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Até que ponto pode ser confundido o amor?

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Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por ellipsis em Sab Jun 07 2014, 14:54

Este tópico foi construído a partir DAQUI.

------------------------------------


Não querendo alimentar a polémica correndo o risco de desviar a conversa do tema do tópico e já desviando, gostaria de fazer apenas uma pergunta e dependendo das resposta eu depois explico.

Um pai coloca grades na janela do quarto filho e tranca a porta durante a noite...

Se eu disser que isto é amor vocês concordam?




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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Ana Cláudia em Sab Jun 07 2014, 16:02

@ellipsis escreveu:Não querendo alimentar a polémica correndo o risco de desviar a conversa do tema do tópico e já desviando, gostaria de fazer apenas uma pergunta e dependendo das resposta eu depois explico.

Um pai coloca grades na janela do quarto filho e tranca a porta durante a noite...

Se eu disser que isto é amor vocês concordam?
Depende do contexto. Pode ser para protecção e aí é amor. Pode ser por "n" outras razões que não são amor.

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por ellipsis em Sab Jun 07 2014, 16:25

Atena escreveu:
@ellipsis escreveu:Não querendo alimentar a polémica correndo o risco de desviar a conversa do tema do tópico e já desviando, gostaria de fazer apenas uma pergunta e dependendo das resposta eu depois explico.

Um pai coloca grades na janela do quarto filho e tranca a porta durante a noite...

Se eu disser que isto é amor vocês concordam?
Depende do contexto. Pode ser para protecção e aí é amor. Pode ser por "n" outras razões que não são amor.

Nem mais. Por vezes as pessoas de fora não sabendo o contexto podem pensar que o que estamos a fazer é algo exagerado. Mas se é para protecção do meu filho e se eu o amo eu quero lá saber do que as pessoas pensam. O filho é meu e para o bem dele o faço até mesmo coisas que podem achar que não têm pé nem cabeça.




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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Investigando a Torre em Sab Jun 07 2014, 16:49

@ellipsis escreveu:
Atena escreveu:
@ellipsis escreveu:Não querendo alimentar a polémica correndo o risco de desviar a conversa do tema do tópico e já desviando, gostaria de fazer apenas uma pergunta e dependendo das resposta eu depois explico.

Um pai coloca grades na janela do quarto filho e tranca a porta durante a noite...

Se eu disser que isto é amor vocês concordam?
Depende do contexto. Pode ser para protecção e aí é amor. Pode ser por "n" outras razões que não são amor.

Nem mais. Por vezes as pessoas de fora não sabendo o contexto podem pensar que o que estamos a fazer é algo exagerado. Mas se é para protecção do meu filho e se eu o amo eu quero lá saber do que as pessoas pensam. O filho é meu e para o bem dele o faço até mesmo coisas que podem achar que não têm pé nem cabeça.

Meu amigão, mas que pergunta e ao mesmo tempo resposta mais disparatada!  Suspect
Então, não se está mesmo a ver que é isso que a ORGA faz com cada um dos seus fervorosos seguidores?  Morrer a rir

Contrariando Niccolò di Bernardo dei Machiavelli, nem sempre os fins justificam os meios.  tass bem 

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por ellipsis em Sab Jun 07 2014, 17:15

@Investigando a Torre escreveu:
@ellipsis escreveu:
Atena escreveu:
@ellipsis escreveu:Não querendo alimentar a polémica correndo o risco de desviar a conversa do tema do tópico e já desviando, gostaria de fazer apenas uma pergunta e dependendo das resposta eu depois explico.

Um pai coloca grades na janela do quarto filho e tranca a porta durante a noite...

Se eu disser que isto é amor vocês concordam?
Depende do contexto. Pode ser para protecção e aí é amor. Pode ser por "n" outras razões que não são amor.

Nem mais. Por vezes as pessoas de fora não sabendo o contexto podem pensar que o que estamos a fazer é algo exagerado. Mas se é para protecção do meu filho e se eu o amo eu quero lá saber do que as pessoas pensam. O filho é meu e para o bem dele o faço até mesmo coisas que podem achar que não têm pé nem cabeça.

Meu amigão, mas que pergunta e ao mesmo tempo resposta mais disparatada!  Suspect
Então, não se está mesmo a ver que é isso que a ORGA faz com cada um dos seus fervorosos seguidores?  Morrer a rir

Contrariando Niccolò di Bernardo dei Machiavelli, nem sempre os fins justificam os meios.  tass bem 

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Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Como eu costumo dizer não tem nada a ver o cu com as calças.

Então se o meu filho costuma sair para se drogar e se a minha única forma é prende-lo em casa e por muito que ele me diga não podes fazer. Eu posso e faço porque sou teu pai e porque te amo. Pois sei que um dia mais tarde ele vai-me agradecer.

O que é que isto tem a ver com a ORGA. affraid 




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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Investigando a Torre em Sab Jun 07 2014, 17:21

@ellipsis escreveu:Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Como eu costumo dizer não tem nada a ver o cu com as calças.

Então se o meu filho costuma sair para se drogar e se a minha única forma é prende-lo em casa e por muito que ele me diga não podes fazer. Eu posso e faço porque sou teu pai e porque te amo. Pois sei que um dia mais tarde ele vai-me agradecer.

O que é que isto tem a ver com a ORGA. affraid 
Meu amigo, tem tudo a ver!
E és tu quem está a confundir as coisas, pois se tens um filho com esse tipo de problema, não me parece que seja por simplesmente mantê-lo aprisionado em casa que o vais tratar... longe, muito longe disso!
O que o teu filho necessita é de tratamento e acompanhamento adequado por especialistas - NUNCA uma prisão!

O teu sentimento de amor neste respeito é algo estranho, e tenho a certeza que ele (seja quem for) nunca te irá agradecer por este tipo de procedimento.

Neste particular, para além de não concordar com o método, sou frontalmente contra este tipo de apologia!
E, nem sequer quero entrar no campo das causas, porque podem ser múltiplas e escapar ao controlo familiar.  Sad 

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por ellipsis em Sab Jun 07 2014, 17:34

@Investigando a Torre escreveu:
@ellipsis escreveu:Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Como eu costumo dizer não tem nada a ver o cu com as calças.

Então se o meu filho costuma sair para se drogar e se a minha única forma é prende-lo em casa e por muito que ele me diga não podes fazer. Eu posso e faço porque sou teu pai e porque te amo. Pois sei que um dia mais tarde ele vai-me agradecer.

O que é que isto tem a ver com a ORGA. affraid 
Meu amigo, tem tudo a ver!
E és tu quem está a confundir as coisas, pois se tens um filho com esse tipo de problema, não me parece que seja por simplesmente mantê-lo aprisionado em casa que o vais tratar... longe, muito longe disso!
O que o teu filho necessita é de tratamento e acompanhamento adequado por especialistas - NUNCA uma prisão!

O teu sentimento de amor neste respeito é algo estranho, e tenho a certeza que ele (seja quem for) nunca te irá agradecer por este tipo de procedimento.

Neste particular, para além de não concordar com o método, sou frontalmente contra este tipo de apologia!
E, nem sequer quero entrar no campo das causas, porque podem ser múltiplas e escapar ao controlo familiar.  Sad 

IT

E a tua forma de ver.

E o exemplo que eu dei não é nada mais do que um exemplo que é dado muitas vezes por psicólogos que lidam "n" de vezes com este tipo de situações.




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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Investigando a Torre em Sab Jun 07 2014, 18:13

@ellipsis escreveu:
@Investigando a Torre escreveu:
@ellipsis escreveu:Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Como eu costumo dizer não tem nada a ver o cu com as calças.

Então se o meu filho costuma sair para se drogar e se a minha única forma é prende-lo em casa e por muito que ele me diga não podes fazer. Eu posso e faço porque sou teu pai e porque te amo. Pois sei que um dia mais tarde ele vai-me agradecer.

O que é que isto tem a ver com a ORGA. affraid 
Meu amigo, tem tudo a ver!
E és tu quem está a confundir as coisas, pois se tens um filho com esse tipo de problema, não me parece que seja por simplesmente mantê-lo aprisionado em casa que o vais tratar... longe, muito longe disso!
O que o teu filho necessita é de tratamento e acompanhamento adequado por especialistas - NUNCA uma prisão!

O teu sentimento de amor neste respeito é algo estranho, e tenho a certeza que ele (seja quem for) nunca te irá agradecer por este tipo de procedimento.

Neste particular, para além de não concordar com o método, sou frontalmente contra este tipo de apologia!
E, nem sequer quero entrar no campo das causas, porque podem ser múltiplas e escapar ao controlo familiar.  Sad 

IT

E a tua forma de ver.

E o exemplo que eu dei não é nada mais do que um exemplo que é dado muitas vezes por psicólogos que lidam "n" de vezes com este tipo de situações.
ellipsis desculpa lá a curiosidade, mas és capaz de me direccionar para a opinião dum psicólogo, ou para algum estudo recente sobre esta temática, com a mesma visão do assunto que tu?
É só para eu me actualizar, pois nunca vi...

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Kristy123 em Dom Jun 08 2014, 13:40

Olá,

Por acaso também costumo dizer, aquilo que o ellipsis disse:
"... não tem nada a ver o cu com as calças.

Concordo plenamente o que o IT te disse.

E que grande confusão que aqui já vai neste tópico.
Não querendo desvirtuar o tema principal deste tópico, tenho a dizer que basicamente que todos nós queremos o melhor para os nossos filhos (sabendo que "há pais e pais"...).
Na minha opinião, a nossa função como pais, neste universo, passa principalmente em transmitir os valores básicos e morais, tolerância, compreensão e ensinar-lhes um caminho. O nosso amor incondicional deverá passar mesmo em dar-lhes liberdade de expressão em todas as vertentes. Temos que compreender que não somos donos de ninguém e também NÃO SOMOS DONOS dos nossos filhos! Cada filho nosso, é um indivíduo em si, com a suas própria "alma". (tive que dizer isso ...  Morrer a rir  Morrer a rir

Quando eu digo: "tu não fazes isto, porque eu não quero e porque eu sou tua mãe e eu é que mando" ... não estaremos de certa forma a ser um pouco egoístas e incondescendentes?....

O caminho mais sensato seria mesmo o diálogo e tentar fazer perceber o que está mal e esse filho enquanto não perceber e interiorizar isso e ele próprio querer mudar, nunca irá alterar alguma atitude reprovável. A partir daí, tudo depende deles e nunca deveremos aprisioná-los! Posso ralhar, aprisionar, fechar no quarto, castigar, etc., achando eu que estou a fazer o melhor para o meu filho, mas na realidade, se for contra a vontade interior dele, tudo isso irá piorar! Quanto mais se aperta uma mola, mais ela salta....
Independentemente das idades, as decisões devem partir de cada indivíduo, com as diretrizes dos pais. Caso contrário, entra-se numa relação pais/filho de engano, mentira e ilusão, não querendo assumir as falhas existentes (de parte a parte) e fechando os olhos à realidade, que por vezes é bem diferente aquela que os pais julgam que é...  infelizmente...

Como se passa numa organização/seita que nós próprios enganamos e que nos engana, tudo em prole da palavrinha amor, que é muito mais complexo e tem muito que se lhe diga ....
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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Agnostic em Dom Jun 08 2014, 15:29

@Kristy123 escreveu:
Quando eu digo: "tu não fazes isto, porque eu não quero e porque eu sou tua mãe e eu é que mando" ... não estaremos de certa forma a ser um pouco egoístas e incondescendentes?....

Nãããã...
quando fazemos isso estamos a ser a autoridade, e a exercê-la da forma mais pura. Dizer "não fazes, porque eu não quero!", deve ser o ultimo passo. O primeiro é explicar porque é que nós achamos que é melhor não fazer, ou porque é que não é possivel fazer. Se a mensagem é aceite e compreendida, óptimo! Mas se em resposta começarmos a obter os "mas", e os "porque", e as birras, etc, então o passo seguinte é simplesmente cortar o diálogo e a negociação, e exercer a autoridade sem contemplações nem mais diálogo. Parece ser egoismo ou um acto de abuso de poder da nossa parte? Até pode parecer, mas na realidade é a melhor solução. Porquê? Porque incute nos fedelhos a noção de autoridade, subalternidade, e de respeito pela hierarquia. Isto são noções muito importantes para o seu futuro, especialmente no seu ambiente profissional. É importante que eles percebam, desde tenra idade, que há ocasiões na vida em que alguem nos vai dizer "Faz", ou "Não faças", e que nós simplesmente temos que obedecer, ainda que possamos ter que engolir, não um sapo, mas um elefante, pois caso não obedeçamos, as consequências são piores (seja com os pais, ou com os patrões).
Se, com o decurso da vida viermos a ter sorte de chegar a um ponto tão elevado social e profissionalmente em que não tenhamos que obedecer a ninguem, foi decerto por termos sabido respeitar a hierarquia, e conviver com os elefantes que fomos engolindo, á medida que fomos subindo os degraus da mesma. Insubordinados não chegam a lado nenhum, em termos de carreira.  Wink 



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Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Ana Cláudia em Dom Jun 08 2014, 15:43

@Agnostic escreveu:
Nãããã...
quando fazemos isso estamos a ser a autoridade, e a exercê-la da forma mais pura. Dizer "não fazes, porque eu não quero!", deve ser o ultimo passo. O primeiro é explicar porque é que nós achamos que é melhor não fazer, ou porque é que não é possivel fazer.   Se a mensagem é aceite e compreendida, óptimo! Mas se em resposta começarmos a obter os "mas", e os "porque", e as birras, etc,  então o passo seguinte é simplesmente cortar o diálogo e a negociação, e exercer a autoridade sem contemplações nem mais diálogo.  Parece ser egoismo ou um acto de abuso de poder da nossa parte? Até pode parecer, mas na realidade é a melhor solução.  Porquê? Porque incute nos fedelhos a noção de autoridade, subalternidade, e de respeito pela hierarquia. Isto são noções muito importantes para o seu futuro, especialmente no seu ambiente profissional.  É importante que eles percebam, desde tenra idade, que há ocasiões na vida em que alguem nos vai dizer "Faz", ou "Não faças", e que nós simplesmente temos que obedecer, ainda que possamos ter que engolir, não um sapo, mas um elefante, pois caso não obedeçamos, as consequências são piores (seja com os pais, ou com os patrões).
Se, com o decurso da vida viermos a ter sorte de chegar a um ponto tão elevado social e profissionalmente em que não tenhamos que obedecer a ninguem, foi decerto por termos sabido respeitar a hierarquia, e conviver com os elefantes que fomos engolindo, á medida que fomos subindo os degraus da mesma. Insubordinados não chegam a lado nenhum, em termos de carreira.   Wink 

Concordo completamente.

Os Pais são pais, não são amigos da escola. E ás vezes o "não fazes porque eu não quero ponto final" é essencial á construção da personalidade.
Kristy123 repara: o teu filho quer atravessar a estrada fora da passadeira, e sem olhar, tu deixas? Calculo que não. Depois de explicares os perigos e as razões pelas quais ele não o pode fazer, ele insiste em atravessar fora da passadeira e sem olhar? O que fazes? Se calhar é o momento do "não fazes porque eu não quero ponto final"!

Muitas vezes, e falo em pais equilibrados, impor a nossa vontade sem explicações apenas significa que os queremos proteger...

Mas este á assunto que tem interpretações e opiniões para todos os gostos. Cada cabeça sua sentença.

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Investigando a Torre em Dom Jun 08 2014, 16:56

Meus amigos, será que nestes últimos comentários não se está a confundir DISCIPLINA, com AJUDA?

Já agora, como encaixam os vossos pensamentos com o sugerido pelo ellipsis neste tópico?

IT


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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por ellipsis em Dom Jun 08 2014, 16:58

@Investigando a Torre escreveu:ellipsis desculpa lá a curiosidade, mas és capaz de me direccionar para a opinião dum psicólogo, ou para algum estudo recente sobre esta temática, com a mesma visão do assunto que tu?
É só para eu me actualizar, pois nunca vi...

O Dr. Quintino Aires da qual sou fã já mostrou varias vezes isso em vários debates. A palavras do Agnostic até parece palavras dele, das quais eu concordo plenamente.


@Agnostic escreveu:
Nãããã...
quando fazemos isso estamos a ser a autoridade, e a exercê-la da forma mais pura. Dizer "não fazes, porque eu não quero!", deve ser o ultimo passo. O primeiro é explicar porque é que nós achamos que é melhor não fazer, ou porque é que não é possivel fazer.   Se a mensagem é aceite e compreendida, óptimo! Mas se em resposta começarmos a obter os "mas", e os "porque", e as birras, etc,  então o passo seguinte é simplesmente cortar o diálogo e a negociação, e exercer a autoridade sem contemplações nem mais diálogo.  Parece ser egoismo ou um acto de abuso de poder da nossa parte? Até pode parecer, mas na realidade é a melhor solução.




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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por River raid em Dom Jun 08 2014, 17:42

O que eu sei e ALGUNS de vocês também sabem é que um dos motivos das pessoas se meterem com substâncias é a falta de auto-estima e principalmente de ESPERANÇA quanto ao futuro.

(Os mais sensíveis que me perdoem, não pretendo ser demasiado "duro") mas a Torre é perita em tratar seus acólitos como se fossem dependentes dela. Usa, abusa e deita fora.

Qualquer seita que use de manipulação mental em grande escala, estará viciando o cérebro de seus membros. Sei por experiência própria que o discernimento fica distorcido quando se leva "à letra" todas aquelas doutrinas.
Daí ser tão dificil distinguir o certo do errado. Talvez demore meses a recuperar (depende dos casos).

Este fórum é uma excelente ferramenta no sentido de informar aqueles que realmente querem saber as verdades da Torre.


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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por TJ Curioso em Dom Jun 08 2014, 17:54

@ellipsis escreveu:
@Investigando a Torre escreveu:ellipsis desculpa lá a curiosidade, mas és capaz de me direccionar para a opinião dum psicólogo, ou para algum estudo recente sobre esta temática, com a mesma visão do assunto que tu?
É só para eu me actualizar, pois nunca vi...

O Dr. Quintino Aires da qual sou fã já mostrou varias vezes isso em vários debates. A palavras do Agnostic até parece palavras dele, das quais eu concordo plenamente.


@Agnostic escreveu:
Nãããã...
quando fazemos isso estamos a ser a autoridade, e a exercê-la da forma mais pura. Dizer "não fazes, porque eu não quero!", deve ser o ultimo passo. O primeiro é explicar porque é que nós achamos que é melhor não fazer, ou porque é que não é possivel fazer.   Se a mensagem é aceite e compreendida, óptimo! Mas se em resposta começarmos a obter os "mas", e os "porque", e as birras, etc,  então o passo seguinte é simplesmente cortar o diálogo e a negociação, e exercer a autoridade sem contemplações nem mais diálogo.  Parece ser egoismo ou um acto de abuso de poder da nossa parte? Até pode parecer, mas na realidade é a melhor solução.

O psicólogo Quintino Alves não é a melhor opção como referência da psicologia em Portugal e não está bem visto, nem pelos seus parceiros, nem pela própria Ordem. Aliás, ainda à pouco tempo foi punido pela Ordem devido a comentários que fez num programa diário da televisão ou rádio (não me recordo bem). http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3802858&referrer=FooterOJ

É que ele apresenta-se como psicólogo e comenta muitas vezes aquilo que são opiniões meramente pessoais. Claro que quem ouve pensa que são opiniões plenamente abalizadas e fundadas em conceitos e ciência, quando na realidade são meras opiniões pessoais e muitas vezes, completamente discutíveis.

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por ellipsis em Dom Jun 08 2014, 19:24

@TJ Curioso escreveu:
@ellipsis escreveu:
@Investigando a Torre escreveu:ellipsis desculpa lá a curiosidade, mas és capaz de me direccionar para a opinião dum psicólogo, ou para algum estudo recente sobre esta temática, com a mesma visão do assunto que tu?
É só para eu me actualizar, pois nunca vi...

O Dr. Quintino Aires da qual sou fã já mostrou varias vezes isso em vários debates. A palavras do Agnostic até parece palavras dele, das quais eu concordo plenamente.


@Agnostic escreveu:
Nãããã...
quando fazemos isso estamos a ser a autoridade, e a exercê-la da forma mais pura. Dizer "não fazes, porque eu não quero!", deve ser o ultimo passo. O primeiro é explicar porque é que nós achamos que é melhor não fazer, ou porque é que não é possivel fazer.   Se a mensagem é aceite e compreendida, óptimo! Mas se em resposta começarmos a obter os "mas", e os "porque", e as birras, etc,  então o passo seguinte é simplesmente cortar o diálogo e a negociação, e exercer a autoridade sem contemplações nem mais diálogo.  Parece ser egoismo ou um acto de abuso de poder da nossa parte? Até pode parecer, mas na realidade é a melhor solução.

O psicólogo Quintino Alves não é a melhor opção como referência da psicologia em Portugal e não está bem visto, nem pelos seus parceiros, nem pela própria Ordem. Aliás, ainda à pouco tempo foi punido pela Ordem devido a comentários que fez num programa diário da televisão ou rádio (não me recordo bem). http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3802858&referrer=FooterOJ

É que ele apresenta-se como psicólogo e comenta muitas vezes aquilo que são opiniões meramente pessoais. Claro que quem ouve pensa que são opiniões plenamente abalizadas e fundadas em conceitos e ciência, quando na realidade são meras opiniões pessoais e muitas vezes, completamente discutíveis.


Otimo. Acabou de ganhar mais uns pontos. É um revolucionário e isso é bom... Só diz as verdades, e as verdades não são bem vindas a essas ordens... Ray Franz... Também não era bem visto...




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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por TJ Curioso em Dom Jun 08 2014, 19:58

Ellipsis lê este artigo e percebe a que me refiro.

Artigo de Opinião do Prof. Dr. Manuel Damas às declarações de Quintino Aires no programa "A Hora do Sexo" na Antena 3
https://www.facebook.com/notes/casa-centro-avançado-de-sexualidades-e-afectos/artigo-de-opinião-do-prof-dr-manuel-damas-às-declarações-de-quintino-aires-no-pr/10150565032102165

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Agnostic em Dom Jun 08 2014, 20:03

Bom, eu não conheço o Quintino, que eu saiba. Na realidade sempre pensei assim, mas aconteceu um dia expor o assunto do comportamento dificil da minha filha a uma psicologa, que confirmou o que eu pensava: é fundamental fazer as crianças e adolescentes lidarem com o Poder, com a Autoridade, com a hierarquia, e aprenderem que por vezes é preciso obedecer apenas porque sim.


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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Investigando a Torre em Dom Jun 08 2014, 20:59

@Agnostic escreveu:Bom, eu não conheço o Quintino, que eu saiba.   Na realidade sempre pensei assim, mas aconteceu um dia expor o assunto do comportamento dificil da minha filha a uma psicologa, que confirmou o que eu pensava: é fundamental fazer as crianças e adolescentes lidarem com o Poder, com a Autoridade, com a hierarquia, e aprenderem que por vezes é preciso obedecer apenas porque sim.  
Agnostic, volto a referir o facto que estão a confundir DISCIPLINA e AUTORIDADE com AJUDA em casos problemáticos.
Simplesmente, os casos problemáticos à semelhança do referido aqui pelo ellipsis a título de exemplo de acordo com as suas palavras, NUNCA podem ser enquadrados no âmbito da disciplina e da autoridade paternal.

Como não se pode manter um filho preso eternamente, salvo raríssimas excepções onde são os pais o problema, o que pensas que acontecerá quando ele conseguir a fuga?

E atenção, penso não estarmos a falar aqui no caso de menores, porque neste caso a abordagem tem de ser completamente diferente.

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Investigando a Torre em Dom Jun 08 2014, 21:05

@ellipsis escreveu:O Dr. Quintino Aires da qual sou fã já mostrou varias vezes isso em vários debates. A palavras do Agnostic até parece palavras dele, das quais eu concordo plenamente.

ellipsis, por inerência do meu trabalho diário e porque coincide com a minha hora de almoço, vejo e ouço esse senhor Dr. quase sempre e concordo plenamente com aquilo que o TJ Curioso já referiu.

É um tipo bem-falante, mas como actor científico da coisa, deixa muito a desejar!

No entanto, nunca lhe ouvi qualquer tipo de apreciação ou opinião que suporte a tua visão do problema.

Consegues colocar aqui algum vídeo ou algum documento em que ele explicitamente advogue essa metodologia para atacar problemas como aquele por ti referido?

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por ellipsis em Dom Jun 08 2014, 21:11

Por acaso ontem estive à procura mas nâo encontrei....




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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Agnostic em Dom Jun 08 2014, 21:37

@Investigando a Torre escreveu:
@Agnostic escreveu:Bom, eu não conheço o Quintino, que eu saiba.   Na realidade sempre pensei assim, mas aconteceu um dia expor o assunto do comportamento dificil da minha filha a uma psicologa, que confirmou o que eu pensava: é fundamental fazer as crianças e adolescentes lidarem com o Poder, com a Autoridade, com a hierarquia, e aprenderem que por vezes é preciso obedecer apenas porque sim.  
Agnostic, volto a referir o facto que estão a confundir DISCIPLINA e AUTORIDADE com AJUDA em casos problemáticos.
Simplesmente, os casos problemáticos à semelhança do referido aqui pelo ellipsis a título de exemplo de acordo com as suas palavras, NUNCA podem ser enquadrados no âmbito da disciplina e da autoridade paternal.

Como não se pode manter um filho preso eternamente, salvo raríssimas excepções onde são os pais o problema, o que pensas que acontecerá quando ele conseguir a fuga?

E atenção, penso não estarmos a falar aqui no caso de menores, porque neste caso a abordagem tem de ser completamente diferente.

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Sim, o meu comentário inicial foi a uma frase especifica de duas linhas no post da Kristy, e apenas enquadrável nesse contexto. O resto da discussão já não tem nada a ver.


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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Kristy123 em Sex Jul 04 2014, 19:27

Atena e Agnostic,

Lembram-se o que escreveram? :

Atena escreveu:
@Agnostic escreveu:
Nãããã...
quando fazemos isso estamos a ser a autoridade, e a exercê-la da forma mais pura. Dizer "não fazes, porque eu não quero!", deve ser o ultimo passo. O primeiro é explicar porque é que nós achamos que é melhor não fazer, ou porque é que não é possivel fazer.   Se a mensagem é aceite e compreendida, óptimo! Mas se em resposta começarmos a obter os "mas", e os "porque", e as birras, etc,  então o passo seguinte é simplesmente cortar o diálogo e a negociação, e exercer a autoridade sem contemplações nem mais diálogo.  Parece ser egoismo ou um acto de abuso de poder da nossa parte? Até pode parecer, mas na realidade é a melhor solução.  Porquê? Porque incute nos fedelhos a noção de autoridade, subalternidade, e de respeito pela hierarquia. Isto são noções muito importantes para o seu futuro, especialmente no seu ambiente profissional.  É importante que eles percebam, desde tenra idade, que há ocasiões na vida em que alguem nos vai dizer "Faz", ou "Não faças", e que nós simplesmente temos que obedecer, ainda que possamos ter que engolir, não um sapo, mas um elefante, pois caso não obedeçamos, as consequências são piores (seja com os pais, ou com os patrões).
Se, com o decurso da vida viermos a ter sorte de chegar a um ponto tão elevado social e profissionalmente em que não tenhamos que obedecer a ninguem, foi decerto por termos sabido respeitar a hierarquia, e conviver com os elefantes que fomos engolindo, á medida que fomos subindo os degraus da mesma. Insubordinados não chegam a lado nenhum, em termos de carreira.   Wink 

Concordo completamente.

Os Pais são pais, não são amigos da escola. E ás vezes o "não fazes porque eu não quero ponto final" é essencial á construção da personalidade.
Kristy123 repara: o teu filho quer atravessar a estrada fora da passadeira, e sem olhar, tu deixas? Calculo que não. Depois de explicares os perigos e as razões pelas quais ele não o pode fazer, ele insiste em atravessar fora da passadeira e sem olhar? O que fazes? Se calhar é o momento do "não fazes porque eu não quero ponto final"!

Muitas vezes, e falo em pais equilibrados, impor a nossa vontade sem explicações apenas significa que os queremos proteger...

Mas este á assunto que tem interpretações e opiniões para todos os gostos. Cada cabeça sua sentença.

Desde que o elipsis abordou aqui uma questão sobre :

“Um pai coloca grades na janela do quarto filho e tranca a porta durante a noite...”

tenho estado a pensar neste tema delicado e que não me sai da cabeça.

Pois bem, eu própria já tinha comentado mais ou menos o meu ponto de vista sobre isso, mas sinto que este tema não ficou bem esclarecido e bem sei que nunca irá ficar bem resolvido, até porque cada um pensará sempre de forma diferente, como já se viu, e sem dúvida digo que cada caso é um caso e nada é igual e as pessoas são todas diferentes. O que pode ser bom para uma pessoa, pode ser mau para outra e vice-versa.

Ora aí está o ponto de partida: cada um terá mesmo que ver o que será melhor para a vida dessa pessoa e quais as atitudes que deve tomar consigo próprio e com os outros, nomeadamente o que diz respeito à educação dos seus filhos. Eu respeito todas as opiniões e não critico nada, mas não estou de acordo com muita coisa que os pais actualmente fazem ou não fazem aos filhos, e sem saberem, estão a prejudicá-los no desenvolvimento da sua personalidade.

Agnostic,
eu entendi perfeitamente o que disseste e basicamente, estou de acordo contigo, quando dizes que é muito importante saber transmitir corretamente aos nossos filhos a noção de autoridade, subalternidade e respeito pela hierarquia.
Ou seja, para que no seu futuro consigam respeitar os outros de igual forma, com princípios morais e de forma correta e que saibam também dar-se ao respeito. Sem dúvida.

Quando dizes:

“Se, com o decurso da vida viermos a ter sorte de chegar a um ponto tão elevado social e profissionalmente em que não tenhamos que obedecer a ninguem, foi decerto por termos sabido respeitar a hierarquia, e conviver com os elefantes que fomos engolindo, á medida que fomos subindo os degraus da mesma. Insubordinados não chegam a lado nenhum, em termos de carreira"  

Já não consigo encaixar muito bem essa perspetiva…, até porque, como dizes, quando alguém chega a um ponto tão elevado social e profissional em que não tenha que obedecer a ninguém, acho que essa pessoa terá mesmo que saber continuar a respeitar os outros porque o respeito é também uma forma de obedecer e saber ir ao encontro dos outros, principalmente também àqueles que se encontram hierarquicamente muito mais abaixo da tal pessoa que tem um status elevado.

No entanto, muitos deles, quando lhes sobe o poder à cabeça, perdem a noção de respeito e só pensam neles. Existem muitas pessoas que alcançaram este status elevado social e profissional, não por terem subido degrau a degrau, por esforço e mérito próprio e de uma forma honrosa e respeitosa, mas, por vezes com a ajuda de terceiros, que os fizeram chegar a esse nível de uma forma muito rápida e interesseira, ou por vezes sobem à custa dos outros.

Nesse caso, falta-lhes  todo o processo evolutivo dessa experiência que foi ultrapassado e negligenciado e que não foi vivenciado por ela, o qual eu considero fundamental para conseguir saber subir degrau a degrau. Por vezes, “esquecem-se” e já não lhes interessa saber, valorizar o esforço que os outros demais têm que fazer durante as suas vidas….
…também para quê… se eles próprios acham que não precisam de obedecer a ninguém?

Só como exemplo: Na minha vida profissional, já tive o prazer de conhecer algumas pessoas que não tiveram vergonha de me contar que nos seus primeiros trabalhos, começaram por exemplo, a varrer os armazéns e com os anos, conseguiram gradualmente com o seu próprio esforço e mérito, subir de grau a grau na sua valorização profissionais, estando esses agora a ocupar lugares muito importantes e de destaque e terem um nível elevado de status, obrigando-os a exercer diariamente a sua autoridade com os outros. A postura dessa pessoa é muito diferente daquela que eu falei, um pouco mais acima….

E é por isso que existem muitas pessoas ilustres em poderes de destaque com qualificações inferiores às dos seus subordinados e que por vezes não sabem respeitar os outros, exercendo o seu poder de forma errada, impondo uma autoridade e obediência cega aos outros.
A meu ver, o respeito tem que existir de parte a parte e o respeito conquista-se e não se impõe….

Agnostic, o que te pareçe?
Atena, depois comento a tua parte....
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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Ana Cláudia em Sex Jul 04 2014, 23:02

Estou ansiosa à espera!

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

Mensagem por Kristy123 em Dom Jul 06 2014, 15:26

Atena,

Tema: "o atravessar da estrada"

Pois é….
Também percebo perfeitamente o teu ponto de vista e de uma forma geral, também concordaria com ele, mas desde que me conheço, sempre tive uma particularidade de ver as coisas de forma diferente, que naturalmente não é muito bem entendida e por vezes mal interpretada, pela maior parte das pessoas.

Ora vejamos: O exemplo que deste sobre a criança querer atravessar a estrada, sem olhar é um de muitos bons exemplos.
 
Sabes o que eu fazia, se o meu filho quisesse atravessar assim a estrada:
dava-lhe uma boa bofetada, de tal forma que a marca da  minha mão ficasse visíveis na cara dele durante pelo menos meia hora e se começasse a chorar e a fazer birras, dava-lhe mais uma. Depois, ele, com receio de lhe bater mais, não lhe restava mais nada do que ficar caladinho e o resto do dia sossegadinho e bem comportado, e assim não me chateava mais durante esse dia e ficava o resto do dia a obedecer-me! Simples, rápido e eficiente e com toda a autoridade que uma mãe, que manda, pode ter !

Então, pessoal, acham mesmo que eu faria uma coisa dessas?
Pois, naturalmente, porque até eu já presenciei mais do que uma vez, aliás várias vezes, este cenário e posso-vos dizer que fiquei sempre muito mal disposta!  

Vou pegar no teu exemplo que foi este:

o teu filho quer atravessar a estrada fora da passadeira, e sem olhar, tu deixas? Calculo que não. Depois de explicares os perigos e as razões pelas quais ele não o pode fazer, ele insiste em atravessar fora da passadeira e sem olhar? O que fazes? Se calhar é o momento do "não fazes porque eu não quero ponto final"!

Então vamos lá: Se depois de explicar os perigos e as razões, ele insiste, então provavelmente teremos aqui mais do que um problema: Um deles pode ser falta de audição e teria que o levar a um Otorrino!  Morrer a rir  Morrer a rir  Pois bem, como eu sei que ele até não tem problemas nos ouvidos e até ouve muito bem, e até mais do que devia, então será que o que EU disse ao meu filho, não terá sido mal explicado, porque pelos vistos não foi eficaz e a teimosia da criança terá que ser combatida com uma estratégia mais refinada e perspicaz, da minha parte?

Nunca eu lhes falei: “não fazes porque eu não quero e ponto final” porque para mim própria essas resposta nunca foram suficientes e acho que para uma criança também!
Eu própria, quando estou a tratar de alguma questão ou um tema que me interessa, não vejo as coisas de uma forma superficial, mas vou mesmo ao fundo da questão e tento procurar todos os possíveis argumentos e razões prós e contra, dessa questão. Quero sempre saber o porquê das coisas e não me contento com um “porque sim” ou um “porque não” ou um “porque eu quero” Para mim, essas respostas vagas e a falta de explicação e esclarecimento, não ajudam na construção da personalidade de uma pessoa e até podem causar dúvidas, mal entendidos, medos, fobias e recalcamentos na formação e desenvolvimento da personalidade de um indivíduo, especialmente numa criança.

Tomando isso por base, achei que os meus filhos teriam que saber todos os porquês das coisas, sejam lá elas quais fossem.

Quando os meus filhos eram pequenos e quando começaram a ir para a escola, começou a odisseia de lhes explicar a “cena” do atravessar a estrada. Muitas das vezes, ou quase todos os dias, eu andava com “o coração nas mãos” e eu todos os dias falava dos perigos de atravessar a estrada fora e até em cima da passadeira. Quando lhes explicava, dizia que teriam que olhar 3 e quatro vezes para um lado e para o outro e mesmo assim, tinham que olhar novamente. Eu andava sempre à procura de artigos  nas revistas ou nos jornais sobre algum atropelamento de uma pessoa, e as consequência desse acidente. Quando eu encontrava esses relatos, eu fazia questão de lhe ler esses artigos e elas tinham que me ler o artigo em voz alta para eu ouvir. Quase todos os dias e do nada, obrigava-as a explicarem-me e a recapitularem todos os passos que teriam que dar e quantas vezes teriam que olhar, etc. quando teriam que atravessar a estrada. Todos os dias levavam com essa lenga-lenga e eu obrigava-as a repetir todos os procedimentos, passo a passo, quando estivessem à beira do passeio para atravessar a estrada. Eu era (ainda sou) mesmo muito chata e persistente e enquanto eu não perceber, que a outra parte entendeu, eu continuo a insistir…
Foi uma tarefa muito exaustiva da minha parte e acredito que muitas mães diriam que não “têm tempo” para essas coisas um pouco mais “trabalhosas” e na qualidade de “mãe que manda”, seria suficiente dizer, que “eu quero assim como eu digo, e ponto”
Mas eu própria não ficava descansada, enquanto eu não soubesse que elas tinham percebido na perfeição todos os perigos e as consequências num simples atravessar de estrada, de uma forma atenta e consciente, conseguindo anular esse impulso, de forma que nunca mais lhes passaria pela cabeça, atravessar a estrada de outro forma.
Sabes, eu de certa forma aprendi a usas as técnicas da lavagem cerebral…..

----------------------------------------------------------
Tema: "Os Pais são pais, não são amigos da escola"

Pois é, eu diria que quase todos os dias ouço muitos pais a dizerem isso.

Pois eu concordo…. e ao contrário também….
porque eu não vejo as coisas assim dessa forma tão linear….

Se quiserem, posso falar disso ....

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Re: Até que ponto pode ser confundido o amor?

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