elas conseguem falar com qualquer pessoa, seja ela de nível muito alto e ou muito baixo, com “chungas” e com “bétinhos”. E elas têm muito carisma e são muito humanas, comunicativas e corajosas.

Se elas são bem educadas? Dependo do ponto de vista.  Suspect
Normalmente costumam dizer-me: “Tens umas filhas tão bonitas e bem educadas e gosto mesmo delas”  sunny
Na realidade, para mim, são mal educadas! Sim são do piorio!  affraid


Sou principalmente amiga, uma amiga conselheira, porque o meu papel de mãmazinha autoritária, está quase a acabar....   Ou vocês ainda dão satisfações da vossa vida às vossas mães?

E quando elas foram completamente independentes e eventualmente vierem a ter filhos, penso que só mesmo nessa altura elas se vão lembrar de muitos episódios das nossas vidas e perceber realmente tudo o que tenho vindo a fazer por elas....

E então... terei sido responsável ou irresponsável??
E lá vai mais um baldinho de areia...
E lá vai mais uma colher de pau para mim...

Pois, eu também peguei na colher de pau, mas foi para ir mexer outra vez na minha caldeirada e eis que cheguei à triste conclusão: não dou mesmo para cozinheira!

Infelzmente, a minha caldeirada evaporou-se!  affraid
Quando espreitei para dentro do tacho, para ver a caldeirada, vi que ela se tinha evaporado, com tanto tempo ao lume e espantada com aquilo que estava a ver no fundo do tacho, inclinei-me de mais para espreitar e caí de cabeça para dentro do tacho e começei logo a pensar: “agora é que vou mesmo levar com a colher de pau!”
Depois, lá consegui saír de dentro do tacho, e quando dei por mim, estava a tirar umas tiras de lulas dos meus ouvidos e quando olhei para o espelho reparei que os meus cabelos estavam um pouco diferentes, até que percebi que afinal até estava com um polvo em cima da minha cabeça, e que os seus tentáculos se estavam a confundir com os meus caracóis. Até estava engraçado e achei que até podia ser uma nova moda!

Fui para cima do meu camião e atirei o polvo para bem longe e eis que milagrosamente foi cair na cabeça de alguém....

Olha, agora só há mesmo as postas de pescada do IT e desconfio que foi ele que ficou com o polvo!
Querem ver...



Agora já acabei....
(este ano  Morrer a rir  Morrer a rir  Morrer a rir


Até para o Ano
cheers
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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Ana Cláudia em Sex Jan 02 2015, 20:01

@Kristy123
Li, e vou responder, um destes dias :-)

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Investigando a Torre em Sex Jan 02 2015, 21:33

@Kristy123 escreveu:
Olha, agora só há mesmo as postas de pescada do IT e desconfio que foi ele que ficou com o polvo!
Querem ver...

Hummmmmmmm!  confused

Queres desenvolver?

Era para veres se eu lia o teu romance até ao FIM? Morrer a rir

IT


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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Kristy123 em Sab Jan 03 2015, 10:10

@Investigando a Torre escreveu:
@Kristy123 escreveu:
Olha, agora só há mesmo as postas de pescada do IT e desconfio que foi ele que ficou com o polvo!
Querem ver...

Hummmmmmmm!  confused

Queres desenvolver?

Era para veres se eu lia o teu romance até ao FIM?  Morrer a rir

IT

 - És muito engraçado....   farao     Se eu quero desenvolver?
    Sim, se quiseres, posso desenvolver com mais 25 páginas...    nhanha     Morrer a rir Morrer a rir Morrer a rir
 - Tu não lês ou não ligas nada áquilo que eu escrevo...  Angry
      Até acho que não leste nada e só viste a parte final com a tua foto.  Morrer a rir   lingua
 - Acho que os novos ingredientes das postas de pescada surgiram na página 4 Hmmmm...
 - A minha vida é um grande romance caramba
- Não percebo esse: Hummmmmmmm!   confused
   Isso quer dizer que ainda estás com a boca cheia e é por isso que ainda não me desejas um bom ano novo  Question
  Sleep Sleep
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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Investigando a Torre em Sab Jan 03 2015, 19:54

Hummmmmmmmm! confused

E as "postas de pescada" onde ficam?

Ora, desenvolve lá... pelo menos até ao final do 2015, que certamente irá ser um ano excelente para ti. tass bem

IT


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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Kristy123 em Dom Jan 11 2015, 18:54

Sim, @Atena,

Não tem pressa e quando te for oportuno e mesmo só se quisieres, podes dizer qualquer coisa sobre aquilo que tenho escrito aqui neste tópico. A bem dizer, este também é um dos tópicos cujas questões diversas provavelmente não terão fim e estarão também em constante alteração e crescimento, tal como ou os nossos filhos...

Não posso deixar de voltar a mencionar um de alguns outros exemplos e pontos de vista, relativos à educação dos nossos filhos, que também já foram apresentados aqui. Gostaria que ficasse bem claro que ao voltar a referir alguns desses exemplos de educação, não é com a finalidade de vir a criticar essa postura. Simplesmente direi que não consigo concordar com algumas formas e pontos de vista, na educação dos filhos,  que vou observando por ali e por acolá, assim como eu também tenho perfeita noção que muitos de vós também não concordam com a minha própria postura, relativo à educação dos meus filhos. E eu aceito isso! E é em base desse diálogo salutar, que eu me disponho a revelar o que eu tenho feito ou o que faria em situações semelhantes. Sim, porque situações destas já eu tive muitas parecidas e as respostas dos nossos filhos, consoante a idade deles, é basicamente sempre a mesma. Vou pegar na primeira parte de um do exemplo real e até vou utilizar as mesmas respostas da “Filha” e a partir daí,  vou relatar a mesma situação, mas transposta à minha realidade, porque tudo isto também já aconteceu comigo...

Então aqui vai :

- "Filha... vai fazer os trabalhos da escola"
- "Não vou, não me apetece, deixa-me em paz"
- "Filha, não me respondas assim, é falta de respeito, já chega de diversão, vai fazer os trabalhos. Tens 3 minutos para terminares o que estás a fazer".

(5 minutos depois)

- "Filha, já estás a fazer os trabalhos? "
- "Aaaargh, chatice, não quero, faço amanhã, não me chateies! "

(dialogo assertivo, frente a frente)

.
.
.
.

Neste exemplo, não percebi este diálogo assertivo, porque foi tão resumido, tão resumido,
que para mim até foi inexistente.
......................................
Agora vamos ao meu relato:

Mãe: - "Filha... vai fazer os trabalhos da escola"
Filha1: - "Não vou, não me apetece, deixa-me em paz"
Mãe:   -   A mim também não me apetece muita coisa, mas tu sabes que tens que fazer os trabalhos.
A mãe aproxima-se da filha e diz: -  Ai, hoje estás com a mosca.... estou a ver, que hoje correu-te mal o dia na escola.
Filha1:  -  "Aaaargh, chatice, não quero, faço amanhã, não me chateies! "
A mãe olha para a filha com um ar muito sério, vira inesperadamente as costas à filha e sai do quarto, dizendo:
- Então não queres fazer os teus trabalhos da escola. Tudo bem! Não sou eu que tenho que mostrar o  
trabalho ao professor e não sou eu que fico com uma má nota! Agora também não quero saber disso para nada!
Tu é que sabes, o problema é teu!

Silêncio
Ao fim de 5 minutos

Filha1: Mãe....
Silêncio

Filha1: Mãe, anda cá....
Silêncio

Filha1: Mãe, anda cá...
Mãe: - Agora não posso, estou ocupada!
Filha1: Mãe, anda cá, preciso da tua ajuda...
Silêncio
Filha1: Mãe, anda cá, por favor, quero-te contar uma coisa...
A mãe aparece no quarto da filha e aproxima-se dela
Mãe: (com cara e voz desinteressada) – Diz...
Filha1: Estou chateada....
Mãe: Então, o que é que se passa?
Filha1: Hoje, na escola aconteceu uma coisa no recreio comigo e com os meus amigos....

             (dialogo assertivo, frente a frente)

(todo o tempo necessário, até ficar tudo esclarecido!)

Mãe: .... agora já sabes, o que podes dizer aos teus amigos e como tens que agir da melhor forma
e como vês, tudo se resolve, com um bom diálogo....
Filha1: Pois, é mãe, tens razão. Olha, sabes, também não percebo nada destes trabalhos de casa
Mãe: Então, mostra lá o que tens que fazer aqui.
A mãe pega no cadero e começa a ler o trabalho e pensa: ... m****, não percebo nada disto....
A mãe vira-se para a filha e diz: O quê, só isto? Mas isto é muito fácil! Tu fazes isto em 5 minutos e com uma perna às costas!
Filha1: Mas eu não percebi nada do que o professor disse!
Mãe: - E sabes, porque não percebeste? Porque estavas a pensar na conversa que tiveste com os teus amigos e não estavas concentrada! E isso não pode ser!
Filha1: Mas eu também não gosto do professor! Ele não explica nada...
Mãe: - Mas tu não tens que gostar dele. Tu só tens que ouvir o que ele te explica e ficar mais atenta e se tiveres alguma dúvida, tens que perguntar, porque é por isso que ele está lá para ti e se tu perguntares, ele vai-te ajudar! Entendido?!
Então diz lá, como é que o professor explicou este exercício e vamos agora comparar com aquilo que escreveste no teu caderno e o livro. Recapitula lá, para eu ver, se está certo....
Filha1: - Então primeiro tens que fazer assim... e depois disso, tens que fazer assim....
Mãe: - Sim, é isso mesmo! Então começa lá a fazer o exercício e daqui a 5 minutos eu volto outra vez, para ver, se ficou tudo bem. Concentra-te lá e despacha-te, porque eu ainda te quero contar uma novidade...
Filha1: - Está bem...
Ao fim de 10 minutos
Filha1: Mãe, já está. Anda cá ver, se está bem.
Mãe: - Então, mostra lá....  Parece que está tudo certo e como vês, até foi rápido e não achas que foi melhor, fazeres este trabalho agora, do que amanhã...  Ou estavas a pensar em fazê-los amanhã à pressa na sala de aulas e copiares da tua colega? Não achas, que foi melhor assim?
Filha1: - sim mãe, tens razão, assim foi muito melhor e obrigada pelos teus conselhos sobre o que se passou comigo e com os meus amigos. Agora é que eu percebi e já não estou tão chateada!
A filha1 abraça a mãe e começa a dar-lhe beijinhos.

Entretanto, a filha2 ouve as duas a falar e vem a correr e ao ver as duas abraçadas, diz:
- O que é que vocês estão a fazer aí as duas?
Filha1: - A mãe está a dar-me beijinhos...
Filha2: - Eu também quero!!!!
A filha2 aproxima-se da mãe e afasta a filha1 e agarra-se ao pescoço da mãe, a dar beijinhos.
Filha1: - sai daqui, eu estava aqui primeiro!
Filha2: - não, agora sou eu e a mãe gosta mais de mim do que de ti!
Filha1: - não é nada! A mãe vai-me contar uma novidade e a ti não vai!
E com isso tudo, ficam as duas aos empurrões, a ver, quem é que consegue abraçar e beijar
com mais força a mãe.
Mãe: - Socorro, já estou a ficar com falta de ar!
Filha1 para a filha2: O que tens aí no saco.
Filha2: - são as minhas pipocas...
Filha1: - Dá-me lá umas pipocas!
Filha2: - Não, agora não dou e sai a correr do quarto....
A filha1 vai a correr atrás dela e a mãe também....
A mãe, quando chega à sala, ainda vai a tempo de ver o saco das pipocas a voar pelo ares e a levar com
umas pipocas na cabeça, enquanto uma corre atrás da outra...    Tudo por causa de uma pipoca!
Mãe: - Párem já imediatamente com isto. Olhem que eu vou buscar a colher de pau!
Filha1: - Yeehh, sim, boa ideia, mãe!
Filha2: - Yeehh, sim, a mãe vai fazer um pudim!!!
Mãe: - Sim, pode ser, mas só se vocês apanharem as pipocas todas do chão...
e aquela que conseguir apanhar mais pipocas, pode rapar o tacho do pudim!
Filha1: - sou eu....
Filha2: não, sou eu...
Mãe: - então, vamos ver, quem é a primeira a chegar à cozinha com mais pipocas...
Filha1: - tenho fome....
Filha2: - Também tenho fome e o que vais fazer?
Filha1: - Ohh, então é bife com arroz ou massa com carne
Filha2: - pois, ou carne com massa ou arroz com bife!
Mãe: - pois é.... é o mais rápido agora.... e ainda vamos fazer um pudim.

Depois do jantar....
Mãe para a filha: - Vá, despacha-te lá e vai-te já deitar, porque amanhã de manhã temos que nos levantar uma hora
mais cedo, porque tens  que recapitular as 4 folhas de perguntas/respostas para o teu teste de história que vais ter amanhã!
Lembras-te?!
Filha1: - Pois é, mãe, não me esqueci... como de costume, nos dias em que há testes!
Mãe: - Se o teu despertador tocar primeira, vens acordar a mãe, ok?!
Filha1: - Sim, mãe, eu acordo-te! Mãe, eu gosto muito de ti e eu preciso tanto de ti...
Mãe: - Sim, filha, eu também gosto muito de ti e eu também preciso muito de ti!

A filha2 também se deita...
Mãe: - Quem começa a dizer a primeira das 3 orações muito pequenas, que já sabem de cor e salteado?
.......

Mãe: - durmam bem, as duas...

15 min mais tarde...
Filha2: - mãe, mãe, anda cá depressa, ouvir ela a ressonar...
A filha2 levanta-se e diz: - estou com sede...  e ainda há pudim?
Posso comer a minha taça de pudim e a da mana, porque ela agora também já está a dormir?
Mãe: - Podes comer a tua, mas a da mana não... mas posso dar-te metada do meu pudim. Queres?
Filha2: - sim, mãe, anda..... vamos comer o pudim as duas juntas!
Filha2: - Mãe, não tenho sono nenhum ....  anda, vamos ficar aqui juntinhas, que eu vou-te contar uma coisa ao ouvido
e quero-te fazer umas perguntas...
----------------------------------------------------------
Gostaria de vos dizer, que tudo isto já aconteceu e era assim, nas idades compreendidas até aos 12/13 anos.
A partir daí, as circunstãncias foram mudando e inicia-se a chamada “idade do armário”.
Ou seja, psocologicamente, ainda mais exigente!

Hoje vou ficar por aqui....
Porque para a próxima vou falar sobre o tema, que no fundo deu início a este tópico

" Um pai coloca grades na janela do quarto do filho e tranca a porta durante a noite..."

affraid


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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Investigando a Torre em Dom Jan 11 2015, 20:02

@Kristy123 escreveu:

" Um pai coloca grades na janela do quarto do filho e tranca a porta durante a noite..."

affraid


Kristy

Conclusão: Filhas mal educadas...  Morrer a rir  Morrer a rir  Morrer a rir

Pronto... ellipsis, espero que não tenhas as orelhas a arder! Morrer a rir Morrer a rir Morrer a rir
É melhor colocares as "barbas" de molho (se as tiveres)... Morrer a rir Morrer a rir Morrer a rir

IT


Vamos trabalhar juntos para manter neste fórum um ambiente limpo e amigável. Bons comentários!

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por River raid em Sab Maio 09 2015, 16:09

O amor pode ser confundido das mais variadas maneiras...

Há aqueles pais que prometem aos filhos Playstation´s (ou outros bens materiais) na condição de serem assíduos nas reuniões e na pregação. É confundido com amor.
Creio que esta pratica acontece muito em famílias cujo "chefe de familia" pretende subir de cargo...

Será que é sempre assim? Nãããããã...

Conforme vocês sabem há aqueles que pretendem subir na empresa tendo uma atitude austera, com a justificação de terem "amor" à Organização de Deus.

Por exemplo, conheço um casal (com um filhote pequeno) cujo "chefe de familia" é um autêntico puritano, uma das preferências dele é oferecer-se para liderar Comissões Judicativas, coisa que a pobre alma executa sem dó nem piedade.
Comissão onde ele presida é desassociação garantida!

O ilustre personagem é muito austero, nada amoroso, nada perdoador, se ele é assim na congregação fará em casa. É aquele tipo de homem que, no mundo, muito dificilmente conseguiria ter a companheira que tem (ela era bonita, afável, educada mas está cada vez pior). Acho que aquela criança e a esposa irão desenvolver sérios problemas psicológicos. A criança não convive com ninguém, nem mesmo as crianças da congregação. A mãe é retraída, submissa, só a vejo a sorrir quando está falando com algumas irmãs. O "cromo" tem um emprego em part-time, recebe uma miséria, talvez para melhor servir o "Reino", não fosse a família a ajudar e talvez nem dinheiro tinham para comer.

Acreditem que este pequeno relato é verídico, vocês também devem ter visto ou experimentado em primeira mão situações análogas. A conduta "amorosa" dele não passa despercebida à maior parte dos irmãos, o clima é mesmo de terror o que motivou um discurso por parte do Coordenador apelando ao amor dos anciãos pelo "rebanho".

Eu sei que não devemos julgar os outros, sempre que apontamos o dedo a alguém temos 3 dedos a apontar para nós mas eu reconheço meus erros, não vivo de aparências e seria incapaz de privar um filho meu do que quer que fosse (com equilíbrio...) em prol duma religião no qual nem é certo que ele consiga fazer "carreira". Porém, desejo-lhes sorte e que Deus esteja com eles.


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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Kristy123 em Dom Nov 15 2015, 14:42

Olá,

Este assunto foi escrito no tópico: Aqui  e decidi repetí-los aqui, porque neste tópico estão alguns pontos de vista sobre "Educação" e quem tiver paciência, poderá começar a lê-lo a partir da página 1, onde eu própria também falo como eu vejo a educação dos filhos, em pleno século 21. Very Happy

@Maer escreveu:
@Altar escreveu:Eu tenho 2 filhos, um de 12 e outro de 16 anos

o mais novo há umas semanas atrás andava-se a portar muito mal na escola, era raro o dia em que não havia recados dos professores

a mãe discutia e discutia e ameaçava, eu pela minha vez ouvia as discussões e ia enchendo e enchendo....

o garoto num dos dias da semana sai mesmo à justa da escola para ir para os treinos do futebol, logo eu exijo que ele tenha a responsabilidade de deixar o saco com o equipamento pronto para eu o ir buscar à escola assim que eu saia do emprego, é mesmo tudo à justa

houve um dia desses que ele saiu de casa para um vizinho, colega dele da turma, fechou a porta da casa com a chave no trinco por dentro, e ninguém conseguia entrar....a minha mulher até teve que ligar para os bombeiros...lá conseguiu depois abrir com uma radiografia

explodi, disse para mim : é agora !!!

esteve 4 dias sem ir ao futebol e sem o seu smartphone

esperava eu que tinha aprendido a lição

ontem fui buscá-lo à escola para mais um treino de futebol

entrou no carro a chorar, e chorava e soluçava

obviamente que eu nem arranquei com o carro :

- João, o que foi ?! porque estás a chorar ?! fizeram-te alguma coisa ?! bateram-te ?! o que foi ?! diz-me...

depois de alguma insistência, entre soluços disse-me :

- não posso ir ao futebol

e eu ainda sem entender :

- não podes ?! o que é que foi ?! diz-me

- recebi agora outro recado da professora

ou seja portou-se outra vez mal e estava completamente cheio de medo que eu o castigasse novamente

partiu-me o coração, conta-se pelos dedos de uma mão as vezes que lhes dei palmadas

Quem sabe o que é ser-se Deus, Jesus diz que é Pai

e quem sabe o que é ser-se Pai e Mãe ?

eu sou um mau pai ?!

A Bíblia nos ensina a sermos pais, pois ela fala de disciplina, que por sua vez pode assumir várias formas.A Bíblia menciona que não devemos "irritar os nossos filhos" obviamente uma disciplina mal aplicada vai causar "irritação" ou seja, traumas que podem afetar toda uma vida.Mas,o assunto a que estamos tratando envolve o amor de Deus, o Pai todo poderoso. Deus demonstrou amor tão grande que permitiu o sacrifício de seu filho Jesus para salvar a humanidade, do contrário, talvez não estivéssemos mais aqui. Conforme já colocado, para sustentar a salvação de todos foi preciso vários sacrifícios ao longo do caminho até a chegada do messias.A luta nesse ínterim foi contra um inimigo cruel, que fez o que fez com Jó, e tentaria impedir de todas as formas a chegada do salvador Jesus.Mas já foi mencionado que todos os que morreram no percurso pela causa da salvação da humanidade, podem ser ressuscitados, ou seja, Deus tem sempre o controle da situação sem que a nossa liberdade seja violada, algo totalmente impossível para nós humanos.Por isso, não temos capacidade de julgar a Deus...


Altar,

Pelo que te conheço daqui do Forum, posso dizer-te que acho que és um pai atento e atencioso com os teus filhos e por isso diria que és um bom pai e neste momento até nem te deves culpabilizar de nada.

Sabes, educar os filhos hoje em dia, não é tarefa fácil, e tendo tu um filho com 16 anos (idades complicadas) e outro com 12 anos, já percebeste, que afinal o mais novo te irá dar mais preocupações que o mais velho te teu, pelo menos, quando ele também ainda tinha 12 anos.

Altar: penso que fizeste muito bem em ele ter ficado de castigo durante 4 dias e conseguiste verificar, no momento em que o teu filho já sabia que iria provavelmente ficar outra vez de castigo, porque voltou a portar-se mal.

Mas não disseste, se de facto, ele voltou a ficar de castigo ou não???!!??

O que importa, é saberes, porque razão ele tem tido alguns problemas na escola.
Foi "só" porque respondeu mal á professora? Não fez os trabalhos de casa? Faltou ás aulas? etc.  
A tua obrigação como pai, deve agora ser descobrires os motivos ou as razões que levaram a que a professora se queixasse e por isso é importante falares com ela para saberes todos os pormenores.
Deixa estar, que o teu filho não fica sem um braço, se ficar uns dias sem telemóvel ou se não o levares ao futebol. Estas são as medidas mais assertivas, porque são estas que ele mais gosta. E quando decidires aplicar um castigo (que não deverá ser dificil) NUNCA deves voltar atras com a tua palavra, por mais que te custe.

Nesta altura do campeonato  Morrer a rir , tens que começar a ficar muito atento e saberes, com quem ele anda, onde anda e o que anda a fazer no seu tempo livre e porque motivo diz ou faz algo menos "educado".

É muito bom e sempre admirei a tua paciência quando falas dos teus filhos e que os levas ao desporto, mesmo que não te apeteca muito andar aí de um lado para o outro. Aproveita agora estes seguintes anos, porque ainda vão exigir ainda mais de ti.  Twisted Evil  Twisted Evil  Twisted Evil
O diálogo entre os teus filhos é fundamental para que tudo corra ainda melhor e eu acho mesmos, que os vossos filhos estão em boas mãos.  tass bem

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Altar em Ter Dez 01 2015, 22:20

Falei disto no contexto do Deus Pai, naquela vertente negativa : aquele que castiga, aquele que mata

e então dei o meu exemplo nesse contexto de Pai que ama imenso os seus filhos mas que castiga, para os corrigir

se eu não os amasse não os tentaria corrigir, só se castiga quem se ama, podia fazer como um pai ausente que os deixasse andar na rua até 2 da manhã ou 3, andar em bandos, e lhe desse a liberdade toda, e lhe desse também dinheiro que ele quisesse para gastar onde quisesse...

na verdade nós só sabemos criticar Deus, mas não fazemos a mínima ideia do que Ele faz por nós, se calhar dá-nos tudo e nós não damos valor a nada, e se calhar não sabemos bem o que é o Amor

bem, não sei....fica ao critério de cada um pensar e reflectir

e como estamos no tópico do Amor, e porque Woody Allen faz hoje 80 anos :

"Amar é sofrer. Para evitares sofrer, não deves amar. Mas, dessa forma vais sofrer por não amar. Então, amar é sofrer, não amar é sofrer, sofrer é sofrer. Ser feliz é amar, ser feliz, então, é sofrer, mas sofrer torna-nos infelizes, então, para ser infeliz temos que amar, ou amar para sofrer, ou sofrer de demasiada felicidade - espero que estejas a perceber."

Love and Death (1975)

http://www.citador.pt/frases/citacoes/a/woody-allen



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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por River raid em Ter Dez 01 2015, 23:25

Altar, falas muito em "se calhar isto" ou se "calhar aquilo"... e o vazio que sentimos dentro de nós? Não é a ICAR, tampouco as TJ´s que irão preenchê-lo.

Eu senti esse vazio e juro-te: ao tentar preenchê-lo com as doutrinas e mandamentos das TJ´s tornei-me fanático ao ponto de massacrar minha ex-companheira por coisas tão simples como criticá-la (severamente)   POR a pobre senhora não estar com disposição para ir a uma simples reunião.

nem imaginas o quão arrependido estou de tratar mal psicologicamente minha ex-mulher.

Minha obrigação era compreensão e carinho e não brutalidade psicológica em nome duma religião, seja ela qual fôr.

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Altar em Qua Dez 02 2015, 12:46

@River raid escreveu:

Altar, falas muito em "se calhar isto" ou se "calhar aquilo"...


Porque não há certezas, não se pode provar nada, nem demonstrar nada

as pessoas neste mundo não têm certezas de nada

a tua realidade é diferente da minha e diferente da dos outros, a minha idem, e a dos outros per si também

por isso há guerras, por isso há mortes, por isso há misérias, porque só as nossas certezas individuais são as certas

até quem é livre como um passarinho julga ter a certeza do que é liberdade, mas a liberdade o que é quem a define com toda a certeza ?


@River raid escreveu:

e o vazio que sentimos dentro de nós? Não é a ICAR, tampouco as TJ´s que irão preenchê-lo.


julgo que em algum ponto das nossas vidas todos sentimos um vazio

mas isso é a minha certeza a falar



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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

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