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Análise de João 14:14

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Análise de João 14:14

Mensagem por TJ Curioso em Qua Abr 03 2013, 00:56

Gostava de fazer um pequeno exercício sobre o texto de João 14:14 e a forma como a TNM verte o versículo.

Já apanhou a sua Bíblia?

Se tem a versão Tradução do Novo Mundo (TNM) então estará a ler as seguintes palavras de Jesus aos seus discípulos:

“Se pedirdes algo em meu nome, eu o farei.”


Se estiver a ler por exemplo uma das versões da “cristandade”, como a João Ferreira de Almeida (JFA), provavelmente lerá o texto da seguinte forma:

“Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei.”


Notou a diferença?

Leia outra vez...

Notou agora? Enquanto na TNM encontra uma sentença em que Jesus não é a pessoa a quem o pedido é realizado, na JFA, Jesus afirma que se pedirmos alguma coisa a ELE e em nome DELE, Jesus o fará.

A pergunta lógica é: Qual é a tradução mais correcta?
Bem se analisarmos outras traduções bíblicas, certamente vamos encontrar traduções que vertem o texto das duas maneiras, ora como a TNM, ora como a JFA.

Como Testemunha de Jeová e ensinado a não orar directamente a Jesus, eu diria, como muitos outros, que a TNM está correcta em não inserir o pronome pessoal me, pois Jesus ensinou a orar ao Pai e não a ele.

Agora para baralhar mais as coisas, e isto para quem possuir The Kingdom Interlinear Translation of the Greek Scriptures, que apresenta por debaixo do texto grego revisado por Westcott and Hort (1948 Reprint) a tradução literal palavra-por-palavra para o inglês irá notar algo que o deixará no mínimo intrigado.

Note debaixo do grego a tradução literal do texto grego base usado pela Watchtower para a TNM:

ἐάν τι αἰτήσητε με ἐν τῷ ὀνόματί μου ἐγὼ ποιήσω
if ever anything you should ask me in the name of me this I shall do.
Se sempre algo vocês pedirem me em o nome de mim isto eu farei.


Sendo assim, segundo o texto grego revisado de Westcott and Hort a tradução correcta para o inglês corrente seria:

“If You ask me anything in my name, I will do it.”

Ou no português, tendo por base a TNM (corrigida):
“Se me pedirdes algo em meu nome, eu o farei.”


A questão que se levanta é:

Porque The Kingdom Interlinear Translation of the Greek Scriptures coloca o texto grego em que o pronome pessoal é inserido e traduzido literalmente debaixo de cada palavra do grego, mas depois na tradução final omite esse pronome pessoal e reza apenas: “Se pedirdes algo em meu nome, eu o farei”?

Procurando no CD-Rom da Watchtower Library não encontrei qualquer explicação para esta situação em qualquer Sentinela ou Despertai, ou mesmo em qualquer livro publicado pela Sociedade.


Vejamos então se na Tradução do Novo Mundo com Referências (Rbi8) encontramos a explicação.

João 14:14 - "Se pedirdes* algo em meu nome, eu o farei."

Encontramos nesta tradução um asterisco na palavra pedirdes.
Vejamos o que diz:

*** Rbi8 João 14:14 ***
“Pedirdes”, ADIt e em harmonia com 15:16 e 16:23; P66אBWVgSyh,p: “me pedirdes”.

Conforme a Rbi8 admite existem manuscritos antigos que vertem Pedirdes e me pedirdes.
Quais são estes?

Vejamos aqueles que vertem PEDIRDES apenas:

A - Códice Alexandrino, gr., quinto séc. EC, Museu Britânico, E.H., E.G.
D - Códices Bezae, gr. e lat., quinto e sexto séc. EC, Cambridge, Inglaterra, E.G.
It - Antigas Versões Latinas, Itala, do segundo ao quarto séc. EC; E.H., E.G.


Vejamos agora as que vertem ME PEDIRDES:

P66 - Papiro Bodmer 2, gr., c. 200 EC, Genebra, E.G.
א - Códice Sinaítico, gr., quarto séc. EC, Museu Britânico, E.H., E.G.
B - Ms. Vaticano 1209, gr., quarto séc. EC, Cidade do Vaticano, Roma, E.H., E.G.
W - Freer Gospels, quinto séc. EC, Washington, DC, EUA.
Vg - Vulgata latina, de Jerônimo, originalmente produzida em c. 400 EC (Iuxta Vulgatam Versionem, Württembergische Bibelanstalt, Stuttgart, 1975).
Syh - Versão siríaca filoxeniana-harcleana, sexto e sétimo séc. EC; E.G.
Syp - Peshitta (Pesito) siríaca, aram. cristã, originalmente produzida no quinto séc. EC (editada por S. Lee, Londres, 1826, e reimpressa pelas United Bible Societies [Sociedades Bíblicas Unidas], 1979).

Bem, parece que o peso dos manuscritos que vertem as palavras de Jesus para “me pedirdes” é muito maior do que a outra opção, certo?
E creio se avaliarmos os manuscritos individualmente poderemos até mesmo chegar à conclusão que os pertencentes ao segundo grupo são de peso bem maior dos que os primeiros. Mas é claro tudo é sujeito ao critério pessoal dos editores.

Creio que neste caso, a opção seria sempre partir para os primeiros manuscritos que apesarem de serem menos, têm a fórmula que vai ao encontro da teologia da Sociedade.

Tanto mais, que a nota de rodapé insere João 15:16 e 16:23 como prova que esta tradução está correcta.

Mas será que está?

Se está, então levanta-se a pergunta novamente:

Porque The Kingdom Interlinear Translation of the Greek Scriptures coloca o texto grego em que o pronome pessoal é inserido e traduzido literalmente debaixo de cada palavra do grego, mas depois na tradução final omite esse pronome pessoal e reza apenas “Se pedirdes algo em meu nome, eu o farei”?


Se a Sociedade aceitou e confiou no texto revisado de Wescott e Hort, como base para a TNM, porque não confiaram no critério usado por eles nesta passagem?

Fica a pergunta no ar!

E para aqueles que afirmam (como eu já afirmei dogmaticamente) que não podemos falar com Jesus (a oração nada mais é do que falar com alguém), então com quem falou Paulo quando escreveu as seguintes palavras:

2 Coríntios 12:7-10 - "Portanto, a fim de que eu não me sentisse enaltecido demais, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás, para que me estivesse esbofeteando, a fim de que eu não me enaltecesse demais. 8 Neste respeito supliquei três vezes ao Senhor para que isso se afastasse de mim; 9 contudo, ele me disse realmente: “Basta-te a minha benignidade imerecida; pois o [meu] poder está sendo aperfeiçoado na fraqueza.” De muito bom grado, portanto, jactar-me-ei antes com respeito às minhas fraquezas, para que o poder do Cristo permaneça sobre mim igual a uma tenda. 10 Portanto, tenho prazer em fraquezas, em insultos, em necessidades, em perseguições e dificuldades, por Cristo. Pois quando estou fraco, então é que sou poderoso."

A quem Paulo dirigiu as suas súplicas? Foi a Jeová, o Pai de Jesus ou ao próprio Jesus?
Em primeiro lugar ele usa a expressão Senhor. Se notarem nas cartas de Paulo ele usa constantemente o título Senhor atribuído a Jesus. É uma constante na sua forma de expressão. Porque então aqui seria diferente?

Mas o próprio contexto mostra a quem ele se referia.
Notem o versículo 9, em que o Senhor lhe dá a resposta:

“Basta-te a minha benignidade imerecida; pois o [meu] poder está sendo aperfeiçoado na fraqueza.”

Notaram a expressão: "O meu poder"


O poder de quem poderemos perguntar?

Notem as palavras de Paulo. Ele dá a resposta:
“De muito bom grado, portanto, jactar-me-ei antes com respeito às minhas fraquezas, para que o poder do Cristo permaneça sobre mim igual a uma tenda.”

Paulo afirma que o poder do Cristo seria a força que o ajudaria a lidar e a perseverar naquela condição difícil.

Volto a perguntar: A quem se dirigiu o apóstolo Paulo pedindo alívio do seu suplício na carne?
Parece que a resposta é evidente não é?

Não me parece que as Escrituras, depois de tudo analisado em pormenor, revelem que temos uma proibição de nos dirigirmos directamente a Jesus, como se houvesse um “pacto de silêncio.”

Tanto mais que Jesus, sendo o nosso Sumo Sacerdote, conforme descrito na carta aos Hebreus e sendo um ajudador junto ao Pai, como diz o apóstolo João, não vira as costas a alguém que lhe peça algo, como se isso fosse um pecado.

É verdade que devemos pedir coisas a Deus. Mas em lado algum nas Escrituras encontramos uma proibição clara, inequívoca de que não podemos dirigir-nos a Jesus, sendo ele o nosso Salvador e Resgatador, o Caminho para chegarmos junto do Pai e receber sua aprovação.

E conforme o texto de João 14:14 que estivemos a considerar, é o próprio Jesus que nos convida:
“Se me pedirdes algo em meu nome, eu o farei.”

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Re: Análise de João 14:14

Mensagem por mjp em Qua Abr 03 2013, 01:30

Neste caso, estou em pleno acordo contigo, sem a mínima ressalva.

Mas é mesmo preciso esse trabalho todo que estás a ter (extremamente meritório e que Deus te recompense por ele) para concluires que Jesus Cristo é muito mais que o que as TJ querem fazer passar?

"antes de Abraão, Eu Sou" já não diz tudo? Quando Jesus se refere a Ele próprio com as exactas palavras com que Deus respondeu a Moisés "Eu Sou", não indica, desde logo, que Jesus é o Filho de Deus, homem na sua carne, mas Deus na sua Natureza Divina?

Vais por caminhos longos... mas são os teus.


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Re: Análise de João 14:14

Mensagem por TJ Curioso em Qua Abr 03 2013, 03:42

@mjp escreveu:Neste caso, estou em pleno acordo contigo, sem a mínima ressalva.

Mas é mesmo preciso esse trabalho todo que estás a ter (extremamente meritório e que Deus te recompense por ele) para concluires que Jesus Cristo é muito mais que o que as TJ querem fazer passar?

"antes de Abraão, Eu Sou" já não diz tudo? Quando Jesus se refere a Ele próprio com as exactas palavras com que Deus respondeu a Moisés "Eu Sou", não indica, desde logo, que Jesus é o Filho de Deus, homem na sua carne, mas Deus na sua Natureza Divina?

Vais por caminhos longos... mas são os teus.


mjp, creio que a abordagem a esse ponto seria melhor ser feita aqui:
http://testemunhasdejeova.forumeiros.com.pt/t155p165-para-as-tj-jesus-deve-ser-adorado#26354

Não vale a pena criarmos outra discussão paralela sobre este assunto aqui.

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Re: Análise de João 14:14

Mensagem por mjp em Qua Abr 03 2013, 11:16

Certo.

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Re: Análise de João 14:14

Mensagem por Kristy123 em Ter Maio 05 2015, 15:57


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Re: Análise de João 14:14

Mensagem por EDDIE SKULL MORGAN em Ter Maio 05 2015, 19:23

então a grande dúvida de alguns "ex tj " se refere ao fato de João 14:14 dá a idéia de que o próprio Jesus embora afirmando ser menor que o Pai mas mesmo assim é um deus?? vejam este:

João 16:23,24 E naquele dia não me fareis absolutamente nenhuma pergunta. Eu vos digo em toda a verdade: Se pedirdes ao Pai qualquer coisa, ele vo-la dará em meu nome. Até o momento não pedistes nem uma única coisa em meu nome. Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja plena.

ELE deixa bem claro: pedí ao PAI em meu nome, viram aqui?? jamais Jesus usurparia ser igual ou semelhante ao Pai, em outras palavras, "primeiro eu, depois ao Pai " como querem dar a entender...

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Re: Análise de João 14:14

Mensagem por Kristy123 em Ter Maio 05 2015, 19:35

Olá EDDI,

Espero que esteja tudo bem contigo.  tass bem
Há algum tempo não te "vejo" aqui e chegaste a ler, o que te escrevi?


Lê este tópico e se pensares um pouco, vais chegar lá! Wink

Concordo, quando dizes que Jesus enquanto humano estava sempre
em condição inferior em relação ao Pai!!!  tass bem

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Re: Análise de João 14:14

Mensagem por EDDIE SKULL MORGAN em Ter Maio 05 2015, 19:43

olá Kris, não cheguei a ler o me mandaste, se puderes me enviar fico no aguardo.

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Re: Análise de João 14:14

Mensagem por Investigando a Torre em Ter Maio 05 2015, 22:36

Jesus sempre foi muito modesto, mas lá no fundo, lá no fundo.... gostava de algumas "mordomias", pois lá ia ele deixar os seus créditos por mãos alheias... Morrer a rir Morrer a rir Morrer a rir

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Re: Análise de João 14:14

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