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Até que ponto pode ser confundido o amor?

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Ana Cláudia em Seg Jul 07 2014, 23:54

@Kristy123 escreveu:

----------------------------------------------------------
Tema: "Os Pais são pais, não são amigos da escola"

Pois é, eu diria que quase todos os dias ouço muitos pais a dizerem isso.

Pois eu concordo…. e ao contrário também….
porque eu não vejo as coisas assim dessa forma tão linear….

Se quiserem, posso falar disso ....

Claro que quero! Para que depois eu também possa desenvolver aqui a resposta ao teu post.  Very Happy 

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por mjp em Ter Jul 08 2014, 00:42

Tópico muito interessante. Não conseguiriam sistematizar um bocadinho mais as vossas opiniões?

Por exemplo: a disciplina/educação para a vida e para a sociedade decorre da aceitação da autoridade de quem a ministra. Então, como é que o educador pode ganhar tal autoridade? Depois sim, qual é a disciplina/educação mais correcta?

Finalmente, então, se se verificar que o educando não está a atingir os objectivos da educação, o que fazer para o ajudar.

Estamos, obviamente, a falar dos tais casos "problemáticos". E já agora, se não for pedir muito, o que é que consideram ser um caso "problemático" e porquê.

Obrigado.
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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Agnostic em Ter Jul 08 2014, 16:26

Kristy,

respondendo ás tuas questões de forma sucinta, já que o essencial está dito.

os exemplos que referes constituem desvios face ao padrão global, na sociedade. São as excepções. É claro que se tiver nascido filho de gajo rico e poderoso, tenho uma viagem até ao topo muito facilitada, em que são eliminadas ou amputadas muitas das etapas reservadas aos restantes. Isso não muda uma palavra relativamente ao que tinha dito quanto ao exercicio parental da autoridade sobre os fedelhos. É que, apesar de tudo, o filho do Bill Gates pode ter tido uma educação parental muito melhor do que a minha ,que sou um Zé ninguem. Chegar ao topo depressa, e sem passar pela subalternidade, implica maiores possibilidades de gerar chefe imbecis, do ponto de vista do relacionamento com os outros. Mas não tem que ser assim, se a formação parental de base tiver sido a adequada. Ainda assim, numa situação dessas, o que questionaste foi o relacionamento de cima para baixo, e não o inverso, e era do inverso que tinha falado. Quem está por cima, não tem necessáriamente que respeitar quem está por baixo. Pode ser um imbecil, e não ser prejudicado por isso, visto que está por cima. Já na situação oposta, a coisa não funciona assim. Se hostilizas e desrespeitas (ainda que tenhas razão!) os teus superiores, vais fazer carreira para outra freguesia, que naquela já não te safas.



"meu amor eu gosto tanto da forma como tu gostas,
mas por favor anda buscar as tuas unhas ás minhas costas" - Sérgio Godinho
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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por mjp em Qua Jul 09 2014, 11:48

Vão deixar cair o tema?

Fiquei com a ideia que ainda havia pessoas que tinham algo a expor.

Fiquei na expectativa... Crying or Very sad 
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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Kristy123 em Qua Jul 09 2014, 16:43

mjp,

Calma, que eu estou a preparar a caldeirada....  Morrer a rir Morrer a rir Morrer a rir

Agora até estou a pensar em demorar mais um bocadinho, para tu vires aqui ao forum várias vezes por dia. Wink
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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Ana Cláudia em Qua Jul 09 2014, 17:18

@mjp escreveu:Vão deixar cair o tema?

Fiquei com a ideia que ainda havia pessoas que tinham algo  a expor.

Fiquei na expectativa... Crying or Very sad 
Eu estou á espera da Kristy. Só falo depois.  Very Happy

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por mjp em Qua Jul 09 2014, 19:48

Atena escreveu:
@mjp escreveu:Vão deixar cair o tema?

Fiquei com a ideia que ainda havia pessoas que tinham algo  a expor.

Fiquei na expectativa... Crying or Very sad 
Eu estou á espera da Kristy. Só falo depois.  Very Happy


Mas não se esqueçam deste tópico.

Eu, como não podia deixar de ser... tenho umas ideias a este respeito que nem me atrevo... Morrer a rir  não me atrevo a divulgá-las nem as aplico, pois claro. Coitadinho do meu filhote... as minhas loucuras só eu tenho de as suportar... Morrer a rir 

Mas mais a sério: este tópico é muito interessante e eu ainda não consegui ler tudo com a devida e merecida atenção. Mas vou ler...  Very Happy 

bjnhs e abraços a todos.

mjp

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Kristy123 em Qui Jul 10 2014, 20:46

Olá a todos,
e meu caro mjp,

Outra vez a dizer que queres ir de férias…  Rolling Eyes 

Então estou eu aqui muito descansadinha a preparar a minha grande caldeirada e lá vens tu agora com novos ingredientes…  affraid 

Já pareço a carochinha à volta do tacho e depois da caldeirada estar feita, quem vai cair para dentro desse grande tacho, sou mesmo eu e depois ainda por cima vão-me todos bater com a colher de pau.  Morrer a rir  Morrer a rir  Morrer a rir 

Agnostic, agradeço o teu feedback, depois de leres, o que eu escrevi. Eu respeito muito as tuas opiniões e eu sei, que muitas ou a maior parte das pessoas pensam exactamente assim como dizes….

Mjp, como eu sei que a Atena sabe aguardar e tu andas aí com uns grandes apetites, vou servir aqui uma pequena entrada.

Apesar de me considerar uma pessoa bastante metódica, lamento informar-te que eu sei que não tenho a tua capacidade de raciocínio rápido e lógico (e como de outros foristas que eu também admiro muito) e falta-me uma certa habilidade de conseguir sistematizar um tema de conversa. Normalmente eu até costumo ficar sempre calada, mas quando eu exponho alguma coisa, eu falo daquilo que eu acho, sem grandes rodeios, porque sou muito espontânea, frontal, livre de pensamento e direta nas minhas respostas, o que já tem chocado algumas pessoas.  affraid 

Vou tentar responder a uma das tuas questões :

“a disciplina/educação para a vida e para a sociedade decorre da aceitação da autoridade de quem a ministra.“  

A minha resposta:
De um modo geral, eu diria que sim.
A autoridade exercida (ex.: pelo chefe ou pais) deverá ser aceite!

Exemplo A: O empregado deve aceitar a autoridade do seu chefe.
Mesmo que não gostes do teu chefe e não concordes com a autoridade imposta por ele, e até mesmo se fizeres a tentativa de expores o teu ponto de vista (e duvido que ele te queira ouvir), o resultado final na maior parte das vezes será este:
De certa forma, serás sempre obrigado a aceitar a autoridade imposta por ele e sem grandes diálogos, porque na sociedade onde estamos inseridos, assim o exige e acabamos por dizer: “eu aceito esta autoridade, porque até fui educado assim e eu sou bem-educado e estou aqui para cumprir ordens e até não posso perder o meu emprego...”.
No entanto, no teu íntimo, sabes perfeitamente que não concordas com essa autoridade ministrada e por cúmulo, o teu chefe até te chega a dizer, que ele próprio também não concorda com certa medida ou autoridade que por sua vez também lhe terá sido imposta por outros hierarquicamente acima dele.

Hilariantemente chegam os dois a acordo, que ninguém aqui está de acordo!

Assim, não te resta outra alternativa, em te conformares e adaptares a inúmeros situações impostas, quase que incontornáveis, porque a sociedado assim o exige.

É o chamado: “come e cala-te”.... e/ou  “Quem manda aqui sou eu”

E agora eu pergunto:
O meu Exemplo A)  também deverá ser aplicado da mesma forma e no dia a dia com os nossos próprios filhos?

Exemplo B: A criança deve aceitar a autoridade dos seus pais

O objectivo ou o resultado final pretendido pela autoridade é sempre mesmo:
A aceitação da autoridade de quem a ministra.
Ou seja, quem dá a ordem, quer que seja cumprida!
Eu já nem ponho isso em questão, mas a minha questão é mesmo outra….
   
    Tem a ver mais com: A forma ou a maneira com que a autoridade é ministrada
   (boa e assertiva atuação),

    Actuação essa, que leva um indivíduo:

    - a aceitar de uma forma voluntária (boa e assertiva aceitação)    
       --> concordância

    - a aceitar de uma forma contrariada (má aceitação)  
        --> não-concordãncia

Existe uma grande diferença entre:

1) o exercico de uma autoridade imposta,
       em que conta a opinião e atitude daquele que a ministra,    
       ignorando qualquer opinião do aceitante
           --> decisões unilaterais
        e
    2) - o exercicio de uma autoridade não imposta,
        em que conta a opinião e atitude daquele que a ministra,
        ouvindo qualquer opinião do aceitante  
           --> decisões bilaterais


Exemplo B: A criança deve aceitar a autoridade dos seus pais
Já disse que sim…
   Mas….

Vamos supor que eu chamo a criança para ir almoçar e ela diz-me que agora não lhe apetece e que agora não quer (porque se calhar quer continuar a brincar). Se numas breves tentativas, eu não conseguisse fazer valer a minha autoridade  
- se ele não me obedecesse -
e não conseguisse convencê-la do contrário (até porque sabemos que eles são teimosos e até fazem birras, etc) digo-vos que a minha estratégia, por exemplo, não seria esta: “sentas-te agora mesmo à mesa e fazes o que EU quero, porque EU é que MANDO e eu só quero o teu bem e ponto final parágrafo… ”


As minhas frases a aplicar poderiam ser estas:

“ Está bem, podes comer mais logo, mas depois vais ter que comer tudo frio e também não sei, se depois ainda sobra alguma coisa porque eu estou a gostar muito desta comida que está muito boa e se calhar ainda vou comer isto tudo.....”

“ se tu comeres agora, é muito melhor, porque está quente, se não, vais ter que comer mais logo tudo frio, mas se tu gostas assim….”

“se tu te sentares agora já à mesa e comeres tudo e não perderes tempo, vais ter muito mais tempo para podes ir brincar logo a seguir…

Agora pensa lá bem…. E decide tu…..

Curiosamente o próprio desinteresse que se dá às situações por vezes surtem mais efeito. Por vezes, dar demasiada importância e atenção, pode estragar muita coisa….
e o factor “subtil desinteresse” ás vezes é suficiente para os fazer pensar e contrariar e levá-los a falar e a pensar e conduzi-los áquilo que NOS queremos!
Eu tento estabelecer um diálogo directo e aberto com a criança para saber o que ela pensa e o que gosta e para eu própria descobrir, qual a razão da relutância dela. Só assim, é que eu consigo ajudá-la….
Eu tento levar a criança a transmitir a sua opinião pessoal, sem medos e sem rodeios, e fazê-lo pensar e a raciocinar e a dialogar comigo, sem recalcamentos e com muita liberdade de expressão.

E mesmo, se ele insistir em não querer comer e nós pensarmos que agora o nosso filhote vai “morrer à fome” e que essencialmente pensarmos que estamos a perder a nossa autoridade com esta situação, teremos que fazer o que dissemos que iríamos fazer!
Ou comemos o comer dele, (e ele vai ficar chocado) ou ele vai comê-lo frio, (ele vai ficar arrependido). Podem ter a certeza que para a próxima, a criança irá comer tudo a correr, porque ele próprio irá reconhecer que foi ele mesmo que decidiu de uma forma errada em não querer comer e a consequência foi ter ficado cheio de fome. Foi uma decisão mal tomada. E é assim que se aprende uma lição….  
É assim que se começa a ensinar-lhes que o melhor é mesmo ouvir mais as decisões da autoridade, porque começam a perceber, que nós só queremos o bem deles.

O objectivo aqui também é sempre o mesmo e nunca deixou de o ser:
A aceitação da autoridade de quem a ministra
e aquilo que eu escrevi no ponto 2) -- > decisões bilaterais

Repito: a CORRECTA ACEITAÇÃO da autoridade

Resultado:
A criança, como houve decisões bilaterais, ele próprio chegará à conclusão e á convicção que de facto, EU como autoridade que manda até tenho razão e que as minhas decisões serão sempre as melhores para ele.

mjp,
eu penso que com isto, já tenha conseguido responder a uma outra das tuas questões:
A meu ver, é assim que um educador pode ganhar tal autoridade!

Na educação dos filhos, posso dizer-vos o seguinte:
sou completamente contra a aplicação do ponto 1)

descrito mais acima e o qual faço questão em repetir aqui novamente:

1) o exercico de uma autoridade imposta,
   em que conta a opinião e atitude daquele que a ministra,  
   ignorando qualquer opinião do aceitante
     -->decisões unilaterais
   No 

A meu ver, esta autoridade imposta causa medos, recalcamentos, fobias, restringe a própria liberdade de expressão, etc, etc. etc.    
e agora não digo mais….

E finalizo com uma pergunta a todos:
será que estes sintomas e características não vos parece – digamos :  algo de familiar????????  What a Face   Question   What a Face   Exclamation   Idea 


Só espero que na minha pequena entrada não tivesse posto pimenta a mais... porque haverá sempre alguém com um estômago mais fraco...

Bom apetite!
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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por River raid em Qui Jul 10 2014, 20:56

É por isso que existe tanta depressão nas TJ´s!

Normalmente, têm dois chefes:

- o do trabalho;

- o Corpo Governante, travestido de Deus;

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por hocosi em Qui Jul 10 2014, 21:02

@Kristy123 escreveu:
Então estou eu aqui muito descansadinha a preparar a minha grande caldeirada e lá vens tu agora com novos ingredientes…   

Bom apetite!

Eu diria mais. Que grande caldeirada! Morrer a rir 



"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro. A real tragédia da vida são os adultos que têm medo da luz" . Platão
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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Kristy123 em Sex Jul 11 2014, 21:23

Olá,

Não sei, se alguém terá ficado mal disposto com a minha pequena entrada.

Por isso, achei que talvez agora poderiam provar um pequeno digestivo...
Como não sei, se gostam mais de um cocktail, caipirinha ou licor, podem escolher, o que gostarem mais:  

http://visao.sapo.pt/bebidas-para-celebrar-o-ainda-verao=f684426

http://www.cocktailteam.net/cocktail/hot-chilli-shot

http://www.asdecopos.com/receitas/fuego-manzana

http://www.arquivojota.com/2013/11/drink-da-vez-caipirinha-de-pimenta.html

E no entretanto, enquanto provam este aperitivo, vou dizendo...

Existe um ditado muito antigo que diz: “de pequenino é que se torce o pepino” e eu concordo com isso, porque é logo de muito pequeno que se tem que educar os filhos, com tudo o que isso implica.
Eu diria até que “tens que mostrar o que vales” a partir do momento em que eles nascem, até mais ou menos durante +/- 15 anos. (depois esquece lá isso… )
Esta é para mim a base ou o período que tens, para conseguires educar, ensinar, impor-te, exercer a tua autoridade, mandares, etc.  porque é nesse período em que tudo acontece e em que a criança considera-te a peça-chave na tua vida e segue os teus passos, os teus conselhos, normas, advertências, ensinamentos e tu serás o exemplo principal dela. Tudo o que vê e ouve, é absorvido de tal forma que não é esquecido e que ficará para sempre na memória dessa criança, para o resto da vida.
E na minha opinião, todos os traumas, medos, recalcamentos, acontecimentos e experiências mais negativa, o presenciar possíveis desentendimentos entre os próprios pais e familiares, as mais variadas dificuldades, a falta de confiança, traumas, imposições, repressões e imposições, etc. ficam bem gravadas na memória da criança e não serão esquecidas! Por conseguinte e igual forma, todas as recordações positivas também nunca mais serão esquecidas.
Na minha opinião, e se pensarmos bem, diria que todos nós aqui teremos certamente alguns episódios da nossa infância, mais negativos ou positivos, gravados e guardados na nossa memória, que por vezes até vêm à nossa memória do nada e sem razão ou explicação aparente e que talvez ainda hoje nos atormentam… Porque essas memórias e esses pensamentos encontram-se todas lá guardados numa “gaveta especial”, ou seja, no nosso sub-consciente e que não serão esquecidos nunca mais!

Sabendo isso, além do que acabei de referir, e por muitas outras situações e razões, considero esse facto uma responsabilidade acrescida para todos os pais!

A situação de tentar amenizar e reduzir a maior parte de situações nefastas e ter como objetivo aumentar todas as recordações boas vivenciadas durante a infância, com o objetivo principal de proporcionar o bem estar emocional e psicológico do meu filho, terá sido provavelmente um dos meus principais objetivos da minha vida, além de muitos outros e também de querer ser uma mãe totalmente presente e dedicada, com o estatuto de poder dizer de uma forma mais consciente: mãe é mãe!

Sendo eu uma pessoa muito prática, realista e de certa forma até demasiado exigente comigo própria, já sabia de antemão, que por inúmeras razões, teria muita dificuldade em atingir esses objetivos: mesmo só se eu fosse perfeita! E como eu sei, que eu não o sou e ninguém o é, achei que pelo menos eu própria teria que ser, pelo menos e basicamente, bastante coerente, tolerante, compreensiva, cooperativa e ter muito, como se diz por vezes de forma banal: “amor de mãe” para dar.

Então, mas afinal qual seria então o meu papel de mãe, que tanto se fala por aí e o estatuto que se lhe dá? Afinal, quem e o quê esperam de mim?

Uma mulher, na qualidade de mãe genitora, gera um individuo.
Mesmo não querendo admitir e rejeitando o seu próprio filho e até se quisesse dar o seu filho para adoção, nunca lhe seria possível negar o facto de ter sido mãe ou deixar de ser a mãe biológica dessa criança. Neste caso, a meu ver, até tenho uma certa dificuldade e conseguir aplicar célebre a frase: mãe é mãe!

Se eu tivesse adotado legalmente um filho, passaria a ser o MEU filho e como tal, acharia justo que ele me chamasse de mãe, até porque o amaria e educaria da mesma forma, como aquele outro filho que tivesse nascido de mim. Aí sim: mãe é mãe!

Pegando no meu caso concreto, em que o filho nem foi doado nem foi adotado, também temos a célebre frase: “mãe é mãe”. No entanto, estas frases que ás vezes se ouvem por aí, são frases feitas e para mim de certa forma não dizem nada e não são suficientes… Eu não queria ser SÓ uma MÃE…

Estaria eu mais correta, se eu aplicasse uma disciplina controladora e medidas corretivas e castigos? Deveria eu reger-me e estabelecer uma forma de hierarquia, onde o meu papel seria o de máxima autoridade e comando, no qual o meu filho limitar-se-ia a obedecer à minha suprema autoridade como mãe? Ou não seria melhor, já que eu aprecio muito a liberdade de expressão e atitudes sem opressão, guiar-me por conceitos mais abstratos e completamente opostos, como por exemplo o da anarquia?
Como eu nunca fui de extremos e até não me identifico com nenhuma ideologia conhecida por aí, achei que teria que dosear um pouco estes dois conceitos e se me dessem a escolher entre uma coisa e a outra, eu diria: sim, eu poderei ser uma grande anarquista!
E será que Jesus não terá sido também um dos maiores anarquistas desse tempo?

Na minha opinião, os pais poupam demais os seus filhos e não os deixam experimentar coisas novas.

A titulo de exemplo e de uma forma figurativa, vou tentar explicar o meu conceito:

Imaginemos que estamos a colocar um prato de comida á frente do nosso pequeno filho.
Existem muitos pais, que vão lavar as mãozinhas dos seus filhotes e preferem que ele ainda poderá e deverá comer com as suas próprias mãos, porque além de ser muito mais seguro, pode poupá-los de algum percalço ou até de um acidente ou para lhes facilitar esta árdua tarefa de utilizar outros utensílios, além das mãos. Além de jogarem pelo seguro, por acharem que esta tarefa ainda é muito cedo para ser feita, esta atitude apresenta-se muito mais facilitada para ambas as partes e assim conseguem adiar uma nova experiência/tarefa sempre para mais tarde.
Depois existem muitos pais que já consideram que o filho terá que aprender precocemente a utilização de ‘garfo e faca’, mas preferem dar-lhes uma colher para eles comerem, quase que pelas mesmas razões descritas em cima.
Eu não vou de modas: eu mostro e dou logo o ‘garfo e a faca’. Agora vocês podem dizer: Ai credo, que mãe mais irresponsável que ele é: a dar ao seu filho um garfo para a mão, sujeito a que se pique nos olhos e, ainda por cima, uma faca, capaz do filho vir a ter um acidente e de poder cortar-se no dedo e até ficar sem ele!
Pois, eu não vejo isso assim, porque com a minha presença, a explicar os primeiros passos, eu também estaria a observar atentamente todos os movimentos e por isso também não lhe ia cair logo um dedo. Se por acaso, o filho se cortasse com a faca: Olha, paciência, põe-se um penso rápido e depois passa… E amanhã vamos fazer tudo outra vez da mesma forma, mas muito mais eficiente, porque a experiência obtida já demonstrou que se tem que ter cuidado. E eu ainda diria: Sim, sem medos, porque tu és capaz!!!

Este é o exemplo de muitas experiências, que eu acho que as crianças têm que saber ultrapassar e quanto mais cedo, melhor.
Posso dizer, a titulo simbólico e informativo que hoje em dia, as minhas ‘crianças’ conseguem fazer truques de malabarismos com ‘faca e garfo’ e agora sou eu que me tenho que desviar!

Eu nunca fui uma mãe autoritária que impunha as minhas próprias vontades! Eu fazia questão de não menosprezar a opinião do meu filho e para isso tem que se gastar muita saliva, porque o diálogo é a peça fundamental para isso!

Era mesmo eu, na qualidade de núcleo de decisão e como ‘mãe que tem autoridade e dá a decisão final’, ou seja: “A mãe de decide” deixava-o movimentar à volta do meu próprio núcleo de decisão, no sentido de o ajudar a libertar-se das suas próprias opiniões, desejos e pensamentos, de forma a sentir-se participativo e eu própria tentar perceber o que ele realmente pensa, sem medos, de uma forma livre e expontânea e sem repreensões da minha parte!

Estes preparativos, também me ajudavam na minha eminente tomada de decisão, para saber se a minha atitude seria a mais adequada e de certa forma exercia por completo a minha autoridade que prevalecia sempre sobre a do filho, porque aqui quem manda não é ele, mas
EU <-- -- > a autoridade.
É preciso que se entenda, que desta forma houve sempre uma preparação psicológica antes dessa minha decisão, ou seja, até houve um comum acordo, o que torna tudo mais transparente e justo, porque o filho não irá dizer que a opinião dele foi ignorada ou que não sabia ou que ninguém lhe perguntou ou que não quer ou que não gosta, porque ele também de certa forma participou na formação de uma decisão. Fosse essa decisão mal feita ou bem feita, ela se iria refletir sempre em todos os participantes! E só depois, o que a mãe decidir, está decidido e já não há volta a dar!

O objetivo foi cumprido! E ai, depois tomada a decisão e impor a minha autoridade, eu tinha que ser muito firme, quase que implacável.


Então boa noite a todos

PS: ainda não disse tudo......  affraid 
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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Ana Cláudia em Sex Jul 11 2014, 22:34

Estou a acompanhar, nestes últimos dias, o fórum pelo Tlm o que dificulta um bocadinho escrever. Ontem deixei aqui um post que desapareceu...
Dito isto... Estou a acompanhar o raciocínio e não vou, para já, interromper o raciocínio.
Deixo esta para 'ajudar'... Alguém me disse um dia: todos traumatizamos os nossos filhos, logo todos somos traumatizados..... ;-)

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por mjp em Sex Jul 11 2014, 23:59

Atena escreveu:Estou a acompanhar, nestes últimos dias, o fórum pelo Tlm o que dificulta um bocadinho escrever. Ontem deixei aqui um post que desapareceu...
Dito isto... Estou a acompanhar o raciocínio e não vou, para já, interromper o raciocínio.
Deixo esta para 'ajudar'... Alguém me disse um dia: todos traumatizamos os nossos filhos, logo todos somos traumatizados..... ;-)

É por aí, é, sim senhor. Eu pelo menos também vou por essa linha de pensamento. Mas indo mais além se possível... e educamo-los porquê e para quê? Ou pura e simplesmente: será que "educar" não é já a maior e mais violenta condicionante à liberdade do ser que é "educado"?

Eu também meto esta "colher" para tentar ajudar a que todos pensemos sobre este assunto fulcral para a felicidade de todos os que "educamos" e, em vez de terminarmos o assunto em "quezília", já que este assunto diz respeito à felicidade dos nossos filhos e das nossas crianças, conseguirmos chegar a algumas conclusões equilibradas que nos possam ajudar, a todos, nesta dificílima, espinhosa e ingrata missão de sermos "educadores" dos cidadãos de amanhã.

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por mjp em Sab Jul 12 2014, 00:11

Krysty eu estou a ler-te com toda a atenção, mas não estou nas melhores condições para escrever muito. Por isso não vou adiantar ainda algumas "opiniães" minhas a este respeito.

Mas, se Deus quiser, logo que volte a ter as condições técnicas necessárias  Morrer a rir eu vou atrever-me, (contra ventos e marés  Morrer a rir ) e alongo-me um pouco a este respeito.

 tass bem 
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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Kristy123 em Sab Jul 12 2014, 17:17

Olá,

E no entretanto, enquanto a minha grande caldeirada está a apurar....
um pouco para o relax, esperando e divagando...
atrevo-me a contar o seguinte:

Desde sempre, as minhas crianças nunca foram muito sossegadas e classificam-se no âmbito de crianças com um 'quadro clínico' que se conhece hoje por: hiperactividade.
Muito complicado….

Uma vez, fomos às compras numa grande superfície de um supermercado. Enquanto eu fazia as compras e colocava as coisas no carrinho, as minhas duas pequeninas crianças andavam sempre à minha volta (tipo cola de contacto  Morrer a rir  Morrer a rir ) a rir e a pular de um lado para outro, com uma energia e vivacidade estonteante e inesgotável...
e de repente, deixei de as ver e assim do nada…..
Puff…. Desapareceram….

Eu nunca fui de grandes melodramas e de entrar em pânico. Eu até tenho um bom auto-controle e eu parecia impávida e serena, e continuei a andar pelos corredores, assim como nada tivesse a acontecer e nem sequer comecei a chamar ou a gritar por elas….
Naturalmente, a ideia de um rapto passou-me pela cabeça, mas logo as duas….  

Ao fim de um tempo ouvi uma voz no altifalante no Hipermercado: A Sr.ª x, é favor dirigir-se ao escritório no piso 1” e iam repetindo e repetindo esta frase, até que finalmente me apercebi, que a srª. x era eu mesma. E lá teve a mamã que abandonar o carrinho das compras, sair pela passagem sem compras e encontrar um segurança para lhe perguntar, onde é que afinal eram os escritórios no 1º. Piso, até que lá encontrei o “local do crime” e lá estavam as minhas crianças, muito sossegadinhas, tranquilas e bem-comportadas, sentadas numa cadeira e com cara de anjinho e a sorrir para mim. Quando me viram, disseram simplesmente: “Olá, mãe”.

É claro que elas apanharam um valente susto e eu chamei-as á atenção, mas não as castiguei e muito menos bati. Na altura acho que até lhes disse que elas tinham feito muito bem em ficarem bem juntas e de mãos dadas e terem logo pedido ajuda a um segurança e não a uma pessoa qualquer, porque já nessa altura elas tinham noção a quem se dirigir, num caso de se perderem ou semelhante.

A partir daí, e em diante, passávamos a combinar sempre um ponto de encontro e eu dizia: Se alguém se perder eu vou estar exactamente Aqui neste sítio e não saio daqui, enquanto vocês não chegarem.
 
Ainda hoje, quando vamos por exemplo a um centro comercial e dar-se o caso de cada um ir para cada lado ver coisas, combinamos sempre uma hora e um ponto de encontro.

Há bem poucos anos atrás fomos a um centro comercial e lá dentro, cada um foi ver o que queria e eu disse: eu vou estar na porta de saída do costume …

Quando chegou a hora do C.comercial fechar à meia noite, eu tive que sair de lá e naturalmente fique à espera na porta de saída do costume….

Esperei algum tempo e estranhei tanta demora e enquanto o parque de estacionamento estava a ficar vazio, até fui verificar, se o carro com que viemos, ainda lá estava lá no parque. Pensei que ainda estariam dentro do C.comercial, “muito ocupadas a experimentar roupa”. Voltei à porta de saida do costume, até que me sentei num banco que estava lá perto, mesmo à frente do caminho onde os carros teriam que passar quando saíssem do parque de estacionamento. Obrigatoriamente teriam que me ver…
Entretanto sentou-se uma senhora ao meu lado que também estava à espera de alguém e que era muito chata e nunca mais se calava (mais ou menos como eu agora).

Só sei, que estive à espera mais ou menos uma boa hora, super-preocupada.
Será que se esqueceram de mim?

Até que espreitei para dentro do centro comercial deserto e com as portas trancadas e eis que consegui ver algures no primeiro piso uns seguranças. Mas eles estavam a correr de um lado para o outro, com uns Walky-Talkys na mão e eis que subitamente também vi um das minhas “crianças” a correr por lá! Que coisa mais estranha?!
E foi por coincidência que me viram à porta, quando comecei a acenar com os braços e a chamar por eles. E foi assim, mais um episódio memorável…. Sabem o que aconteceu?

Nada de especial...   Morrer a rir  Morrer a rir Simplesmente, ninguém me ouviu ter dito que eu estaria na porta de saída do costume e mesmo que não tivessem ouvido, poderiam ter deduzido...
Obviamente, eu só poderia estar na porta de saída da parte de fora, e não da parte de dentro, porque depois do fecho já não se consegue entrar e os seguranças não deixam ficar ninguém lá dentro.
Nem todos os dias correm bem….
E foi assim que todos acharam que eu só poderia estar ainda dentro do C.comercial e como tal, mobilizaram todos os seguranças que estavam ao serviço nesse noite, e fizeram-nos andar de um lado para outro à minha procura. Até algumas lojas que ainda tinham alguns empregados a fazer o fecho, tiveram que ser abertas e inspeccionadas... A confusão foi tão grande, que achavam que eu poderia estar algures morta ou desmaiada numa das muitas casas de banho ou num dos vestuários das inúmeros lojas…

A confusão e o pânico foi tanto, que até uns dos seguranças já estava todo comovido e até com lágrimas nos olhos…
e a especulação foi tanta, que até chegaram a pensar, que eu “teria fugido com o pai natal” e que nunca mais voltava.

Até um deles já tinha acabado de chamar a polícia e tudo, quando me viram à porta a acenar, com cara de parva.
Quando se aproximaram de mim, abraçaram-se a mim a chorar, que mais parecia que não me tinham visto há mais de 5 anos….  
E depois, ainda por cima, levei um raspanete daqueles…
eu… que estava tão pacientemente sentada no banco à espera...

E ainda hoje, quando nos recordamos disso, e começam a insinuar que a culpa terá sido minha, porque eu deveria ter ficado dentro do C.Comercial, eu começo-me a rir e digo simplesmente que todos foram uns grandes burros e … “Só me embergonham”

E se o “parvinho” do Adão
não tivesse dado ouvidos
à “ingénua” da Eva
e se tivesse pelo menos  
pedido uma opinão
ao camelo, ao burro ou ao cão,
teria sido tudo diferente…
e não estaríamos agora aqui
e a título de distracção,
a levarem com o meu sermão!
 

Ainda não acabei....
 affraid 
 geek
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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por mjp em Sab Jul 12 2014, 18:56

Eu assim nunca mais te apanho...  Morrer a rir 

Mas não faz mal que eu gosto de te ler.

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por River raid em Sab Jul 12 2014, 19:01

É absolutamente incrível as diferentes formas, situações e contextos nos quais o Amor consegue se manifestar!

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Agnostic em Seg Jul 14 2014, 17:45

A mim só me ocorre dizer que tudo isto é muito bonito até ao momento em que a paciente assertividade, continuamente renovada e re-exercida das formas mais inventivas... esbarra na intransigencia, na impertinência, e na pura falta de respeito. Estando nós no ambito do exercicio da autoridade parental ...  daí até á colher de pau é um tiro !  Laughing Felizmente que é muito raro tal acontecer, mas vos garanto que, depois do exercicio desesperadamente assertivo da colher de pau, todas as barreiras á comunicação que existiam até então, caem de uma vez só.  Rolling Eyes


Última edição por Agnostic em Seg Jul 14 2014, 18:00, editado 1 vez(es)


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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Investigando a Torre em Seg Jul 14 2014, 17:58

@Kristy123 escreveu:
Ainda não acabei....
 affraid 
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Em verdade vos digo "hoje", esta rapariga(1) tem ar de novelista!  Morrer a rir  Morrer a rir  Morrer a rir 

(1) - Isto não é para brasileiro ler...  Morrer a rir 

IT


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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Kristy123 em Seg Jul 14 2014, 20:27

Olá Agnostic,

Para que eu possa entender melhor o que escreveste, gostaria que me explicasses melhor
(em breves palavras) o que queres dizer com o que está a negrito:

... Estando nós no ambito do exercicio da autoridade parental ...  daí até á colher de pau é um tiro !
Felizmente que é muito raro tal acontecer, mas vos garanto que, depois do exercicio desesperadamente assertivo da colher de pau, todas as barreiras á comunicação que existiam até então, caem de uma vez só."

Muito obrigada,
 Smile
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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Agnostic em Seg Jul 14 2014, 20:47

É para ser entendido da forma mais directa e linear possivel:

- "Filha... vai fazer os trabalhos da escola"
- "Não vou, não me apetece, deixa-me em paz"
- "Filha, não me respondas assim, é falta de respeito, já chega de diversão, vai fazer os trabalhos. Tens 3 minutos para terminares o que estás a fazer".

(5 minutos depois)

- "Filha, já estás a fazer os trabalhos? "
- "Aaaargh, chatice, não quero, faço amanhã, não me chateies! "

(dialogo assertivo, frente a frente)

- "Filha, percebeste o que eu te disse há pouco? Eu não vou tolerar que fales comigo dessa maneira. Estás a ir por um mau caminho, e tens que perceber que tens que mudar de rumo, porque a coisa não vai ficar boa para o teu lado se continuas a reagir desta forma. Eu não vou tolerar que me faltes ao respeito e ... "

(ela vira costas e deixa-me a falar sozinho)

- "Filha, se não regressas aqui imediatamente e me dizes que compreendeste plenamente o significado do que eu te disse, deixas-me sem alternativas !"

(e ela não regressou. O pai vai á cozinha, pega na maior colher de pau que lá tem, vai ter com ela ao quarto e, na eminência da assertividade-limite que a filha estava prestes a conhecer, todos os problemas de comunicação ficaram resolvidos: )

- "Nãããooooo !  Pai, eu percebi tudo ! Eu entendi ! Sim, eu não volto a fazer! Eu vou fazer os trabalhos agora !  Desculpaaaaaa ! ....  "

- "Tarde demais, filha. Não me deixaste outra opção, e agora, sou eu que não posso voltar atrás, sob pena de tu não me levares a sério."

----------------------------

Relato aproximado e resumido de um doloroso  (para ela por um motivo, para mim por outro) episódio real, e relativamente recente.



Espero que tenhas entendido, Kristy.

.


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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Kristy123 em Seg Jul 14 2014, 20:54

Agnostic,

Obrigada pela explicação.
Entendi perfeitamente.

Thanks,
 Wink
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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Ana Cláudia em Seg Jul 14 2014, 22:31

Resolvi que hoje seria um bom dia para responder, mesmo estando ainda a aguardar a continuação da Kristy. A tarefa de responder a este tópico é tão gigantesca que optei por fazer a resposta em Word para depois colocar aqui, porque parece-me que vou citar muita coisa e porque posso ter de parar… Se prepara que vou ser longa (ler com sotaque brasileiro)…

@TJ Curioso escreveu:O psicólogo Quintino Alves não é a melhor opção como referência da psicologia em Portugal e não está bem visto, nem pelos seus parceiros, nem pela própria Ordem. Aliás, ainda à pouco tempo foi punido pela Ordem
Foi por ter dito que ser virgem aos 26 anos eraum problema de saúde publica. Foi punido mas meteu a Ordem em tribunal… Ele é psicólogo da escola Russa e, parece-me, há algumas diferenças em relação ás escolas a que estamos mais habituados.
@Kristy123 escreveu:Ora aí está o ponto de partida: cada um terá mesmo que ver o que será melhor para a vida dessa pessoa e quais as atitudes que deve tomar consigo próprio e com os outros, nomeadamente o que diz respeito à educação dos seus filhos.
O ponto de partida para mim é outro, que de certa forma tu também sublinhas, “cada cabeça sua sentença”. Eu não sou ninguém para opinar na educação dos filhos dos outros. Eu não sou ninguém para discordar desta ou da outra forma de educar, parto sempre do principio  que todos os pais fazem o que julgam ser o melhor. É obvio que há exceções mas não são essas que sublinho agora, esqueçamos as exceções e concentremo-nos na regra. As decisões dos pais são baseadas naquilo que julgam ser o melhor para os filhos. E eu não tenho voto nessa matéria quando os filhos não são meus.
Por isso tudo o que escreverei, e já escrevi, é válido para mim, não tem de ser para mais ninguém. Enquanto eu não calçar os sapatos de outra pessoa e outra pessoa os meus será assim.
@Kristy123 escreveu:Quero sempre saber o porquê das coisas e não me contento com um “porque sim” ou um “porque não” ou um “porque eu quero” Para mim, essas respostas vagas e a falta de explicação e esclarecimento, não ajudam na construção da personalidade de uma pessoa e até podem causar dúvidas, mal entendidos, medos, fobias e recalcamentos na formação e desenvolvimento da personalidade de um indivíduo, especialmente numa criança.
É ai que está, na tua opinião, na tua perspetiva, na tua forma de ver a vida. Como já aqui escrevi: vamos todos traumatizar os nossos filhos. Vamos decidir mal, por muito que nos esforcemos! Vamos fazer das tripas coração para fazer tudo como achamos ser bem feito e faremos, inevitavelmente, asneira da grossa que os vai marcar, que os vai traumatizar, que os vai deixar comum qualquer recalcamento.  Sabes porque é que não há alternativa? Porque ninguém é perfeito.
@mjp escreveu:Não conseguiriam sistematizar um bocadinho mais as vossas opiniões?
Poder podia, mas não era a mesma coisa  Morrer a rir  Morrer a rir  Morrer a rir 
Eu até gostava, mas deixei atrasar a resposta e agora tenho tanto para dizer que vai sair confuso de certeza, e peço já desculpa por isso.
@Kristy123 escreveu:A meu ver, esta autoridade imposta causa medos, recalcamentos, fobias, restringe a própria liberdade de expressão, etc, etc. etc.
E transmite segurança… digo eu…
Não cito mais nada!!!  Morrer a rir  Morrer a rir  Morrer a rir 
Isto é tudo muito lindo mas tudo muito complicado!
Eu tenho duas filhas, 7 e 9 anos. Seria giro dizer que eduquei as duas da mesma maneira, mas seria mentira. Elas são dois seres diferentes e a pessoa que foi mãe da primeira era muito diferente da que foi mãe da segunda. Mudei muito (apesar de a diferença de idades delas ser curta) na mais velha eu era muito nova, engravidei num momento de paixão avassaladora. Na mais nova tudo foi muito diferente e eu tinha novos traumas, novas vivencias… não posso, por razões óbvias, alongar-me nestes pormenores.
A mais velha é sensível, tem alma de artista, é doce e preocupada. A mais nova é independente, arrogante, egocêntrica. Em tom de brincadeira digo que uma é filha da mãe e outra filha do pai. Educar estes dois seres é muito diferente. Se alguém lhes pedir para definir a mãe vai obter respostas diferentes, cada uma delas vai dizer coisas diferentes.
Educar é o maior desafio da minha vida. Em conversas de amigos já pedi que me dissessem na cara o que acham da educação que dou ás minha filhas, obtenho respostas tão dispares como: Crias as tuas filhas ao deus dará, ou, dás uma educação ótima. Nenhuma das duas é verdade eu sei. Mas quem me responde são pessoas diferentes, com visões diferentes, com experiencias diferentes.
Eu gosto que elas experimentem coisas novas e que sujem as mãos. Primeiro há quem considere que é demais e segundo há crianças que não têm espirito de aventura.
E nós mães e pais fazemos o quê? Fazemos o que achamos melhor! Como sempre.
Entre explicar pacientemente e dar uma palmada? A escolha não é linear! Depende das circunstancias! E não, não me lembro das palmadas que lhes dei, foram seguramente muito poucas.
Já disse aqui no fórum que fiz psicanalise durante algum tempo  e um dos temas foi este, devido á minha necessidade de atingir a perfeição, e foi ai que sosseguei o meu espirito, foi ai que a tal frase de todos traumatizarmos os filhos apareceu.
Não relaxei, todos os dias me esforço.
Recuso-me a ser apenas amiga das minhas filhas, eu tenho de ser uma figura de autoridade, não sou o equivalente em ponto grande ás amigas da escola, mas quando há problemas sou a primeira a chegar e a dar-lhes o meu ombro e a minha compreensão.
Se acho que o “quem manda aqui sou eu e acabou” resolve tudo? Não, não acho. Mas ás vezes resolve.
Educar é a maior tarefa do mundo, não há soluções perfeitas, não há respostas perfeitas para todas as perguntas. Se todos dermos alma e coração á tarefa vamos de certeza fazer sempre o melhor.
O mjp perguntava se educar não seria limitar a liberdade do educado, e em ultima analise acho que é. Porque tentaremos sempre criar um ser que corresponda ao nosso ideal, e o nosso ideal é mesmo isso, nosso. Eu gostava de criar dois seres preocupados com o próximo, honestos, simpáticos, educados, preocupados com o planeta e sem filiação religiosa etc, etc,… e não for este o final? E se me saírem outra coisa qualquer? E se me sair uma católica e uma apenas e  só preocupada consigo própria? Será que toda a responsabilidade é minha? Será que só eu é que contribui para essas características?
E se uma for a melhor pessoa do mundo e a outra tiver defeitos daqueles muito grandes?
Soube educar uma e não soube a outra?
E o fator personalidade? Não conta?
Nada disto me impede de continuar a tentar, nunca. Mas há mais fatores, que não nós, pais e mães, que formam a personalidade.
Todos somos muita coisa, a soma de todas as nossas experiencias, vivencias, e só nós é que as vivemos de com os nossos olhos, só nós é que as vemos como nós. Indivíduos. A forma de ver a vida a vida, de formar a personalidade, de viver é pessoal e intransmissível.

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por mjp em Ter Jul 15 2014, 01:53

Eu... ando... a... ler-vos... deliciado.  Very Happy 

Se concordo?...  Morrer a rir mas completamente nem por isso mas em absoluto embora antes pelo contrário...  Morrer a rir 

Comprei mais uma dor de cabeça...  Morrer a rir 

Vai ser difícil, quando puder, fazer um comentário a intercalar as vossas opiniões e experiências... restar-me-à dizer de minha justiça e dizer-vos em que é que nos apoiámos para tentarmos não o "estragar", sabendo que ele ia ser, inevitavelmente, tão "estragado" como os outros, embora tivéssemos a esperança que não...  Morrer a rir
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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Kristy123 em Ter Jul 15 2014, 12:57

IT,

Olha agora, que a minha grande caldeira está quase pronta, apareces tu aqui com umas novas postas de pescada.  Morrer a rir  Morrer a rir  Morrer a rir 
E agora o que posso fazer com isso?
Já estive a ver na gaveta dos meus utensílios e já não encontrei lá nenhuma colher de pau (devem andar todas ocupadas)  Morrer a rir 
Mas encontrei lá uma faca eléctrica e estava a pensar em cortar os teus novos ingredientes todos aos bocadinhos e depois fritar.
Boa ideia, não?  


Em verdade vos digo "hoje", este rapaz passa a vida a gozar comigo! (1)    

(1) - Isto não é para brasileiro ler...  


PS: Já deves saber, quando dizes: “mata” eu digo: “esfola”
e a agora toma lá, que já almoçaste.  Morrer a rir  Morrer a rir  Morrer a rir
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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

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