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Apócrifos (não inspirados) ou deuterocanónicos (de posterior reconhecida canonicidade)?

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Apócrifos (não inspirados) ou deuterocanónicos (de posterior reconhecida canonicidade)?

Mensagem por mjp em Dom Mar 02 2014, 09:48





"Os deuterocanônicos do Novo Testamento

É irônico que os protestantes rejeitem a inclusão dos deuterocanônicos pelos Concílios de Hipona e Cartago, porque nestes Concílios da Igreja antiga também foram definidos os livros do Novo Testamento. Principalmente pelo ano 300 havia uma ampla discussão sobre quais livros exatamente deveriam pertencer ao Novo Testamento. Alguns livros, como os Evangelhos, Atos e a maioria das cartas de Paulo foram rapidamente aceitos. Contudo alguns livros, mais notavelmente Hebreus, Tiago, 2 Pedro, 2 e 3 João, e Apocalipse permaneceram em ardente disputa até que o cânon foi fixado. São, de fato, "deuterocanônicos do Novo Testamento".

Enquanto os protestantes aceitam o testemunho dos Concílios de Hipona e Cartago (os Concílios que eles mesmos mais citam) para a canonicidade dos deuterocanônicos do Novo Testamento, não estão dispostos a aceitar o testemunho dos mesmos Concílios para a canonicidade dos deuterocanônicos do Antigo Testamento. Realmente irônico!"



Autor: James Akin
Fonte: Catholic Information Network
Tradução: Rondinelly Ribeiro

http://www.bibliacatolica.com.br/conhecendo-a-biblia-sagrada/56/#.UxL5Bfl_vvE


"Em Hebreus 11,35 lemos que "Algumas mulheres reencontraram os seus mortos pela ressurreição. Outros foram esquartejados, recusaram o resgate para chegar a uma ressurreição melhor" ( veja 2 Macabeus 7 ).

A quem o autor se refere ao falar de algumas mulheres?

Certamente ao filho da viúva ressuscitado por Elias (1Rs 17,22-23) e ao filho da sunanita ressuscitado por Eliseu (2Rs 4,35-36).

Porém percorrendo todo o Velho Testamento do Gênese ao profeta Malaquias, somente em 2Mac 7 achamos a referência de alguém que aceitou ser esquartejado crendo na esperança da ressurreição (martírio dos sete irmãos)."


http://rezairezairezai.blogspot.pt/2013/07/os-livros-deuterocanonicos-nao-foram.html



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Re: Apócrifos (não inspirados) ou deuterocanónicos (de posterior reconhecida canonicidade)?

Mensagem por hocosi em Dom Mar 02 2014, 20:51

Aprecio a candura dos missionários Capuchinhos a respeito da formação do cânon bíblico.

Sobre o Antigo Testamento dizem:

A formação da Sagrada Escritura foi lenta e muito complicada. A maior parte dos seus livros são obra de muitas mãos e a composição de alguns deles durou séculos. Assim, o Pentateuco, marcado pelo cunho de Moisés, só conheceu a forma definitiva muitos séculos depois da sua morte (séc. V a.C.); a literatura profética, iniciada com Amós e Oseias (séc. VIII a.C.), terminou com Joel e Zacarias (séc. IV a.C.); os livros históricos, embora contendo tradições do séc. XIII a.C., foram escritos aproximadamente entre os séc. V e I a.C.; e a literatura sapiencial, iniciada com Salomão (séc. X a.C.), só a partir do séc. V a.C. recebeu a sua forma definitiva e alguns livros são do limiar do Novo Testamento.

Portanto, a ordem dos livros que a Bíblia apresenta não é histórica, mas lógica; e a atribuição do Pentateuco a Moisés, dos Salmos a David, dos livros sapienciais a Salomão e dos 66 capítulos do Livro de Isaías a este profeta não corresponde à realidade, mas é uma simplificação da História. Se quisermos captar o verdadeiro sentido dos textos, não podemos contentar-nos com esta simplificação, pois cada um deles tem o seu contexto vivo, do qual não pode ser separado. Por isso, antes de passarmos a outros problemas, vamos tentar resumir a história da formação dos livros sagrados.
http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Antigo_Testamento

Sobre o Novo Testamento dizem:

O NOVO TESTAMENTO E A HISTÓRIA

Escritos entre os séc. I-II d.C., em plena civilização greco-romana, os livros do Novo Testamento aparecem-nos na língua “comum” dessa civilização (o grego da koiné) e giram em torno da mensagem de Jesus. Por isso, os Evangelhos são a base de todos os outros livros do Novo Testamento, que, por sua vez, os explicitam e aplicam à vida prática. Mas não podemos compreender suficientemente a mensagem de Jesus nem os escritos que a explicitam, sem conhecermos as circunstâncias históricas em que nasceram.

Jesus anunciou a Boa Notícia da salvação apenas oralmente, em aramaico, a língua falada então na Palestina. Os seus discípulos também não escreveram. Preocupava-os mais o anúncio oral porque urgente do Evangelho. A atitude de Jesus e dos seus discípulos faz do Cristianismo, não uma “Religião do Livro”, mas a religião que se centra numa Pessoa Jesus Cristo. Depois de terem ouvido a mensagem oral, durante a “primeira geração” cristã, é que os discípulos da “segunda geração” registaram por escrito as palavras e os factos da vida de Jesus para incutir nos cristãos maior fidelidade à mensagem e os conduzir à fé e à salvação em Cristo (Lc 1,1-4; Jo 20,30-31). Os Evangelhos não são unicamente a “História de Jesus”; são sobretudo a narração escrita das palavras e dos factos de Jesus de Nazaré, mas já iluminados pelo Cristo ressuscitado, presente na sua Igreja ao longo de muitos anos.

A Constituição Dei Verbum (n.° 19) diz que os Evangelhos não são História escrita à maneira do nosso tempo. Os evangelistas fazem uma História em função da fé, da teologia: resumem, interpretam, explicam e redigem factos da vida de Jesus para apresentar uma determinada ideia teológica a uma determinada classe de ouvintes.
http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Novo_Testamento

Os destaques a negrito são meus.
É muito difícil à parte da fé conseguir hoje ter plena confiança nos critérios usados para classificar uns livros e não outros como inspirados por Deus. Para mim atualmente é. Pode ser que para outros seja fácil.



"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro. A real tragédia da vida são os adultos que têm medo da luz" . Platão

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Re: Apócrifos (não inspirados) ou deuterocanónicos (de posterior reconhecida canonicidade)?

Mensagem por mjp em Dom Mar 02 2014, 21:08

@hocosi escreveu:
É muito difícil à parte da fé conseguir hoje ter plena confiança nos critérios usados para classificar uns livros e não outros como inspirados por Deus. Para mim atualmente é. Pode ser que para outros seja fácil.


Como sempre, nestes assuntos, tens o dom de sintetizar a informação.

Ela aqui fica para quem quiser ler e pensar a esse respeito e, quem puder e tiver gosto, desenvolver estas pistas de informação por outros lados.

Eu tenho saudades das coisas fáceis... que ficaram lá para trás, quando, sem me aperceber, já não era mais menino, e a vida e o mundo e os outros, deixaram de ser só uma brincadeira pegada...

Mas há quem arrume tudo isto com uma facilidade... como nem eu, quando criança, arrumava os brinquedos.

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Re: Apócrifos (não inspirados) ou deuterocanónicos (de posterior reconhecida canonicidade)?

Mensagem por hocosi em Dom Mar 02 2014, 21:23

@mjp escreveu:  
Como sempre, nestes assuntos, tens o dom de sintetizar a informação.

Ela aqui fica para quem quiser ler e pensar a esse respeito e, quem puder e tiver gosto, desenvolver estas pistas de informação por outros lados.

Eu tenho saudades das coisas fáceis... que ficaram lá para trás, quando, sem me aperceber, já não era mais menino, e a vida e o mundo e os outros, deixaram de ser só uma brincadeira pegada...

Mas há quem arrume tudo isto com uma facilidade... como nem eu, quando criança, arrumava os brinquedos.

Quem me dera que fosse fácil meu amigo. Mas já que usas o estado de meninice como exemplo, e citando palavras da Bíblia: “Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança, desde que me tornei homem, eliminei as coisas de crianças”. 1Cor 13 11

Claro que é muito mais fácil acreditar como criança nas patranhas que nos querem impingir, do que raciocinar como adulto e discernir que a religião e os lideres religiosos têm feito mais mal do que bem à humanidade. É muito mais cómodo descansar nas utopias e promessas de uma suposta vida além da morte do que encarar a realidade de que, assim como os animais, somos morredouros e uma geração vai e outra vem. Assim tem sido há milhares de anos e assim vai continuar a ser.




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Re: Apócrifos (não inspirados) ou deuterocanónicos (de posterior reconhecida canonicidade)?

Mensagem por mjp em Dom Mar 02 2014, 21:52

@hocosi escreveu:
Quem me dera que fosse fácil meu amigo. Mas já que usas o estado de meninice como exemplo, e citando palavras da Bíblia: “Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança, desde que me tornei homem, eliminei as coisas de crianças”. 1Cor 13 11

Claro que é muito mais fácil acreditar como criança nas patranhas que nos querem impingir, do que raciocinar como adulto e discernir que a religião e os lideres religiosos têm feito mais mal do que bem à humanidade.

É muito mais cómodo descansar nas utopias e promessas de uma suposta vida além da morte do que encarar a realidade de que, assim como os animais, somos morredouros e uma geração vai e outra vem. Assim tem sido há milhares de anos e assim vai continuar a ser.

Ia comentar em separado estas duas partes do teu comentário. Mas depois pensei melhor e, posso estar rotundamente enganado, mas parece-me que o teu comentário deixa transparecer mais um estado de alma, uma profunda decepção, uma certa tristeza, até, que uma análise mais rigorosa, como também as fases.

Eu, por vezes, pergunto-me onde fui arranjar, por um lado uma couraça que me deixa quase que imune às canalhices do Homem (religiosos ou não) que faz com que certas experiências de vida não me afectem tanto como vejo acontecer noutros ( e não falo só aqui do caso de ter, também, sido TJ) e por outro, onde vou buscar dentro de mim esta certeza que Deus existe e que, portanto, algo mais estará para ser revelado e sabido e vivido, que somente esta experiencia mortal tão diminuta, tão insatisfatória, que se torna, até, do ponto de vista da simples análise racional, absolutamente ridícula...

Uma vez, numa conversa há muitos anos, terei dito qualquer coisa do género: "se tudo o que existe é só tudo o que vemos e, portanto, não há Deus, que grande foi a partida e que de terrível mau gosto e de colossal sadismo, foi esse acaso evolutivo que nos fez chegar até aqui..."

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Re: Apócrifos (não inspirados) ou deuterocanónicos (de posterior reconhecida canonicidade)?

Mensagem por Kristy123 em Qui Out 01 2015, 19:47

Boa tarde,

Hocosi: Estive a dar uma vista de olhos nos Sites que em dada altura mencionaste e colocaste em outros tópicos

AQUI
        http://porquenaosoucristao.blogspot.pt/2013/04/o-nascimento-de-um-deus.html
e
AQUI
         http://ceticismo.net/religiao/evangelismo-a-maior-mentira-da-historia/


Este primeiro Site inclusivé faz uma introdução bem interessante, que é esta:
" Não encare nada aqui como mentira ou verdade, risque o verbo "acreditar" do seu vocabulário. Substitua ele por "comprovar" e por "experimentar". Não acredite, a priori, em nada aqui escrito. Apenas use como uma orientação para que você possa comprovar, por si só, se é verdade ou não. "

O que á partida, disperta uma grande curiosidade ao leitor, mas depois de ler, também não me deu certezas, de que consigam ser comprovadas, pelo que não tenho outra alternativa em continuar a acreditar, pelo menos naquilo que a minha própria consciência me ditar...

Confesso que não consegui ler tudo com muita atenção, mas de uma forma geral, consigo concordar com muitos argumentos lá falados, sendo que em ambos os Sites se fala precisamente de Jesus, o que me comprova que Jesus não é uma fábula ou um mito e que na minha opinião está sim historicamente documentado !

Para mim tanto faz, em que dia Jesus nasceu e se este acontecimento é celebrado no dia 24/25 de Dezembro ou não. O que para mim importa, é mesmo que Jesus Cristo morreu e ao contrário de tantas outras "celebridades" ás quais eu também não lhes tiro o seu valor ou mérito, que viveram antes ou depois da época de Jesus, foi unicamente Jesus que ressuscitou e mesmo que existam situações semelhantes, penso que Jesus Cristo é incomparável a qualquer outro individuo humano...

As datas não são relevantes e sabemos que não estão certas. Também ninguém nos garante a 100% que o dia/a data do memorial estipulado e celebrado pela Organização das TJ esteja correcta. Para mim não é relevante, se Maria terá tido o seu filho sózinha, com a ajuda de José ou se foi assistida por uma ou mais pessoa que morava lá perto e se eles os dois bebiam leite de vaca ou de ovelha.

Para mim não é relevante, se os Reis Magos eram 3 ou 4 ou mais. O que deveria ficar registado, é que a esperada chegada do Messias se estava a cumprir e esses chamados "Reis Magos" ou seja lá quem lá tivesse ido lá, demonstra que talvez as estrelas do céu podem ter alguma influência e não como as TJ ensinam que a estrela que guiava os 3 Reis Magos era do Diabo e enganadora. Eles levaram prendas pelo nascimento do Salvador anunciado. Para mim, isso pode querer dizer alguma coisa.

Para mim tanto faz, se algumas Instituições religiosas limitam, excluem ou ignoram e lhe atribuem descrédito a alguns escritos que são chamados de apócrifos, até porque duvido muito de alguns procedimentos nas diversas áreas religiosas!

Então, mas afinal o que são escrituras? Não será algo escrito, redigido ou documentado por alguém, a dar a sua opinião e/ou a falar da sua experiência ? Alguém a escrever o que viu, o que lhe contaram, a relatar, a ensinar, a instruír, a dar a sua própria opinião a outros, sobre um assunto ou um acontecimento?

E se na realidade os Evangelhos também não foram escritos pelos próprios apóstolos, ou mesmo que tivessem sido escritos por alguns deles, cada um deu a sua opinião pessoal, pelo que um terá escrito um acontecimento e outro escreve outro acontecimento e a forma de escrever é sempre diferente e individual e a interpretação pode sempre ser diferente uma da outra.

Posto isto, tenho a dizer, que eu não tinha ainda noção da quantidade de escrituras apróficas que existem, ou pelo menos aquelas que já foram entretanto descobertas!

E na realidade, eu também não devo excluir todas as escrituras, porque ninguém sabe ao certo quem escreveu, onde escreveu e porque as escreveu, tal e qual e de igual modo, como aquelas que são "reconhecidas" pelas Igrejas tradicionais, á qual chamamos de Biblia, que dizem ser inspirada e proveitosa, sendo que qualquer outro livro também o poderá ser....

Por conseguinte, para ser coerente, com tudo o que me  está colocado à disposição, até me interrogo, se o nosso caminho é para se chegar á meta, ou se é preciso chegar à meta para se fazer o caminho!?
E que a religião, ou seja, as instituições religiosoas, são um meio auxiliar, em que o perigo é mesmo ficar "retido" lá dentro, por comodismo, porque o seu humano encosta-se e entrega-se facilmente e não pensa por sí próprio, sendo que é mais fácil ser guiado do que conseguir andar pelos seus próprios meios, de uma forma livre e independente e sem qualquer regulamento imposto.

A meu ver, devido às minhas incertezas, por não existir garantia da veracidade de nada, tenho que considerar todos as cartas, escritos, livros, como por exemplo o "livro de Urantia" e todos os livros apócrifos tão válidos, inspirados ou credíveis, tal e qual, como são considerados os Evangelhos ou a Biblia num todo!

Depois, tudo depende do meu critério e a minha própria análise crítica e a forma como eu quero entender algo de diferente ou não e ficar com algum novo conceito retido na minha forma de pensar.

Coloco aqui dois Sites muito semelhantes e que encontrei , no qual se pode ler alguns desses livros apócrifos.
Já estive a ver um ou outro livro apócrifo e tenciono ler mais, para depois consegur processar algumas informações complementares ou completamente diferentes ás escrituras tradicionais (Biblia) mas que talvez podem fazer toda a diferença, porque tenho a certeza, que haverá ainda muito para descobrir....


http://www.autoresespiritasclassicos.com/evangelhos%20apocrifos/Apocrifos/Evangelhos%20Apocrifos.htm

ou

https://hebreuisraelita.wordpress.com/2012/12/01/livros-apocrifos-e-pseudo-epigrafos/a-doutrina-dos-apostolos/

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Re: Apócrifos (não inspirados) ou deuterocanónicos (de posterior reconhecida canonicidade)?

Mensagem por hocosi em Sex Out 02 2015, 13:04

@Kristy123 escreveu:(...)
Posto isto, tenho a dizer, que eu não tinha ainda noção da quantidade de escrituras apróficas que existem, ou pelo menos aquelas que já foram entretanto descobertas!

E na realidade, eu também não devo excluir todas as escrituras, porque ninguém sabe ao certo quem escreveu, onde escreveu e porque as escreveu, tal e qual e de igual modo, como aquelas que são "reconhecidas" pelas Igrejas tradicionais, á qual chamamos de Biblia, que dizem ser inspirada e proveitosa, sendo que qualquer outro livro também o poderá ser....

Por conseguinte, para ser coerente, com tudo o que me  está colocado à disposição, até me interrogo, se o nosso caminho é para se chegar á meta, ou se é preciso chegar à meta para se fazer o caminho!?
E que a religião, ou seja, as instituições religiosoas, são um meio auxiliar, em que o perigo é mesmo ficar "retido" lá dentro, por comodismo, porque o seu humano encosta-se e entrega-se facilmente e não pensa por sí próprio, sendo que é mais fácil ser guiado do que conseguir andar pelos seus próprios meios, de uma forma livre e independente e sem qualquer regulamento imposto.

A meu ver, devido às minhas incertezas, por não existir garantia da veracidade de nada, tenho que considerar todos as cartas, escritos, livros, como por exemplo o "livro de Urantia" e todos os livros apócrifos tão válidos, inspirados ou credíveis, tal e qual, como são considerados os Evangelhos ou a Biblia num todo!

Depois, tudo depende do meu critério e a minha própria análise crítica e a forma como eu quero entender algo de diferente ou não e ficar com algum novo conceito retido na minha forma de pensar.

Coloco aqui dois Sites muito semelhantes e que encontrei , no qual se pode ler alguns desses livros apócrifos.
Já estive a ver um ou outro livro apócrifo e tenciono ler mais, para depois consegur processar algumas informações complementares ou completamente diferentes ás escrituras tradicionais (Biblia) mas que talvez podem fazer toda a diferença, porque tenho a certeza, que haverá ainda muito para descobrir....


http://www.autoresespiritasclassicos.com/evangelhos%20apocrifos/Apocrifos/Evangelhos%20Apocrifos.htm

ou

https://hebreuisraelita.wordpress.com/2012/12/01/livros-apocrifos-e-pseudo-epigrafos/a-doutrina-dos-apostolos/

Prezada amiga Kristy, eu percebo bem as tuas duvidas e incertezas neste mar de informações. Eu estou no mesmo barco. Devo dizer-te que eu, como tu, gostaria de ter uma fonte fidedigna que me garantisse que para alem disto não há mais nada. Mas infelizmente para o ser humano estamos condenados a viver na duvida enquanto vivermos a menos que tenhamos fé.

Fé é uma palavra que significa "confiança", "crença", "credibilidade". A fé é um sentimento de total de crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove a veracidade da proposição em causa.

Ter fé implica uma atitude contrária à dúvida e está intimamente ligada à confiança. Em algumas situações, como problemas emocionais ou físicos, ter fé significa ter esperança de algo vai mudar de forma positiva, para melhor.

De acordo com a etimologia, a palavra fé tem origem no Grego "pistia" que indica a noção de acreditar e no Latim "fides", que remete para uma atitude de fidelidade.
No contexto religioso, a fé é uma virtude daqueles que aceitam como verdade absoluta os princípios difundidos por sua religião. Ter fé em Deus é acreditar na sua existência e na sua onisciência. A fé é também sinônimo de religião ou culto. Por exemplo, quando falamos da fé cristã ou da fé islâmica.

A fé cristã implica crer na Bíblia Sagrada, na palavra de Deus, e em todos os ensinamentos pregados por Jesus Cristo, o enviado de Deus. Na Bíblia há inúmeras referências ao comportamento do cristão que age com fé. Uma das frases sobre o tema afirma que "a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem". (Hebreus 11:1)

http://www.significados.com.br/fe/


Eu felizmente ou infelizmente, não sei, não tenho fé. Em relação às Escrituras ou mais concretamente ao cânon da Bíblia, a minha fé acabou quando percebi que os chamados 4 evangelhos não foram escritos pelas pessoas que cujo nome aparece como sendo os escritores. A minha fé acabou quando percebi que para grande parte das cartas atribuídas ao apostolo Paulo não existem evidencias que tenham sido escritas por ele. Quando percebi que muitas coisas ensinadas nestas cartas colidem com os ensinos de Jesus, conforme apresentados nos Evangelhos. A minha fé acabou quando percebi que a maioria dos escritos do chamado Velho Testamento são produto da tradição de um povo, um aglomerado de escritos de origem duvidosa. Muitos relatos de história, sim, mas com muita mitologia à mistura e com relatos de um Deus sanguinário, misógino e terrivelmente ciumento.  A minha fé acabou quando percebi que todas as religiões são produto da inventividade do homem. Umas, mais antigas baseadas na crendice e superstição e tradição. Outras, mais modernas baseadas na trafulhice e aproveitamento do alheio.

Cada vez estou mais convencido que o homem como os outro seres vivos estão destinados a nascer, viver, procriar e morrer. Tudo o resto são cantigas de embalar.

Gostaria, acredita, de acreditar em alguma coisa mais, mas não sou capaz.



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Re: Apócrifos (não inspirados) ou deuterocanónicos (de posterior reconhecida canonicidade)?

Mensagem por hocosi em Sex Out 02 2015, 20:41

Lamentações 3:10,11
"Deus tem sido para mim como um leão de tocaia, como um urso pronto para atacar. Ele me afastou do caminho, me fez em pedaços e depois me abandonou".






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Re: Apócrifos (não inspirados) ou deuterocanónicos (de posterior reconhecida canonicidade)?

Mensagem por MariaL em Seg Out 05 2015, 21:57

@hocosi escreveu:
Fé é uma palavra que significa "confiança", "crença", "credibilidade". A fé é um sentimento de total de crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove a veracidade da proposição em causa.

Ter fé implica uma atitude contrária à dúvida e está intimamente ligada à confiança. Em algumas situações, como problemas emocionais ou físicos, ter fé significa ter esperança de algo vai mudar de forma positiva, para melhor.

De acordo com a etimologia, a palavra fé tem origem no Grego "pistia" que indica a noção de acreditar e no Latim "fides", que remete para uma atitude de fidelidade.
No contexto religioso, a fé é uma virtude daqueles que aceitam como verdade absoluta os princípios difundidos por sua religião. Ter fé em Deus é acreditar na sua existência e na sua onisciência. A fé é também sinônimo de religião ou culto. Por exemplo, quando falamos da fé cristã ou da fé islâmica.

A fé cristã implica crer na Bíblia Sagrada, na palavra de Deus, e em todos os ensinamentos pregados por Jesus Cristo, o enviado de Deus. Na Bíblia há inúmeras referências ao comportamento do cristão que age com fé. Uma das frases sobre o tema afirma que "a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem". (Hebreus 11:1)

http://www.significados.com.br/fe/

Pois para mim, seguramente por influência do jeovísmo, fé é mais do que confiança, crença ou credibilidade.
A fé vai mais longe do que a crença ou confiança porque implica e obriga a alguma acção concordante com a crença. E a tradução do Novo Mundo acrescenta esse conceito no seu Hebreus 11:1 - Fé é a expectativa certa daquilo que há-de vir, a demonstração evidente de realidades não observadas.

E esta frase vêem-me imediatamente à memória quando ouço a palavra fé.
O que não é o mesmo que dizer que fé é a expectativa daquilo que há-de vir, a demonstração de realidades não observadas.

@hocosi escreveu:
Eu felizmente ou infelizmente, não sei, não tenho fé. Em relação às Escrituras ou mais concretamente ao cânon da Bíblia, a minha fé acabou quando percebi que os chamados 4 evangelhos não foram escritos pelas pessoas que cujo nome aparece como sendo os escritores. A minha fé acabou quando percebi que para grande parte das cartas atribuídas ao apostolo Paulo não existem evidencias que tenham sido escritas por ele. Quando percebi que muitas coisas ensinadas nestas cartas colidem com os ensinos de Jesus, conforme apresentados nos Evangelhos. A minha fé acabou quando percebi que a maioria dos escritos do chamado Velho Testamento são produto da tradição de um povo, um aglomerado de escritos de origem duvidosa. Muitos relatos de história, sim, mas com muita mitologia à mistura e com relatos de um Deus sanguinário, misógino e terrivelmente ciumento.  A minha fé acabou quando percebi que todas as religiões são produto da inventividade do homem. Umas, mais antigas baseadas na crendice e superstição e tradição. Outras, mais modernas baseadas na trafulhice e aproveitamento do alheio.

@hocosi escreveu:Cada vez estou mais convencido que o homem como os outro seres vivos estão destinados a nascer, viver, procriar e morrer. Tudo o resto são cantigas de embalar.

Gostaria, acredita, de acreditar em alguma coisa mais, mas não sou capaz.

Pois, como destingir a verdade da mentira? Como saber quando falam em sentido figurado ou quando é mesmo a sério. Não interessa? Eu acho que interessa muito.

hocosi, eu também deixei de ter fé, por essas mesmas razões, que resumidamente aqui apresentas. Não por causa de uma qualquer organização feita e chefiada por pessoas.
Mas acho que estou um bocadinho melhor que tu Smile porque continuo a acreditar e a ter confiança. Não me peçam para explicar nem para apresentar argumentos e muito menos para ter obras ou andar a divulgar por aí. Apenas acredito.

@hocosi escreveu:Lamentações 3:10,11
"Deus tem sido para mim como um leão de tocaia, como um urso pronto para atacar.  Ele me afastou do caminho, me fez em pedaços e depois me abandonou".


Que melancolia! Com tanta frase bonita, no livro que serve para tudo, vais escolher uma tão triste![/quote]


Não há pequenas coisas nem grandes coisas, todas são importantes. - Oscar Wilde

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Re: Apócrifos (não inspirados) ou deuterocanónicos (de posterior reconhecida canonicidade)?

Mensagem por hocosi em Sab Maio 14 2016, 21:59

O cânone bíblico designa o inventário ou lista de escritos ou livros considerados pela Igreja Católica e aceita pelas demais igrejas cristãs, como tendo evidências de inspiração divina.

Atualmente é conhecido o conteúdo dos livros que foram considerados espúrios Apesar de serem considerados apócrifos revelam coisas que foram ocultadas e que de outra forma não teríamos acesso à informação.

Bíblia alternativa

Alguns textos rechaçados por católicos e protestantes são sagrados para outras vertentes do cristianismo

ENOQUE I

SÓ É SAGRADO PARA Igreja Judaica de Beta Israel, Igreja Ortodoxa da Etiópia, Igreja Ortodoxa da Eritreia

O autor seria Enoque, bisavô de Noé. Conta a história dos vigilantes: anjos caídos que fecundam mulheres humanas e geram uma raça de gigantes devoradores de homens. Esses gigantes, que seriam a causa do mal na Terra, não são mencionados na Bíblia



"E as mulheres conceberam e geraram gigantes cuja estatura era de trezentos cúbitos. Estes devoravam tudo o que o labor dos homens produzia e tornou-se impossível alimentá-los; Então eles voltaram-se contra os homens, a fim de devorá-los."


EVANGELHO DE FELIPE

Além de declarar que "Deus é um devorador de homens", apresenta Maria Madalena como possível companheira de Jesus. É neste texto que se baseiam os que acreditam existir uma linhagem de descendentes de Cristo. Soa familiar? O apócrifo influenciou O Código Da Vinci

"A companheira [do Salvador] era Maria Madalena. [Ele] a amava mais que a todos os discípulos e costumava beijá-la muitas vezes na boca. Eles lhe disseram: Por que você a ama mais do que a todos nós?"

EVANGELHO DE JUDAS

Revelado em 2006, teria sido escrito por Judas Iscariotes, o odiado traidor de Jesus. Ao contrário do que contam os quatro evangelhos canônicos, Judas seria o discípulo mais fiel e próximo de Cristo. Segundo o relato, o mestre ordena ao seu favorito que o denuncie e guarde o segredo dos colegas

"Jesus, respondendo, disse-lhe: Você se tornará o décimo terceiro, e será amaldiçoado pelas outras gerações - e você virá a governar sobre elas."

APOCALIPSE DE PEDRO

Descreve como seriam as punições no inferno e os prazeres do céu. Debaixo da terra, mulheres adúlteras são penduradas pelos cabelos, os pecadores ficam em um lago de sangue e restos mortais, os blasfemos são pendurados pela língua e os homossexuais ficam subindo e descendo morros

"E alguns lá estavam pendurados pela língua, e estes foram os blasfemos do caminho da justiça, e sob eles estava o fogo, queimando a puni-los."

• Na Bíblia, a descrição sobre o Juízo Final não é tão pesada como no Apocalipse de São Pedro


EVANGELHO DA INFÂNCIA SEGUNDO TIAGO

Refere-se à vida dos pais e avós de Jesus, mas diverge intensamente do texto bíblico. Os pais de Maria são infelizes por não ter filhos, até que Joaquim jejua no deserto por 40 dias e 40 noites, recebe uma intervenção divina e então nasce Maria. A mãe de Jesus chega a ser recusada pelo noivo José, que só aceita levá-la para casa ao ser ameaçado de castigo

"E o sacerdote disse a José: Tu foste escolhido por sorteio para ter em tua guarda a virgem do Senhor. Mas José recusou, dizendo: Eu tenho filhos, e eu sou um homem velho, e ela é uma jovem garota. Tenho medo de me tornar um motivo de riso para os filhos de Israel."


JUBILEUS

SÓ É SAGRADO PARA Igreja Ortodoxa da Etiópia

O livro divide em jubileus - períodos de 49 anos - a história do mundo desde a Criação até o profeta Moisés receber os Dez Mandamentos. Num dos relatos mais polêmicos, Caim, filho de Adão e Eva, se casa com a irmã, Avan - fato não registrado na Bíblia

"E Caim tomou Avan, sua irmã, para ser sua esposa."



Os evangelhos apócrifos e o Apocalipse de Pedro não são considerados sagrados por nenhuma igreja cristã




"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro. A real tragédia da vida são os adultos que têm medo da luz" . Platão

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Re: Apócrifos (não inspirados) ou deuterocanónicos (de posterior reconhecida canonicidade)?

Mensagem por hocosi em Sab Maio 14 2016, 22:08

Podemos ler AQUI sobre o conteúdo dos evangelhos de

O PROTO-EVANGELHO DE TIAGO
O EVANGELHO DE TOMÉ
O EVANGELHO DE FILIPE
EVANGELHO GNÓSTICO DE JOÃO
O EVANGELHO DE MARIA MADALENA



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Re: Apócrifos (não inspirados) ou deuterocanónicos (de posterior reconhecida canonicidade)?

Mensagem por hocosi em Sab Maio 14 2016, 22:25

É muito interessante o relato do Proto-Evangelho de Tiago. (página 12)


Pelo que parece Maria foi assistida por uma parteira e Salomé teve a ousadia de por a mão na natureza de Maria para confirmar sua virgindade depois de esta ter dado à luz. Ouçam! (...)

Então uma mulher que descia da montanha disse-lhe:
- Aonde vais?
Ao que ele respondeu:
- Ando procurando uma parteira hebréia.
Ela replicou:
- Mas és de Israel?
Ele respondeu:
- Sim.
- E quem é a que está dando à luz na caverna?
- É minha esposa.
- Então, não é tua mulher?
Ele respondeu:
- É Maria, a que se criou no templo do Senhor, e ainda que me tivesse sido dada
por mulher, não o é, pois que concebeu por virtude do Espírito Santo.
Insistiu a parteira:
- Isso é verdade?
José respondeu:
- Vem e verás.
Então a parteira se pôs a caminho junto com ele. Ao chegar à gruta, pararam, e
eis que esta estava sombreada por uma nuvem luminosa.
Exclamou a parteira:
- Minha alma foi engrandecida, porque meus olhos viram coisas incríveis, pois
que nasceu a salvação para Israel. De repente, a nuvem começou a sair da gruta e dentro
brilhou uma luz tão grande que seus olhos não podiam resistir. Esta, por um momento,
começou a diminuir tanto que deu para ver o menino que estava tomando o peito da mãe,
Maria. A parteira então deu um grito, dizendo:
- Grande é para mim o dia de hoje, já que pude ver com meus próprios olhos um
novo milagre.
Ao sair a parteira da gruta, veio ao seu encontro Salomé.
- Salomé, Salomé! - exclamou. - Tenho de te contar uma maravilha nunca vista.
Uma virgem deu à luz; coisa que, como sabes, não permite a natureza humana.
Salomé replicou:
- Pelo Senhor, meus Deus, não acreditarei em tal coisa, se não me for dado
tocar com os dedos e examinar sua natureza.
Havendo entrado a parteira, disse a Maria:
- Prepara-te, porque há entre nós uma grande querela em relação a ti.
Salomé, pois, introduziu seu dedo em sua natureza, mas, de repente, deu um
grito, dizendo:
- Ai de mim! Minha maldade e minha incredulidade é que têm a culpa! Por
descrer do Deus vivo, desprende-se de meu corpo minha mão carbonizada.
Dobrou os joelhos diante do Senhor, dizendo:
- Ó Deus de nossos pais! Lembra-te de mim, porque sou descendente de
Abraão, Isaac e Jacó! Não faças de mim um exemplo para os filhos de Israel! Devolve-me
curada, porém, aos pobres, pois que tu sabes, Senhor, que em teu nome exercia minhas
curas, recebendo de ti meu salário!
Apareceu um anjo do céu, dizendo-lhe:
- Salomé, Salomé, Deus escutou-te. Aproxima tua mão do menino, toma-o e
haverá para ti alegria e prazer.(...)

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Re: Apócrifos (não inspirados) ou deuterocanónicos (de posterior reconhecida canonicidade)?

Mensagem por PenaBranca em Dom Jun 05 2016, 23:44

Cristo! Vem cá abaixo ver isto!! (Não resisti a fazer a piada)
Estórias da carochinha , e pensar que eu já acreditei que a Bíblia era de origem divina, única , pura uma maravilhosa carta para os seus filhos humanos da parte de Deus! Apenas um conjunto de textos escolhidos por conveniência entre tantos e tantos evangelhos, manuscritos , relatos de pessoas ditas inspiradas por deus... Que desapontamento , considerando-me alguém razoavelmente inteligente (igihihi) como pude acreditar em tudo sem pesquisar...e levei 40 anos nesta "santa ignorância ".
Obrigada pelo tópico
Um abraço

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Re: Apócrifos (não inspirados) ou deuterocanónicos (de posterior reconhecida canonicidade)?

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